Foram encontradas 80 questões.
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Belo Horizonte
Orgão: Col.Mil. Belo Horizonte
Leia o texto e responda à questão.
Texto II
Cordel: entretenimento e educação
Cordel quer dizer cordão,
Mas esse que eu vou mostrar
É um gênero textual,
Poesia popular,
É lúdico, paradidático,
Suporte eficaz e prático
Para o docente educar.
Antes se chamou Folheto,
Hoje chamamos Cordel,
Também se chamou Romance
Por seu leitor mais fiel.
Sempre lido nos serões,
Por diversas gerações,
Vem cumprindo o seu papel.
O cordel dispensa status,
Pompa do academicismo.
É leve, é jocoso, é sério,
Épico que “veste” o lirismo.
É literatura séria,
Tem origem na Ibéria,
Nasceu do Trovadorismo.
(...)
SILVA, Antonio Carlos da. (Rouxinol do Rinaré). Cordel: entretenimento e educação. Disponível em: https://teucordel.com.br/produtos/cordel-entretenimento-e-educacao/. Acesso em: 4 set. 2024.
Considerando as informações presentes no Texto II, assinale a alternativa que melhor identifica o uso de humor ou de ironia no poema.
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Leia o texto e responda à questão.
Texto II
Cordel: entretenimento e educação
Cordel quer dizer cordão,
Mas esse que eu vou mostrar
É um gênero textual,
Poesia popular,
É lúdico, paradidático,
Suporte eficaz e prático
Para o docente educar.
Antes se chamou Folheto,
Hoje chamamos Cordel,
Também se chamou Romance
Por seu leitor mais fiel.
Sempre lido nos serões,
Por diversas gerações,
Vem cumprindo o seu papel.
O cordel dispensa status,
Pompa do academicismo.
É leve, é jocoso, é sério,
Épico que “veste” o lirismo.
É literatura séria,
Tem origem na Ibéria,
Nasceu do Trovadorismo.
(...)
SILVA, Antonio Carlos da. (Rouxinol do Rinaré). Cordel: entretenimento e educação. Disponível em: https://teucordel.com.br/produtos/cordel-entretenimento-e-educacao/. Acesso em: 4 set. 2024.
Observe o sentido do termo em destaque no trecho transcrito a seguir:
"É leve, é jocoso, é sério."
Com base no contexto da 3ª estrofe, assinale a alternativa que apresenta o sentido mais adequado para a palavra "jocoso".
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Leia o texto e responda à questão.
Texto II
Cordel: entretenimento e educação
Cordel quer dizer cordão,
Mas esse que eu vou mostrar
É um gênero textual,
Poesia popular,
É lúdico, paradidático,
Suporte eficaz e prático
Para o docente educar.
Antes se chamou Folheto,
Hoje chamamos Cordel,
Também se chamou Romance
Por seu leitor mais fiel.
Sempre lido nos serões,
Por diversas gerações,
Vem cumprindo o seu papel.
O cordel dispensa status,
Pompa do academicismo.
É leve, é jocoso, é sério,
Épico que “veste” o lirismo.
É literatura séria,
Tem origem na Ibéria,
Nasceu do Trovadorismo.
(...)
SILVA, Antonio Carlos da. (Rouxinol do Rinaré). Cordel: entretenimento e educação. Disponível em: https://teucordel.com.br/produtos/cordel-entretenimento-e-educacao/. Acesso em: 4 set. 2024.
Com base na leitura do Texto II, assinale a alternativa em que o termo destacado apresenta corretamente um adjetivo presente no poema.
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Leia a crônica a seguir (Texto I) para responder à questão
TEXTO I
A casa que educa
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer ir para o sul e o vento sopra para o norte? Peça a um professor para lhe explicar isto. Antes das velas era preciso remar para o barco navegar. Dava muita canseira.
Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer outras coisas...
Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo...
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há na Ilha Faroe, entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma casa viking...” Quem eram os vikings? Eram navegantes ousados. Há uma aventura do Asterix e do Obelix, heróis gauleses, entre os vikings. Muito divertida!
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As crianças da ilha Faroe aprendiam o que precisavam saber para viver construindo uma casa! Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir.
Tudo o que a gente faz começa na imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro... – tudo começa na imaginação.
Quando vou fazer um papagaio, a primeira coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há papagaios do tamanho de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel... O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão? Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? E do norte? Onde nasce o sol? Onde se põe? Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É importante saber onde estão os pontos cardeais por causa da luz do sol.
É preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Quem faz esse desenho é o arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
ALVES, Rubem. "A casa que educa". 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em 25.9.2024. Modificado.
Qual é a função das aspas nos trechos I e II?
I. “Uma escola que há na Ilha Faroe, entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma casa viking...”.
II. O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa.
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Leia a crônica a seguir (Texto I) para responder à questão
TEXTO I
A casa que educa
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer ir para o sul e o vento sopra para o norte? Peça a um professor para lhe explicar isto. Antes das velas era preciso remar para o barco navegar. Dava muita canseira.
Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer outras coisas...
Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo...
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há na Ilha Faroe, entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma casa viking...” Quem eram os vikings? Eram navegantes ousados. Há uma aventura do Asterix e do Obelix, heróis gauleses, entre os vikings. Muito divertida!
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As crianças da ilha Faroe aprendiam o que precisavam saber para viver construindo uma casa! Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir.
Tudo o que a gente faz começa na imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro... – tudo começa na imaginação.
Quando vou fazer um papagaio, a primeira coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há papagaios do tamanho de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel... O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão? Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? E do norte? Onde nasce o sol? Onde se põe? Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É importante saber onde estão os pontos cardeais por causa da luz do sol.
É preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Quem faz esse desenho é o arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
ALVES, Rubem. "A casa que educa". 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em 25.9.2024. Modificado.
Qual é o efeito de sentido produzido pelo uso das reticências e do ponto de interrogação nos trechos I e II do Texto I?
I. Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo....
II. “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?”.
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Leia a crônica a seguir (Texto I) para responder à questão
TEXTO I
A casa que educa
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer ir para o sul e o vento sopra para o norte? Peça a um professor para lhe explicar isto. Antes das velas era preciso remar para o barco navegar. Dava muita canseira.
Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer outras coisas...
Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo...
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há na Ilha Faroe, entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma casa viking...” Quem eram os vikings? Eram navegantes ousados. Há uma aventura do Asterix e do Obelix, heróis gauleses, entre os vikings. Muito divertida!
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As crianças da ilha Faroe aprendiam o que precisavam saber para viver construindo uma casa! Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir.
Tudo o que a gente faz começa na imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro... – tudo começa na imaginação.
Quando vou fazer um papagaio, a primeira coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há papagaios do tamanho de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel... O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão? Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? E do norte? Onde nasce o sol? Onde se põe? Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É importante saber onde estão os pontos cardeais por causa da luz do sol.
É preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Quem faz esse desenho é o arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
ALVES, Rubem. "A casa que educa". 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em 25.9.2024. Modificado.
Releia o trecho:
"Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer outras coisas ..."
Qual é a função da expressão "aí" no trecho acima?
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TEXTO I
A casa que educa
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer ir para o sul e o vento sopra para o norte? Peça a um professor para lhe explicar isto. Antes das velas era preciso remar para o barco navegar. Dava muita canseira.
Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer outras coisas...
Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo...
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há na Ilha Faroe, entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma casa viking...” Quem eram os vikings? Eram navegantes ousados. Há uma aventura do Asterix e do Obelix, heróis gauleses, entre os vikings. Muito divertida!
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As crianças da ilha Faroe aprendiam o que precisavam saber para viver construindo uma casa! Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir.
Tudo o que a gente faz começa na imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro... – tudo começa na imaginação.
Quando vou fazer um papagaio, a primeira coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há papagaios do tamanho de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel... O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão? Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? E do norte? Onde nasce o sol? Onde se põe? Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É importante saber onde estão os pontos cardeais por causa da luz do sol.
É preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Quem faz esse desenho é o arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
ALVES, Rubem. "A casa que educa". 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em 25.9.2024. Modificado.
Das alternativas a seguir, qual apresenta a mensagem central transmitida pelo Texto I?
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Leia a crônica a seguir (Texto I) para responder à questão
TEXTO I
A casa que educa
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer ir para o sul e o vento sopra para o norte? Peça a um professor para lhe explicar isto. Antes das velas era preciso remar para o barco navegar. Dava muita canseira.
Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer outras coisas...
Toda a nossa história passada, desde os tempos das cavernas, é a história dos homens aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo...
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há na Ilha Faroe, entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma casa viking...” Quem eram os vikings? Eram navegantes ousados. Há uma aventura do Asterix e do Obelix, heróis gauleses, entre os vikings. Muito divertida!
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As crianças da ilha Faroe aprendiam o que precisavam saber para viver construindo uma casa! Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir.
Tudo o que a gente faz começa na imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro... – tudo começa na imaginação.
Quando vou fazer um papagaio, a primeira coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há papagaios do tamanho de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel... O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão? Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? E do norte? Onde nasce o sol? Onde se põe? Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É importante saber onde estão os pontos cardeais por causa da luz do sol.
É preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Quem faz esse desenho é o arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
ALVES, Rubem. "A casa que educa". 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em 25.9.2024. Modificado.
Leia as afirmações abaixo sobre o foco narrativo do Texto I. Na sequência, marque "V" para (verdadeiro) ou "F" para (falso).
( ) O texto é narrado em segunda pessoa, a fim de que o leitor siga suas instruções de maneira direta.
( ) O foco narrativo é em terceira pessoa, distanciado dos personagens e sem interação com o leitor.
( ) A narração alterna entre primeira e terceira pessoas, com uma linguagem instrutiva e reflexiva.
( ) O narrador introduz considerações e sugestões, interagindo diretamente com os leitores.
( ) O narrador é uma criança relatando suas experiências de aprendizado.
Assinale a opção correta.
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Leia o Texto VI e responda à questão.
TEXTO VI
O espírito do nosso tempo
Interpretar o espírito do tempo é tarefa complexa para quem se aventura nesse campo. Periodicamente, este escriba tenta percorrer essa trilha, mesmo conhecendo as dificuldades que se apresentam. Discorrer sobre o espírito do nosso tempo é um exercício que abriga camadas de abstração, bagagem educacional, circunstâncias que cercam o analista e a intrincada floresta da política, da economia e dos costumes. Afinal, trata-se de construir uma passagem entre o ontem e o hoje, e procurar enxergar além dos horizontes. Haja risco.
Começo com a hipótese de que vivemos um tempo de angústia acumulada. O labor do cotidiano carrega a pressa, sob o peso de encurtamento de tarefas, cargas amontoadas de informação despejadas sobre nosso aparelho cognitivo, embate surdo com o ponteiro do relógio, que corre sem a percepção de nossos sentidos. O ontem era mais largo e demorado. O tempo parecia esticar sua duração, maximizando o usufruto. A palavra, expressa pela voz, tinha força. Embutia compromisso, firmeza, seriedade. Contratos de palavra entre duas pessoas não exigiam carimbo de cartório.
A ciência chega mais perto dos cidadãos, criando remédios para as dores e o sofrimento mental. Até o famigerado câncer, em algumas áreas, passou a ter cura. No entanto, uma enxurrada de novas endemias e pandemias abate a Humanidade, a par de conflitos e mortes em combates e por fome em cantões da África e isoladas regiões do planeta. O medo e mesmo o terror brandem o facão fundamentalista que assombra milhões de seres em lugares tomados pela barbárie.
[...]
O relógio corre, abrindo imensidões nos espaços da educação, com defasagens no processo de elevação do conhecimento para milhões de crianças que se veem privadas da escola presencial por causa da pandemia maior do século 21. Atraso civilizacional. Enquanto isso, os laboratórios das ciências biológicas produzem substâncias quase milagrosas para evitar a mortandade que assola o planeta, sob volumes sonantes que enchem os cofres das companhias farmacêuticas. Tempos de alívio, padecimento e riqueza.
Se os direitos humanos ganham aplausos, com o adensamento de meios de prevenção e defesa, são, por outro lado, desprezados por grupos que adotam métodos ancestrais na realização de suas atividades, como temos visto nos flagrantes de trabalhadores obrigados a trabalhar sob o ferrão da escravidão. Tempos de opressão e massacre.
[..]
O espírito do nosso tempo passa ao largo. Quase imperceptível.
Sêneca, o filósofo que nasceu em Córdova, na Espanha, no ano 1 a.C., alertava: "Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem. Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que já passou por nós sem que tivéssemos percebido"
"Olhe a régua, olhe a régua", alertava Vanderlei, neurocirurgião amigo, paraibano e habitante da metrópole paulistana. Abria as palmas das mãos no tamanho de uma régua imaginária de 100 centímetros para arrematar: "Até aqui, a régua marca 50"; apontava para o meio. "Quando passa desse ponto, a régua costuma apressar o tempo."
A sensação é a de um vácuo em nossas vidas. Não vimos o tempo passar. Elos perdidos na teia do cotidiano.
TORQUATO, Gaudêncio. O espírito do nosso tempo. Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/gaudencio-torquato/o-espirito-do-nosso-tempo/ Acesso em: 30 ago. 2024 (Adaptado)
Analise os trechos retirados do Texto VI e assinale a alternativa correta:
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Leia o Texto VI e responda à questão.
TEXTO VI
O espírito do nosso tempo
Interpretar o espírito do tempo é tarefa complexa para quem se aventura nesse campo. Periodicamente, este escriba tenta percorrer essa trilha, mesmo conhecendo as dificuldades que se apresentam. Discorrer sobre o espírito do nosso tempo é um exercício que abriga camadas de abstração, bagagem educacional, circunstâncias que cercam o analista e a intrincada floresta da política, da economia e dos costumes. Afinal, trata-se de construir uma passagem entre o ontem e o hoje, e procurar enxergar além dos horizontes. Haja risco.
Começo com a hipótese de que vivemos um tempo de angústia acumulada. O labor do cotidiano carrega a pressa, sob o peso de encurtamento de tarefas, cargas amontoadas de informação despejadas sobre nosso aparelho cognitivo, embate surdo com o ponteiro do relógio, que corre sem a percepção de nossos sentidos. O ontem era mais largo e demorado. O tempo parecia esticar sua duração, maximizando o usufruto. A palavra, expressa pela voz, tinha força. Embutia compromisso, firmeza, seriedade. Contratos de palavra entre duas pessoas não exigiam carimbo de cartório.
A ciência chega mais perto dos cidadãos, criando remédios para as dores e o sofrimento mental. Até o famigerado câncer, em algumas áreas, passou a ter cura. No entanto, uma enxurrada de novas endemias e pandemias abate a Humanidade, a par de conflitos e mortes em combates e por fome em cantões da África e isoladas regiões do planeta. O medo e mesmo o terror brandem o facão fundamentalista que assombra milhões de seres em lugares tomados pela barbárie.
[...]
O relógio corre, abrindo imensidões nos espaços da educação, com defasagens no processo de elevação do conhecimento para milhões de crianças que se veem privadas da escola presencial por causa da pandemia maior do século 21. Atraso civilizacional. Enquanto isso, os laboratórios das ciências biológicas produzem substâncias quase milagrosas para evitar a mortandade que assola o planeta, sob volumes sonantes que enchem os cofres das companhias farmacêuticas. Tempos de alívio, padecimento e riqueza.
Se os direitos humanos ganham aplausos, com o adensamento de meios de prevenção e defesa, são, por outro lado, desprezados por grupos que adotam métodos ancestrais na realização de suas atividades, como temos visto nos flagrantes de trabalhadores obrigados a trabalhar sob o ferrão da escravidão. Tempos de opressão e massacre.
[..]
O espírito do nosso tempo passa ao largo. Quase imperceptível.
Sêneca, o filósofo que nasceu em Córdova, na Espanha, no ano 1 a.C., alertava: "Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem. Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que já passou por nós sem que tivéssemos percebido"
"Olhe a régua, olhe a régua", alertava Vanderlei, neurocirurgião amigo, paraibano e habitante da metrópole paulistana. Abria as palmas das mãos no tamanho de uma régua imaginária de 100 centímetros para arrematar: "Até aqui, a régua marca 50"; apontava para o meio. "Quando passa desse ponto, a régua costuma apressar o tempo."
A sensação é a de um vácuo em nossas vidas. Não vimos o tempo passar. Elos perdidos na teia do cotidiano.
TORQUATO, Gaudêncio. O espírito do nosso tempo. Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/gaudencio-torquato/o-espirito-do-nosso-tempo/ Acesso em: 30 ago. 2024 (Adaptado)
De acordo com o Texto VI e conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à acentuação gráfica:
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