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Foram encontradas 120 questões.

O Poder Legislativo, como toda instituição pública

pluralista, possui virtudes e defeitos. Na Câmara e no Senado,

debatem-se diariamente os problemas nacionais e são

apresentadas dezenas de propostas e projetos capazes de mudar

os cenários político, econômico e social do país. Ali, são

votadas leis de grande impacto na vida dos cidadãos e das

instituições e se fazem a fiscalização e o acompanhamento dos

atos e dos gastos do governo, do próprio Congresso e de

instituições várias do cenário nacional. A atividade é intensa e

multifacetada. Por ser um centro do poder político onde se

digladiam forças em permanente confronto e por ter

responsabilidades sobre orçamentos e finanças públicas, a

instituição não raro é alvo de suspeitas, denúncias e

investigações sobre todo tipo de desvios, fraudes e corrupção,

envolvendo os representantes eleitos ou os assessores e

servidores que os cercam.

É público e notório que a imensa maioria das pessoas

acompanha os trabalhos do Congresso e se informa sobre as

atividades dos deputados e senadores na mídia, especialmente

na chamada grande imprensa, que inclui os telejornais e os

jornais impressos. A mídia privada, autoproclamada

independente e vigilante sobre os poderes públicos, exerce com

zelo seu papel de fiscal dos órgãos do Estado, dedicando

especial atenção às denúncias que envolvem o

Poder Legislativo. Em muitos casos, como na Comissão

Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento (de 1992), e,

mais recentemente, nas CPIs dos Correios (de 2005) e da

compra de ambulâncias (de 2006), investigações conduzidas

pela Polícia Federal e pelo Ministério Público resultaram em

acusações concretas e, em muitos casos, aparentemente

fundamentadas contra deputados e senadores, com base em

gravações de conversas telefônicas e movimentações bancárias.

Mas, às vezes, até por excesso de zelo e pelo desejo

de investigar, os jornalistas denunciam como irregulares e

apontam como desvios éticos dos congressistas algumas

práticas consideradas normais, rotineiras e legais na maioria

das democracias ocidentais. É o caso das emendas ao

orçamento da União e da ocupação de cargos públicos por

pessoas indicadas por líderes e dirigentes de partidos políticos,

consideradas imorais (“manobras”, “fisiologia”,

“toma-lá-dá-cá” etc.) e noticiadas com grande destaque e boa

dose de crítica nas páginas dos jornais.

Decisões políticas acertadas, projetos importantes

aprovados, iniciativas e fatos positivos de relevância para os

cidadãos, ocorridos no Parlamento, muitas vezes não são

noticiados pela mídia e, consequentemente, acabam ignorados

pela maioria das pessoas. Se noticiados, a sua divulgação

contribuiria para melhorar a imagem do Parlamento. “Muito da

nossa maneira de ver o mundo — e, portanto, de agir neste

mundo — depende da mídia”, observa Luis Felipe Miguel,

para quem a imprensa, ao contrário do que trata de fazer

parecer, não transmite apenas “fatos”, mas também

julgamentos, valores, interpretações.

Sérgio Chacon. Congresso, imprensa e opinião pública: o caso da CPMI dos Sanguessugas, 2008. Internet: www.bd.camara.gov.br (com adaptações)



Considerando o texto acima, julgue o item.
O emprego do termo “consequentemente” (L.46) estabelece uma relação de não contradição entre as ideias expressas nos trechos “Decisões políticas acertadas, projetos importantes aprovados, iniciativas e fatos positivos de relevância para os cidadãos, ocorridos no Parlamento, muitas vezes não são noticiados pela mídia” (L.43-46) e “acabam ignorados pela maioria das pessoas” (L.46-47). Por isso, a ordem de aparecimento desses trechos poderia ser invertida, mantendo-se a coerência original do texto.
 

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917996 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

Um dicionário analógico, ou de ideias afins, ou

thesaurus, parte de um pressuposto semelhante àquele que rege

a função de um dicionário de língua como o conhecemos. Este

é uma ferramenta de busca de significados e informações de

uso de palavras que conhecemos, ou seja, partimos de uma

palavra conhecida para buscar-lhe as acepções e usos possíveis.

O dicionário analógico pressupõe situação em que, ao

contrário, temos noção de um significado, temos uma intenção

de uso, mas não nos ocorre uma palavra satisfatória. O

thesaurus, a partir de um contexto de possíveis significados,

oferece uma grande quantidade de palavras em torno dessa

significação, isto é, termos análogos com maior ou menor grau

de proximidade em relação às acepções apresentadas, para que,

nesse conjunto, possamos encontrar a palavra — ou expressão

— que melhor nos convenha, em qualquer de suas mais

prováveis funções gramaticais.

Francisco Azevedo. Apresentação do dicionário analógico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexicon, 20



Com relação a aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens
subsequentes.
O pronome “Este” (L.3) refere-se ao termo “dicionário analógico” (L.1).
 

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917995 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

Quando se fala em gramática, geralmente se pensa em

um conjunto de ensinamentos sobre a maneira correta de falar

e escrever uma língua ou em um livro que contenha esses

ensinamentos. Trata-se de uma imagem construída ao longo de

pelo menos vinte séculos, desde que os gregos — e, dando-lhes

seguimento, os romanos — conceituaram gramática como a

arte do uso correto da língua. Essa história abriga um extenso

capítulo escrito a partir do final do século XV e recheado de

episódios decisivos no curso dos séculos XVI e XVII, quando

se consolidou o perfil das gramáticas normativas das línguas

europeias modernas.

José Carlos de Azeredo. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3.ª ed. São Paulo: Publifolha, Houaiss, 2010, p. 32 (com adaptações).



A respeito dos aspectos sintáticos e semânticos do texto acima,
julgue os itens que se seguem.
Haveria prejuízo semântico para o texto caso o segmento “sobre a” (L.2) fosse substituído pela locução acerca da.
 

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917994 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

O governo do estado do Ceará, por meio da Secretaria

de Planejamento e Gestão, apresenta a segunda edição,

revisada, do Manual do Servidor Público Estadual, com o

objetivo de orientar e facilitar o entendimento de assuntos

relacionados à área de pessoal no que concerne aos direitos e

deveres, às concessões e obrigações, tendo em vista as

constantes alterações da legislação aplicável ao servidor. As

informações inseridas no documento apresentam-se de forma

objetiva e em linguagem clara, garantindo às pessoas o

conhecimento permanente dessas informações para que não

venham a sofrer prejuízo de qualquer natureza.

Importa ressaltar que esse instrumento está aberto a

mudanças, para evitar a obsolescência e de modo a

proporcionar aos servidores uma dinâmica eficiente das

atividades e a possibilidade de cooperação intelectual.

O governo espera que o manuseio deste manual possa

servir como importante instrumento de fortalecimento da

conduta ética no trato dos assuntos relacionados ao serviço

público estadual, como fonte permanente de consulta para

dirimir dúvidas e também como mecanismo facilitador dos

procedimentos administrativos.

Internet: www.gestaodoservidor.ce.gov.br (com adaptações).



No que concerne à organização textual, às ideias e às estruturas
linguísticas do texto acima, julgue os itens subsecutivos.
Seriam preservadas a correção gramatical e a ideia principal do primeiro período do texto caso ele fosse reescrito sucintamente da seguinte forma: O governo do estado do Ceará apresenta nova edição do Manual do Servidor Público, para subsidiar a atuação de seus servidores.
 

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917993 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

Um dicionário analógico, ou de ideias afins, ou

thesaurus, parte de um pressuposto semelhante àquele que rege

a função de um dicionário de língua como o conhecemos. Este

é uma ferramenta de busca de significados e informações de

uso de palavras que conhecemos, ou seja, partimos de uma

palavra conhecida para buscar-lhe as acepções e usos possíveis.

O dicionário analógico pressupõe situação em que, ao

contrário, temos noção de um significado, temos uma intenção

de uso, mas não nos ocorre uma palavra satisfatória. O

thesaurus, a partir de um contexto de possíveis significados,

oferece uma grande quantidade de palavras em torno dessa

significação, isto é, termos análogos com maior ou menor grau

de proximidade em relação às acepções apresentadas, para que,

nesse conjunto, possamos encontrar a palavra — ou expressão

— que melhor nos convenha, em qualquer de suas mais

prováveis funções gramaticais.

Francisco Azevedo. Apresentação do dicionário analógico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexicon, 20



Com relação a aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens
subsequentes.
O pronome “àquele” (L.2) refere-se a “Um dicionário analógico” (L.1).
 

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917992 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

Os deputados e senadores devem ser eleitos para um

período de cinco anos, tempo suficiente para que eles

realmente tomem consciência dos problemas e soluções das

regiões que representam e formulem projetos de interesse

público dentro das leis vigentes. Um tempo menor pode

dificultar os trabalhos dos representantes populares, e um

maior pode consolidar no cargo a incompetência e a inutilidade

de alguns senadores e deputados, o que frustraria a vontade e

os interesses dos eleitores.

Figueiredo, 1999 (com adaptações).



Considerando a organização das ideias e aspectos linguísticos do
texto acima, julgue os seguintes itens.
Na linha 1, a substituição do conectivo “e” por ou não prejudica a coerência do texto.
 

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917991 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

Uma vez, ouvi na televisão um político americano

dizer: “É preciso limpar as palavras.” Se bem me lembro, ele

falava a respeito de um escândalo que havia ferido

injustamente a reputação de alguém. Era como se assinalasse

que tínhamos que ter mais cuidado na escolha dos termos que

utilizamos, mas chamou-me a atenção que ele se referisse às

palavras como objetos que podem estar mais ou menos limpos.

Tal afirmativa, na boca de um escritor, seria natural.

Mas, dita por um político, soou como algo raro. Claro que,

sendo ele um político americano, há uma explicação para isso.

A cultura daquele país tem um substrato calvinista, e um dos

itens da ética protestante é o confronto entre o limpo e o sujo,

o puro e o impuro.

Anotei a expressão “limpar as palavras”. Gostei da

frase e da intenção.

Assim como a gente manda uma roupa para a

tinturaria, é preciso mandar limpar as palavras. Como se faz

uma faxina na casa, pode-se faxinar o texto. Há até

especialistas nisto: o revisor, o copidesque, o redator. Eles

pegam o texto alheio e começam a cortar aqui e ali as gorduras,

os excessos, as impurezas gramaticais. Também os professores,

os linguistas, os filólogos podem entrar nessa categoria, a

exemplo dos dicionaristas.

Mas como se limpa a palavra? Só uma palavra pode

limpar outra.

Cada um tem lá sua técnica para limpar as palavras.

Lembro uma conhecida que sugeria que, para um jeans bem

limpo, era necessário jogar na máquina de lavar roupas também

um par de tênis. No fundo, era um pouco a imitação

tecnológica do que as lavadeiras sempre fizeram na beira dos

rios, batendo as roupas na pedra. Cada escritor coloca dentro

de sua máquina de escrever um tênis diferente para clarear a

escrita. São matreirices.

O bate-enxuga das palavras. O publicitário também

sabe o que é isso, o que é sacar a frase de efeito, revirar o texto

para que ele tenha a força do slogan, do provérbio, do axioma.

Os homens que tratam das leis também pensam nisso. Ficam ali

burilando os termos pra evitar ambiguidades e subterfúgios. Às

vezes conseguem, às vezes não. A lei deveria ser limpa,

transparente. Às vezes é, às vezes, não.

Limpar as palavras. Mas há palavra pura? Há algum

tempo houve um movimento chamado “poesia pura”, “arte

pura”. Existe alguma coisa pura? Há dúvidas. Hoje, que a

ecologia está na moda, condena-se a poluição. A despoluição,

na verdade, começa pela despoluição no discurso.

Affonso Romano de Sant'Anna. Limpar as palavras. In: Coleção Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2003 (com adaptações).



Acerca das ideias do texto acima, julgue os itens a seguir.
O ponto de vista do autor do texto é contrário à proposta de limpar as palavras, que ele considera reducionista.
 

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917990 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

Quando se fala em gramática, geralmente se pensa em

um conjunto de ensinamentos sobre a maneira correta de falar

e escrever uma língua ou em um livro que contenha esses

ensinamentos. Trata-se de uma imagem construída ao longo de

pelo menos vinte séculos, desde que os gregos — e, dando-lhes

seguimento, os romanos — conceituaram gramática como a

arte do uso correto da língua. Essa história abriga um extenso

capítulo escrito a partir do final do século XV e recheado de

episódios decisivos no curso dos séculos XVI e XVII, quando

se consolidou o perfil das gramáticas normativas das línguas

europeias modernas.

José Carlos de Azeredo. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3.ª ed. São Paulo: Publifolha, Houaiss, 2010, p. 32 (com adaptações).



A respeito dos aspectos sintáticos e semânticos do texto acima,
julgue os itens que se seguem.
O trecho “geralmente se pensa em um conjunto de ensinamentos sobre a maneira correta de falar e escrever uma língua ou em um livro que contenha esses ensinamentos” (L.1-4) poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e das informações nele apresentadas, da seguinte forma: na maior parte das vezes, é pensado um conjunto ou um livro de ensinamentos sobre a maneira correta de falar e escrever uma língua.
 

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O item a seguir é composto por um trecho adaptado de texto da Internet — http://observatoriodaimprensa.com.br — e uma assertiva acerca do tipo de raciocínio envolvido na sua elaboração. Julgue-o à luz da teoria da argumentação.
No trecho a seguir, observa-se argumentação baseada em exemplo: Dizer que a imprensa manipula as eleições é uma inverdade. Brizola se elegeu quantas vezes quis no quintal da Rede Globo, que o detestava.
 

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917987 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALECE

Os deputados e senadores devem ser eleitos para um

período de cinco anos, tempo suficiente para que eles

realmente tomem consciência dos problemas e soluções das

regiões que representam e formulem projetos de interesse

público dentro das leis vigentes. Um tempo menor pode

dificultar os trabalhos dos representantes populares, e um

maior pode consolidar no cargo a incompetência e a inutilidade

de alguns senadores e deputados, o que frustraria a vontade e

os interesses dos eleitores.

Figueiredo, 1999 (com adaptações).



Considerando a organização das ideias e aspectos linguísticos do
texto acima, julgue os seguintes itens.
No último período, a conjunção “e”, em todas as ocorrências, exerce o mesmo papel: o de junção de elementos textuais de mesma natureza, no caso, núcleos de complementos verbais.
 

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