A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Vereadores
do Município Alfa recebeu três projetos de lei para a análise de
compatibilidade formal com a Constituição da República de 1988.
O projeto X determinava a instalação de hidrômetros individuais
nos edifícios e condomínios que viessem a ser construídos no
território municipal. O projeto Y estabelecia requisitos a serem
observados pelas sociedades empresárias que viessem a explorar
o serviço local de gás canalizado. Por fim, o projeto Z estabelecia
detalhado regramento para a exploração da atividade de
cremação de cadáveres.
Ao analisar os projetos X, Y e Z na perspectiva da competência do
Município Alfa para legislar sobre a matéria, a referida Comissão
concluiu corretamente que
Joana, Juíza de Direito, ao julgar determinada causa em que as
partes, a partir da interpretação do mesmo comando
constitucional, alcançavam normas com sentidos distintos,
buscou explicar o sentido que encontrara afirmando que o
intérprete, ao transitar do texto para a norma, desenvolve uma
atividade intelectiva de índole argumentativa e decisória. Nessa
atividade, o intérprete deve resolver as conflitualidades
intrínsecas da norma constitucional, que opõem grandezas
argumentativamente relevantes, passíveis de influir no
delineamento de uma pluralidade de significados a serem
atribuídos aos significantes interpretados. Cabe ao intérprete
decidir qual desses significados deve preponderar, conforme as
singularidades do caso concreto em que serão aplicados.
A partir da concepção de Joana, é correto afirmar que
Antônio, servidor recém-empossado em cargo de provimento
efetivo no âmbito da Câmara dos Deputados, tomou
conhecimento de uma grande movimentação, envolvendo
diversos grupos políticos, visando à alienação, a particular, de
terra pública com área de três mil hectares.
Após consultar a Constituição da República de 1988, João
concluiu corretamente que a referida alienação
Em sede de ação civil pública ajuizada em face da União, o Juiz
Federal competente proferiu decisão liminar, determinando, sob
pena de multa diária, que a Defensoria Pública da União lotasse
um Defensor Público Federal na Seção Judiciária Alfa. Por
entender que a decisão afrontou prerrogativas e a forma de
organização da Defensoria Pública da União, conforme previstas
na Constituição da República, essa Instituição ingressou com
suspensão de liminar perante o Supremo Tribunal Federal.
Considerando a sistemática estabelecida na Constituição da
República de 1988, é correto afirmar que
A Constituição do Estado Alfa foi alterada e passou a dispor que
membro do Ministério Público do respectivo Estado integraria o
conselho do Fundo Estadual de Conservação Ambiental.
Surpreso com o teor dessa alteração, Joana, presidente de uma
organização da sociedade civil que também tinha assento no
colegiado, consultou o seu advogado a respeito da
compatibilidade do referido comando com a Constituição da
República de 1988.
O advogado respondeu corretamente a Joana que o comando
Em razão da insuficiência das dotações orçamentárias destinadas
à determinada política pública direcionada à implementação de
certo direito social, os assessores do Presidente da República
iniciaram debates em relação ao possível encaminhamento de
projeto de lei, ao Poder Legislativo, visando à abertura do crédito
adicional correspondente. Na ocasião, também levaram em
consideração os circunstancialismos políticos da época e as
possíveis resistências que enfrentariam no âmbito do Poder
Legislativo.
Após os debates, os assessores concluíram corretamente que
O Distrito Federal editou a Lei nº X, criando uma gratificação para
policiais militares e bombeiros militares do Distrito Federal que
estejam vinculados ao gabinete do Governador, a ser custeada
por esse ente federativo.
Irresignado com o teor desse diploma normativo, que reputava
manifestamente inconstitucional, o Diretório Nacional do Partido
Político Alfa solicitou a análise de sua assessoria, sendo-lhe
corretamente respondido que
Maria, Juíza de Direito titular do juízo único da Comarca Alfa,
entrou em gozo de licença médica. João, Juiz de Direito
Substituto, foi designado para responder pelo referido juízo. Três
meses depois, o órgão competente do Tribunal de Justiça fez
cessar a referida designação de João, sem ouvi-lo previamente, e
o designou para atuar no juízo único da Comarca Beta. Joana,
também Juíza de Direito Substituta, foi designada para atuar no
órgão jurisdicional titularizado por Maria, que continuava em
gozo de licença médica.
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar, em relação
à cessação da designação de João para substituir Maria, que
Maria, bacharel em direito recém-formada, tinha o sonho de
ocupar o cargo de Juiz de Direito. Após analisar a sistemática
constitucional afeta ao tempo de atividade jurídica exigido para o
ingresso na carreira da magistratura, concluiu corretamente que
são exigidos
No corrente ano, João, Juiz de Direito que atua em uma relação
processual na qual eram partes o Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS), autarquia federal, e segurado, praticou
um ato que, ao ver daquele, era ilegal e arbitrário, o que levou à
impetração de mandado de segurança perante o Tribunal
Regional Federal da respectiva Região. Este Tribunal, por sua vez,
ao proferir acórdão denegando a ordem, ainda ao ver do INSS,
teria atuado de maneira manifestamente contrária à ordem
constitucional, o que resultou na interposição do recurso cabível
ao Superior Tribunal de Justiça, que reformou o acórdão
recorrido e deferiu a ordem.
À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar, em relação
à competência dos órgãos jurisdicionais, que a narrativa