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616326 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Abrev. é preciso

Muito combatidas em alguns contextos de produção escrita da atualidade, as abreviaturas constituem parte importante da escrita de uma língua. Apesar das polêmicas que norteiam o assunto serem atuais, a prática de abreviar não é exclusiva dos tempos de hoje. Algumas necessidades de nossos antepassados fizeram que esse costume fosse muito difundido bem antes de sonharmos com os computadores modernos.

Durante os primeiros séculos da história do Brasil, o uso de abreviaturas nos documentos aqui escritos era constante. Entre os fatores que favoreciam a proliferação das abreviaturas nos documentos, havia a significativa distância entre Brasil e Portugal, com a consequente dificuldade de adquirir materiais para a escrita (tintas, papéis, plumas), e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa, além, é claro, da maior velocidade adquirida ao se abreviar palavras de textos produzidos à mão.

Aliás, quando o assunto é abreviar, logo vem à mente o debate sobre o uso indiscriminado das abreviaturas na Internet. Esse tema vem provocando muitas discussões entre estudiosos da linguagem, pais e professores de português devido à preocupação de que o hábito, muito presente na vida dos jovens, afete outros contextos de produção escrita. Polêmicas à parte, podemos entender essa prática como uma forma que os internautas encontram de garantir uma comunicação mais rápida, para poderem se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo.

Maria Cristina Parreira da Silva e Abner Maicon Fortunato Batista. Internet: <http://linguaportuguesa.uol.com.br> (com adaptações).

Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o próximo item.

Contrariamente à opinião de estudiosos da linguagem e pais, a autora do texto defende o uso indiscriminado das abreviaturas, o que é confirmado no título do texto.

 

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616325 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Abrev. é preciso

Muito combatidas em alguns contextos de produção escrita da atualidade, as abreviaturas constituem parte importante da escrita de uma língua. Apesar das polêmicas que norteiam o assunto serem atuais, a prática de abreviar não é exclusiva dos tempos de hoje. Algumas necessidades de nossos antepassados fizeram que esse costume fosse muito difundido bem antes de sonharmos com os computadores modernos.

Durante os primeiros séculos da história do Brasil, o uso de abreviaturas nos documentos aqui escritos era constante. Entre os fatores que favoreciam a proliferação das abreviaturas nos documentos, havia a significativa distância entre Brasil e Portugal, com a consequente dificuldade de adquirir materiais para a escrita (tintas, papéis, plumas), e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa, além, é claro, da maior velocidade adquirida ao se abreviar palavras de textos produzidos à mão.

Aliás, quando o assunto é abreviar, logo vem à mente o debate sobre o uso indiscriminado das abreviaturas na Internet. Esse tema vem provocando muitas discussões entre estudiosos da linguagem, pais e professores de português devido à preocupação de que o hábito, muito presente na vida dos jovens, afete outros contextos de produção escrita. Polêmicas à parte, podemos entender essa prática como uma forma que os internautas encontram de garantir uma comunicação mais rápida, para poderem se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo.

Maria Cristina Parreira da Silva e Abner Maicon Fortunato Batista. Internet: <http://linguaportuguesa.uol.com.br> (com adaptações).

Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o próximo item.

Depreende-se do texto que o emprego de abreviaturas em documentos elaborados no Brasil Colônia deveu-se mais à necessidade de redução de gastos financeiros com materiais usados na escrita do que à ausência de um sistema ortográfico oficial.

 

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616324 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.

Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

Para referir-se à possibilidade de a gramática normativa ser “caprichosa e contraproducente”, o autor do texto utiliza o recurso da analogia entre as regras gramaticais e as regras de direito e as de higiene, afirmando que essas regras não prescindem dos conhecimentos produzidos, respectivamente, nos estudos da linguística, da sociologia e da biologia.

 

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616323 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.

Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

o autor do texto estabelece relação de sinonímia entre as expressões “linguística sincrônica” e “gramática descritiva”, como evidenciam o emprego de vírgula e o do conector “ou”, bem como a omissão da preposição de combinada com o artigo a (da) logo depois do conector “ou”.

 

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616322 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.

Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

No período “O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara”, o autor utiliza-se da exemplificação como recurso para sustentar a argumentação desenvolvida no texto.

 

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616321 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.

Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

Entre as causas de se efetuar a “correção de um procedimento linguístico” inclui-se a de uso inadequado de uma variante linguística em situação que exigiria o uso da modalidade prestigiada, ou seja, da que atende à norma padrão.

 

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616320 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.

Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

Seria mantida a correção gramatical do texto se as formas verbais “convém” e “é” fossem substituídas, respectivamente, por convir e seria.

 

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616319 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.

Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.

Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

Haveria mudança de sentido do terceiro período do texto se fosse alterada a posição da palavra “só”, como na seguinte construção: Assim, também, é altamente nociva uma higiene que não se assenta só em verdades biológicas.

 

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616318 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Ligadas ao uso linguístico, existem sempre, nas diversas comunidades linguísticas, as modalidades não normatizadas da língua ao lado de uma modalidade considerada a norma padrão, à qual se atribuem qualidades “superiores”: ela seria mais regular, modelar e, portanto, deveria ser seguida e perseguida.

Isso é particularmente notável na codificação inicial da gramática ocidental, em que a ameaça do sobrepujamento da língua grega pelos falares “bárbaros”, “corrompidos” conduziu determinantemente nesse sentido as lições que os gramáticos produziam.

Estamos longe de ver o cidadão comum e o professor reconhecendo que a variação linguística é nada mais que a manifestação evidente da essência e da natureza da linguagem, reconhecendo que há um padrão valorizado, sim, mas que o uso do padrão prestigiado não constitui, em si e intrinsecamente, um uso de boa linguagem e que essa avaliação só ocorre pelo viés sociocultural, condicionado pelo viés socioeconômico.

Na nossa sociedade, já não se verifica a mesma conjuntura sociopolítica da época da instituição da disciplina gramatical ocidental. Hoje, nossa língua e literatura não estão ameaçadas, mas nossas sociedades são extremamente competitivas, e nelas cada um quer assegurar para si todos os meios que considera garantidores de inserção social e, necessariamente, entende que a linguagem de prestígio é um dos caminhos essenciais para isso.

Maria Helena de Moura Neves. Heranças: a gramática.

In: Neusa Barbosa Bastos (Org.). Língua portuguesa: uma visão em mosaico. São Paulo: IP PUC-DP/EDUC, 2002, p. 43-4 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo ao texto acima.

De acordo com o texto, desde a primeira sistematização de regras gramaticais, feita na Grécia Antiga, predominaram, entre os gramáticos, o critério da regularidade e o da superioridade linguística da modalidade da língua, os quais, segundo a autora do texto, melhor caracterizam a essência e a natureza da linguagem.

 

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616317 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Ligadas ao uso linguístico, existem sempre, nas diversas comunidades linguísticas, as modalidades não normatizadas da língua ao lado de uma modalidade considerada a norma padrão, à qual se atribuem qualidades “superiores”: ela seria mais regular, modelar e, portanto, deveria ser seguida e perseguida.

Isso é particularmente notável na codificação inicial da gramática ocidental, em que a ameaça do sobrepujamento da língua grega pelos falares “bárbaros”, “corrompidos” conduziu determinantemente nesse sentido as lições que os gramáticos produziam.

Estamos longe de ver o cidadão comum e o professor reconhecendo que a variação linguística é nada mais que a manifestação evidente da essência e da natureza da linguagem, reconhecendo que há um padrão valorizado, sim, mas que o uso do padrão prestigiado não constitui, em si e intrinsecamente, um uso de boa linguagem e que essa avaliação só ocorre pelo viés sociocultural, condicionado pelo viés socioeconômico.

Na nossa sociedade, já não se verifica a mesma conjuntura sociopolítica da época da instituição da disciplina gramatical ocidental. Hoje, nossa língua e literatura não estão ameaçadas, mas nossas sociedades são extremamente competitivas, e nelas cada um quer assegurar para si todos os meios que considera garantidores de inserção social e, necessariamente, entende que a linguagem de prestígio é um dos caminhos essenciais para isso.

Maria Helena de Moura Neves. Heranças: a gramática.

In: Neusa Barbosa Bastos (Org.). Língua portuguesa: uma visão em mosaico. São Paulo: IP PUC-DP/EDUC, 2002, p. 43-4 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo ao texto acima.

A expressão pronominal “em que” poderia ser substituída corretamente pelo pronome cuja.

 

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