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616316 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Ligadas ao uso linguístico, existem sempre, nas diversas comunidades linguísticas, as modalidades não normatizadas da língua ao lado de uma modalidade considerada a norma padrão, à qual se atribuem qualidades “superiores”: ela seria mais regular, modelar e, portanto, deveria ser seguida e perseguida.

Isso é particularmente notável na codificação inicial da gramática ocidental, em que a ameaça do sobrepujamento da língua grega pelos falares “bárbaros”, “corrompidos” conduziu determinantemente nesse sentido as lições que os gramáticos produziam.

Estamos longe de ver o cidadão comum e o professor reconhecendo que a variação linguística é nada mais que a manifestação evidente da essência e da natureza da linguagem, reconhecendo que há um padrão valorizado, sim, mas que o uso do padrão prestigiado não constitui, em si e intrinsecamente, um uso de boa linguagem e que essa avaliação só ocorre pelo viés sociocultural, condicionado pelo viés socioeconômico.

Na nossa sociedade, já não se verifica a mesma conjuntura sociopolítica da época da instituição da disciplina gramatical ocidental. Hoje, nossa língua e literatura não estão ameaçadas, mas nossas sociedades são extremamente competitivas, e nelas cada um quer assegurar para si todos os meios que considera garantidores de inserção social e, necessariamente, entende que a linguagem de prestígio é um dos caminhos essenciais para isso.

Maria Helena de Moura Neves. Heranças: a gramática.

In: Neusa Barbosa Bastos (Org.). Língua portuguesa: uma visão em mosaico. São Paulo: IP PUC-DP/EDUC, 2002, p. 43-4 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo ao texto acima.

O pronome que inicia o segundo parágrafo refere-se às ideias expressas em todo o parágrafo que o antecede.

 

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616315 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Ligadas ao uso linguístico, existem sempre, nas diversas comunidades linguísticas, as modalidades não normatizadas da língua ao lado de uma modalidade considerada a norma padrão, à qual se atribuem qualidades “superiores”: ela seria mais regular, modelar e, portanto, deveria ser seguida e perseguida.

Isso é particularmente notável na codificação inicial da gramática ocidental, em que a ameaça do sobrepujamento da língua grega pelos falares “bárbaros”, “corrompidos” conduziu determinantemente nesse sentido as lições que os gramáticos produziam.

Estamos longe de ver o cidadão comum e o professor reconhecendo que a variação linguística é nada mais que a manifestação evidente da essência e da natureza da linguagem, reconhecendo que há um padrão valorizado, sim, mas que o uso do padrão prestigiado não constitui, em si e intrinsecamente, um uso de boa linguagem e que essa avaliação só ocorre pelo viés sociocultural, condicionado pelo viés socioeconômico.

Na nossa sociedade, já não se verifica a mesma conjuntura sociopolítica da época da instituição da disciplina gramatical ocidental. Hoje, nossa língua e literatura não estão ameaçadas, mas nossas sociedades são extremamente competitivas, e nelas cada um quer assegurar para si todos os meios que considera garantidores de inserção social e, necessariamente, entende que a linguagem de prestígio é um dos caminhos essenciais para isso.

Maria Helena de Moura Neves. Heranças: a gramática.

In: Neusa Barbosa Bastos (Org.). Língua portuguesa: uma visão em mosaico. São Paulo: IP PUC-DP/EDUC, 2002, p. 43-4 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo ao texto acima.

Entre os recursos de produção de texto utilizados pela autora, em sua argumentação, incluem-se: o emprego de formas verbais no futuro do pretérito — “seria” e “deveria” —, que imprimem assertividade ao discurso, e o emprego das aspas no segundo parágrafo, no qual são ressaltados os vocábulos que melhor expressam a opinião da autora a respeito das modalidades da língua não normatizadas.

 

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616314 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Ligadas ao uso linguístico, existem sempre, nas diversas comunidades linguísticas, as modalidades não normatizadas da língua ao lado de uma modalidade considerada a norma padrão, à qual se atribuem qualidades “superiores”: ela seria mais regular, modelar e, portanto, deveria ser seguida e perseguida.

Isso é particularmente notável na codificação inicial da gramática ocidental, em que a ameaça do sobrepujamento da língua grega pelos falares “bárbaros”, “corrompidos” conduziu determinantemente nesse sentido as lições que os gramáticos produziam.

Estamos longe de ver o cidadão comum e o professor reconhecendo que a variação linguística é nada mais que a manifestação evidente da essência e da natureza da linguagem, reconhecendo que há um padrão valorizado, sim, mas que o uso do padrão prestigiado não constitui, em si e intrinsecamente, um uso de boa linguagem e que essa avaliação só ocorre pelo viés sociocultural, condicionado pelo viés socioeconômico.

Na nossa sociedade, já não se verifica a mesma conjuntura sociopolítica da época da instituição da disciplina gramatical ocidental. Hoje, nossa língua e literatura não estão ameaçadas, mas nossas sociedades são extremamente competitivas, e nelas cada um quer assegurar para si todos os meios que considera garantidores de inserção social e, necessariamente, entende que a linguagem de prestígio é um dos caminhos essenciais para isso.

Maria Helena de Moura Neves. Heranças: a gramática.

In: Neusa Barbosa Bastos (Org.). Língua portuguesa: uma visão em mosaico. São Paulo: IP PUC-DP/EDUC, 2002, p. 43-4 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo ao texto acima.

A autora do texto defende que a apropriação da linguagem de prestígio seja um dos valores que garantem o poder de competitividade do cidadão na sociedade atual.

 

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616313 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

É verdade que quase todo mundo tem suas preferências, detesta algumas construções, prefere a pronúncia de alguma região etc. Mas o linguista precisa manter uma atitude científica, com atenção constante às realidades da língua e total respeito por elas. Se ele verifica que as pessoas dizem frases como “Se você ver ela, fala com ela pra me telefonar”, precisa reconhecer essa construção como legítima na língua. Por outro lado, em um texto escrito, ele provavelmente encontraria outra frase, que igualmente precisa ser reconhecida. As duas coexistem, cada qual no seu contexto. O linguista, cientista da linguagem, observa a língua como ela é, não como algumas pessoas acham que ela deveria ser. Condenar uma construção ou uma palavra ocorrente como incorreta é mais ou menos como decretar que é “errado” que aconteçam terremotos. Eles acontecem, e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos. O objetivo dos linguistas é descrever e explicar, e não, prescrever formas certas e proibir formas erradas. Para nós, “certo” é aquilo que ocorre na língua.

Mário A. Perini. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 20-1 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo ao texto acima.

Como a palavra preferência pertence ao mesmo campo semântico de comparação, o trecho “prefere (...) etc.” poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: prefere a pronúncia de alguma região do que outra etc.

 

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616312 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

É verdade que quase todo mundo tem suas preferências, detesta algumas construções, prefere a pronúncia de alguma região etc. Mas o linguista precisa manter uma atitude científica, com atenção constante às realidades da língua e total respeito por elas. Se ele verifica que as pessoas dizem frases como “Se você ver ela, fala com ela pra me telefonar”, precisa reconhecer essa construção como legítima na língua. Por outro lado, em um texto escrito, ele provavelmente encontraria outra frase, que igualmente precisa ser reconhecida. As duas coexistem, cada qual no seu contexto. O linguista, cientista da linguagem, observa a língua como ela é, não como algumas pessoas acham que ela deveria ser. Condenar uma construção ou uma palavra ocorrente como incorreta é mais ou menos como decretar que é “errado” que aconteçam terremotos. Eles acontecem, e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos. O objetivo dos linguistas é descrever e explicar, e não, prescrever formas certas e proibir formas erradas. Para nós, “certo” é aquilo que ocorre na língua.

Mário A. Perini. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 20-1 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo ao texto acima.

Preservando-se o sentido original e a correção gramatical do texto, o trecho “e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos” poderia ser assim reescrito: um cientista, se não aceitar os fatos tal como são, não conseguiria explicá-los.

 

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616311 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

É verdade que quase todo mundo tem suas preferências, detesta algumas construções, prefere a pronúncia de alguma região etc. Mas o linguista precisa manter uma atitude científica, com atenção constante às realidades da língua e total respeito por elas. Se ele verifica que as pessoas dizem frases como “Se você ver ela, fala com ela pra me telefonar”, precisa reconhecer essa construção como legítima na língua. Por outro lado, em um texto escrito, ele provavelmente encontraria outra frase, que igualmente precisa ser reconhecida. As duas coexistem, cada qual no seu contexto. O linguista, cientista da linguagem, observa a língua como ela é, não como algumas pessoas acham que ela deveria ser. Condenar uma construção ou uma palavra ocorrente como incorreta é mais ou menos como decretar que é “errado” que aconteçam terremotos. Eles acontecem, e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos. O objetivo dos linguistas é descrever e explicar, e não, prescrever formas certas e proibir formas erradas. Para nós, “certo” é aquilo que ocorre na língua.

Mário A. Perini. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 20-1 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo ao texto acima.

No período compreendido entre as linhas 13 e 15, está implícita, na comparação entre incorreções gramaticais e “terremotos", a referência aos erros crassos de determinadas construções linguísticas, visto que estes, tal como os terremotos, têm poder de destruição.

 

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616310 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

É verdade que quase todo mundo tem suas preferências, detesta algumas construções, prefere a pronúncia de alguma região etc. Mas o linguista precisa manter uma atitude científica, com atenção constante às realidades da língua e total respeito por elas. Se ele verifica que as pessoas dizem frases como “Se você ver ela, fala com ela pra me telefonar”, precisa reconhecer essa construção como legítima na língua. Por outro lado, em um texto escrito, ele provavelmente encontraria outra frase, que igualmente precisa ser reconhecida. As duas coexistem, cada qual no seu contexto. O linguista, cientista da linguagem, observa a língua como ela é, não como algumas pessoas acham que ela deveria ser. Condenar uma construção ou uma palavra ocorrente como incorreta é mais ou menos como decretar que é “errado” que aconteçam terremotos. Eles acontecem, e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos. O objetivo dos linguistas é descrever e explicar, e não, prescrever formas certas e proibir formas erradas. Para nós, “certo” é aquilo que ocorre na língua.

Mário A. Perini. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 20-1 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo ao texto acima.

Infere-se do texto que seu autor é linguista e, como tal, defende que os gramáticos, em vez de formularem regras, assumam atitude científica, ou seja, descrevam e expliquem todas as construções linguísticas, visto que, segundo o autor, todas são legítimas, como sintetiza no último período do texto.

 

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616309 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

É verdade que quase todo mundo tem suas preferências, detesta algumas construções, prefere a pronúncia de alguma região etc. Mas o linguista precisa manter uma atitude científica, com atenção constante às realidades da língua e total respeito por elas. Se ele verifica que as pessoas dizem frases como “Se você ver ela, fala com ela pra me telefonar”, precisa reconhecer essa construção como legítima na língua. Por outro lado, em um texto escrito, ele provavelmente encontraria outra frase, que igualmente precisa ser reconhecida. As duas coexistem, cada qual no seu contexto. O linguista, cientista da linguagem, observa a língua como ela é, não como algumas pessoas acham que ela deveria ser. Condenar uma construção ou uma palavra ocorrente como incorreta é mais ou menos como decretar que é “errado” que aconteçam terremotos. Eles acontecem, e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos. O objetivo dos linguistas é descrever e explicar, e não, prescrever formas certas e proibir formas erradas. Para nós, “certo” é aquilo que ocorre na língua.

Mário A. Perini. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 20-1 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo ao texto acima.

De acordo com o texto, em uma análise científica de construções linguísticas, deve ser considerada a adequação à situação em que tais construções foram empregadas.

 

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616308 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

É verdade que quase todo mundo tem suas preferências, detesta algumas construções, prefere a pronúncia de alguma região etc. Mas o linguista precisa manter uma atitude científica, com atenção constante às realidades da língua e total respeito por elas. Se ele verifica que as pessoas dizem frases como “Se você ver ela, fala com ela pra me telefonar”, precisa reconhecer essa construção como legítima na língua. Por outro lado, em um texto escrito, ele provavelmente encontraria outra frase, que igualmente precisa ser reconhecida. As duas coexistem, cada qual no seu contexto. O linguista, cientista da linguagem, observa a língua como ela é, não como algumas pessoas acham que ela deveria ser. Condenar uma construção ou uma palavra ocorrente como incorreta é mais ou menos como decretar que é “errado” que aconteçam terremotos. Eles acontecem, e um cientista não tem remédio senão reconhecer os fatos. O objetivo dos linguistas é descrever e explicar, e não, prescrever formas certas e proibir formas erradas. Para nós, “certo” é aquilo que ocorre na língua.

Mário A. Perini. Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 20-1 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo ao texto acima.

No trecho “que igualmente precisa ser reconhecida”, o emprego do advérbio “igualmente” possibilita a elipse do segmento “como legítima na língua” após a locução verbal “ser reconhecida”.

 

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616307 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Entre os muitos méritos dos nossos livros, nem sempre figura o da pureza da linguagem. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum, defeito grave, a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Esse ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Divergência, digo, porque, se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça, outros há que os adotam por princípio, ou antes, por uma exageração de princípio.

Não há dúvida que as línguas aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito, a influência do povo é decisiva. Há, portanto, certos modos de dizer, locuções novas, que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.

Mas, se isto é um fato incontestável, e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz, não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem, ainda aquelas que destoem das leis da sintaxe e da essencial pureza do idioma. A influência popular tem um limite; e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso, o capricho e a moda inventam e fazem correr. Pelo contrário, ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito, depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão.

Machado de Assis. O jornal e o livro. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p.25-6.

Com relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item.

No último período do excerto apresentado, ao referir-se à influência dos escritores na manutenção da denominada norma padrão, Machado de Assis revela-se preconceituoso, dado que postula que os textos literários sejam modelos de correção linguística e que aprimorem não só a linguagem, mas também a razão do povo.

 

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