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Foram encontradas 120 questões.

239520 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Assinale a alternativa correta quanto ao emprego da crase.
 

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239519 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
Adolescência
O apelido dele era “cascão” e vinha da infância. Uma irmã mais velha descobrira uma mancha escura que subia pela sua perna e que a mãe, apreensiva, a princípio atribuiu que era sujeira mesmo.
– Você não toma banho, menino?
– Tomo, mãe.
– E não se esfrega?
Aquilo já era pedir demais. E a verdade é que muitas vezes seus banhos eram representações. Ele fechava a porta do banheiro, ligava o chuveiro, forte, para que a mãe ouvisse o barulho, mas não entrava no chuveiro. Achava que dois banhos por semana era o máximo de que uma pessoa sensata precisava. Mais do que isso era mania.
O apelido pegou e, mesmo na sua adolescência, eram frequentes as alusões familiares à sua falta de banho. Ele as aguentava estoicamente. Caluniadores não mereciam resposta. Mas um dia reagiu.
– Sujo, não.
– Ah, é? – disse a irmã. – E isto o que é?
Com o dedo ela levantara do seu braço um filete de sujeira.
– Rosquinha não vale.
– Como não vale?
– Rosquinha, qualquer um.
Entusiasmado com a própria tese, continuou:
– Desafio qualquer um nesta casa a fazer o teste da rosquinha! A irmã, que tomava dois banhos por dia, o que ele classificava de exibicionismo, aceitou o desafio.
Ele advertiu que passar o dedo, só, não bastava. Tinha que passar com decisão. E, realmente, o dedo levantou, da dobra do braço da irmã, uma rosquinha, embora ínfima, de sujeira.
– Viu só – disse ele, triunfante. – E digo mais: ninguém no mundo está livre de uma rosquinha.
– Ah, essa não. No mundo? Manteve a tese.
– Ninguém.
– A rainha Juliana?
– Rosquinha. No pé. Batata.
No dia seguinte, no entanto, a irmã estava preparada para derrubar a sua defesa.
– Cascão... – disse simplesmente. – A Catherine Deneuve. Ele hesitou. Pensou muito. Depois concedeu. A Catherine Deneuve, realmente, não. A irmã, sadicamente, ainda fingiu que queria ajudar.
– Quem sabe atrás da orelha?
– Não, não – disse o Cascão tristemente, renunciando à sua tese. – A Catherine Deneuve, nem atrás da orelha.
Luis Fernando Verissimo. Adolescência. Comédias para se ler na escola.
De acordo com o texto, é correto afirmar que
 

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239518 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Leia a oração abaixo.
O evento era gratuito e qualquer pessoa poderia entrar.
Ao passar a frase acima para o plural, temos:
 

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239517 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
Adolescência
O apelido dele era “cascão” e vinha da infância. Uma irmã mais velha descobrira uma mancha escura que subia pela sua perna e que a mãe, apreensiva, a princípio atribuiu que era sujeira mesmo.
– Você não toma banho, menino?
– Tomo, mãe.
– E não se esfrega?
Aquilo já era pedir demais. E a verdade é que muitas vezes seus banhos eram representações. Ele fechava a porta do banheiro, ligava o chuveiro, forte, para que a mãe ouvisse o barulho, mas não entrava no chuveiro. Achava que dois banhos por semana era o máximo de que uma pessoa sensata precisava. Mais do que isso era mania.
O apelido pegou e, mesmo na sua adolescência, eram frequentes as alusões familiares à sua falta de banho. Ele as aguentava estoicamente. Caluniadores não mereciam resposta. Mas um dia reagiu.
– Sujo, não.
– Ah, é? – disse a irmã. – E isto o que é?
Com o dedo ela levantara do seu braço um filete de sujeira.
– Rosquinha não vale.
– Como não vale?
– Rosquinha, qualquer um.
Entusiasmado com a própria tese, continuou:
– Desafio qualquer um nesta casa a fazer o teste da rosquinha! A irmã, que tomava dois banhos por dia, o que ele classificava de exibicionismo, aceitou o desafio.
Ele advertiu que passar o dedo, só, não bastava. Tinha que passar com decisão. E, realmente, o dedo levantou, da dobra do braço da irmã, uma rosquinha, embora ínfima, de sujeira.
– Viu só – disse ele, triunfante. – E digo mais: ninguém no mundo está livre de uma rosquinha.
– Ah, essa não. No mundo? Manteve a tese.
– Ninguém.
– A rainha Juliana?
– Rosquinha. No pé. Batata.
No dia seguinte, no entanto, a irmã estava preparada para derrubar a sua defesa.
– Cascão... – disse simplesmente. – A Catherine Deneuve. Ele hesitou. Pensou muito. Depois concedeu. A Catherine Deneuve, realmente, não. A irmã, sadicamente, ainda fingiu que queria ajudar.
– Quem sabe atrás da orelha?
– Não, não – disse o Cascão tristemente, renunciando à sua tese. – A Catherine Deneuve, nem atrás da orelha.
Luis Fernando Verissimo. Adolescência. Comédias para se ler na escola.
Leia o trecho abaixo retirado do texto.
“E, realmente, o dedo levantou, da dobra do braço da irmã, uma rosquinha, embora ínfima, de sujeira.”
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo para a palavra destacada.
 

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239516 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam escritas corretamente.
 

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239515 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente.
 

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239514 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Leia o texto abaixo e complete as lacunas:

– Quero saber o _______ de o senhor ter me dito que esse hotel não tinha pernilongo.

– Ora, e não tem mesmo. _________?

– Ah, é? E __________ esses pernilongos me picaram a noite toda?

– _______ esses aí não são do hotel. São do brejo aqui do lado.

 

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239513 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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ENTÃO, ADEUS!

(Lygia Fagundes Telles)

Isto aconteceu na Bahia, numa tarde em que eu visitava a mais antiga e arruinada igreja que encontrei por lá, perdida na última rua do último bairro. Aproximou-se de mim um padre velhinho, mas tão velhinho, tão velhinho que mais parecia feito de cinza, de teia, de bruma, de sopro do que de carne e osso.

Aproximou-se e tocou o meu ombro:

— Vejo que aprecia essas imagens antigas — sussurrou-me com sua voz débil. E descerrando os lábios murchos num sorriso amável: - Tenho na sacristia algumas preciosidades. Quer vê-las?

Solícito e trêmulo foi-me mostrando os pequenos tesouros da sua igreja: um mural de cores remotas e tênues como as de um pobre véu esgarçado na distância; uma Nossa Senhora de mãos carunchadas e grandes olhos cheios de lágrimas; dois anjos tocheiros que teriam sido esculpidos por Aleijadinho, pois dele tinham a inconfundível marca nos traços dos rostos severos e nobres, de narizes já carcomidos... Mostrou-me todas as raridades, tão velhas e tão gastas quanto ele próprio. Em seguida, desvanecido com o interesse que demonstrei por tudo, acompanhou-me cheio de gratidão até a porta.

— Volte sempre — pediu-me.

— Impossível — eu disse. — Não moro aqui, mas, em todo o caso, quem sabe um dia... — acrescentei sem nenhuma esperança.

— E então, até logo! — ele murmurou descerrando os lábios num sorriso que me pareceu melancólico como o destroço de um naufrágio.

Olhei-o. Sob a luz azulada do crepúsculo, aquela face branca e transparente era de tamanha fragilidade, que cheguei a me comover. Até logo?... “Então, adeus!”, ele deveria ter dito. Eu ia embarcar para o Rio no dia seguinte e não tinha nenhuma ideia de voltar tão cedo à Bahia. E mesmo que voltasse, encontraria ainda de pé aquela igrejinha arruinada que achei por acaso em meio das minhas andanças? E mesmo que desse de novo com ela, encontraria vivo aquele ser tão velhinho que mais parecia um antigo morto esquecido de partir?!...

Ouça, leitor: tenho poucas certezas nesta incerta vida, tão poucas que poderia enumerá-las nesta breve linha. Porém, uma certeza eu tive naquele instante, a mais absoluta das certezas: “Jamais o verei.” Apertei-lhe a mão, que tinha a mesma frialdade seca da morte.

— Até logo! - eu disse cheia de enternecimento pelo seu ingênuo otimismo.

Afastei-me e de longe ainda o vi, imóvel no topo da escadaria. A brisa agitava-lhe os cabelos ralos e murchos como uma chama prestes a extinguir-se. “Então, adeus!”, pensei comovida ao acenar-lhe pela última vez. “Adeus.”

(...)

Durante o jantar ruidoso e calorento, lembrei-me de Kipling. “Sim, grande e estranho é o mundo. Mas principalmente estranho...”

Meu vizinho da esquerda quis saber entre duas garfadas:

— Então a senhora vai mesmo nos deixar amanhã?

Olhei para a bolsa que tinha no regaço e dentro da qual já estava minha passagem de volta com a data do dia seguinte. E sorri para o velhinho lá na ponta da mesa.

— Ah, não sei... Antes eu sabia, mas agora já não sei.

http://www.releituras.com/lftelles_entaoadeus.asp - acesso em 11/01/2017

Leia o trecho mencionado abaixo e assinale a resposta que representa o termo em destaque.

Ouça, leitor: tenho poucas certezas nesta incerta vida...

 

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239641 Ano: 2017
Disciplina: Redação Oficial
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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A forma tradicional de se empregar o vocativo em correspondências endereçadas aos reitores de universidade é
Questão Anulada

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239613 Ano: 2017
Disciplina: Matemática
Banca: RBO
Orgão: Câm. Itatiaia-RJ
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Em uma escola que possui 300 alunos, 60% dos alunos são do sexo feminino. Dentre os alunos do sexo masculino, 50% estão inscritos no campeonato masculino de basquete e dentre eles, 20% é canhoto. A porcentagem dos participantes do campeonato masculino de basquete que são canhotos é de
Questão Anulada

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