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Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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O nascimento da ética do político
Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram
as fronteiras da academia para que seus nomes gerassem
adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe quem eles
foram: Platão e Maquiavel. Todos ouvimos falar em amor
platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa que
os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi
maquiavélico; o fato é que ele, como Platão, deixou uma marca
no imaginário social.
O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem
características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler.
Segunda: apesar disso, não há acordo sobre o que quer dizer.
Nós o lemos com facilidade e não temos certeza do que ele
pretende. Talvez porque, terceira característica, pareça
contradizer o resto da vida e obra do autor.
Maquiavel foi um dos chefes da república de Florença,
passou anos escrevendo uma grande obra republicana —
Discursos —, mas somente se tornou um dos maiores
pensadores da história devido a um livro curto que redigiu em
poucas semanas, quando estava banido da cidade, com o fim de
agradar aos novos senhores de uma Florença monárquica. Por
isso nos perguntamos o que é O Príncipe: é um livro de
apologia à monarquia ou uma sátira cáustica? Sustenta que os
fins justificam os meios ou mostra a essência da política?
Contradiz o político e pensador republicano ou nutre, com ele,
uma secreta harmonia?
Renato Janine Ribeiro. In: O Estado de S.Paulo, 7/8/2010. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).
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Evaristo de Moraes, com aautoridade de quem foi não
apenas republicano histórico, mas ativomembro da propaganda
republicana, ao relembrar as mais remotas origens do
movimento republicano no Brasil — não das ideias
republicanas, cujas primeiras manifestações são encontráveis
ainda na colônia, mas do movimento republicano organizado
—, declarou que foi a frustração que a inopinada troca de
gabinetes em 1869, com o completo desrespeito das regras
então vigentes, impôs aos membros mais radicais do partido
liberal que levou à cisão desse partido, dando origem tanto ao
partido liberal radical quanto ao partido republicano. As regras
do jogo tinham sido quebradas pelo monarca, o regime havia
perdido sua credibilidade.
José T. M. Menck. A crise política de 1868 e a gênese do Manifesto Republicano de 1870. In: Cadernos Aslegis, 37, maio/agosto 2009, p. 39-40 (com adaptações).
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O nascimento da ética do político
Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram
as fronteiras da academia para que seus nomes gerassem
adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe quem eles
foram: Platão e Maquiavel. Todos ouvimos falar em amor
platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa que
os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi
maquiavélico; o fato é que ele, como Platão, deixou uma marca
no imaginário social.
O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem
características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler.
Segunda: apesar disso, não há acordo sobre o que quer dizer.
Nós o lemos com facilidade e não temos certeza do que ele
pretende. Talvez porque, terceira característica, pareça
contradizer o resto da vida e obra do autor.
Maquiavel foi um dos chefes da república de Florença,
passou anos escrevendo uma grande obra republicana —
Discursos —, mas somente se tornou um dos maiores
pensadores da história devido a um livro curto que redigiu em
poucas semanas, quando estava banido da cidade, com o fim de
agradar aos novos senhores de uma Florença monárquica. Por
isso nos perguntamos o que é O Príncipe: é um livro de
apologia à monarquia ou uma sátira cáustica? Sustenta que os
fins justificam os meios ou mostra a essência da política?
Contradiz o político e pensador republicano ou nutre, com ele,
uma secreta harmonia?
Renato Janine Ribeiro. In: O Estado de S.Paulo, 7/8/2010. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).
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O nascimento da ética do político
Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram
as fronteiras da academia para que seus nomes gerassem
adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe quem eles
foram: Platão e Maquiavel. Todos ouvimos falar em amor
platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa que
os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi
maquiavélico; o fato é que ele, como Platão, deixou uma marca
no imaginário social.
O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem
características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler.
Segunda: apesar disso, não há acordo sobre o que quer dizer.
Nós o lemos com facilidade e não temos certeza do que ele
pretende. Talvez porque, terceira característica, pareça
contradizer o resto da vida e obra do autor.
Maquiavel foi um dos chefes da república de Florença,
passou anos escrevendo uma grande obra republicana —
Discursos —, mas somente se tornou um dos maiores
pensadores da história devido a um livro curto que redigiu em
poucas semanas, quando estava banido da cidade, com o fim de
agradar aos novos senhores de uma Florença monárquica. Por
isso nos perguntamos o que é O Príncipe: é um livro de
apologia à monarquia ou uma sátira cáustica? Sustenta que os
fins justificam os meios ou mostra a essência da política?
Contradiz o político e pensador republicano ou nutre, com ele,
uma secreta harmonia?
Renato Janine Ribeiro. In: O Estado de S.Paulo, 7/8/2010. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).
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Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.
Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo,
está sendo celebrado o Dia Internacional dos Direitos
Humanos. Em 1948, foi aprovada e proclamada a Declaração
Universal dos Direitos Humanos como o mais forte grito da
humanidade contra a intolerância, a discriminação e o
preconceito.
De lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se
país signatário de todos os tratados e convenções dos direitos
humanos. E, nesse avanço, há quinze anos surgiu o Conselho
Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, um
“adolescente” que teve papel extremamente importante, no
Espírito Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos
humilhados e dos ofendidos. O Conselho Estadual de Direitos
Humanos foi a voz dos excluídos e dos presos, em uma época
recente.
Internacionalmente, ressoou, na Corte Interamericana
dos Direitos Humanos e na ONU, o grito dos excluídos,
extremamente importante para o Espírito Santo, para o Brasil
e para o mundo. Enquanto teimarmos e não reconhecermos que
existem problemas, discriminação, preconceito e violência,
não avançaremos. É fundamental que reconheçamos que eles
existem, pois esse é o papel do Conselho Estadual de Direitos
Humanos.
Graças ao Conselho Estadual de Direitos Humanos,
o Espírito Santo avançou muito. Com apenas quinze anos,
nosso conselho é um dos mais velhos do Brasil. Graças a esse
conselho, muitas conferências foram estimuladas. Agora ele
está empenhado na criação de um programa voltado para a
educação em direitos humanos, o enfrentamento à tortura, o
combate à homofobia e o combate a todas as formas de
preconceito e discriminação.
Esta sessão solene celebra momento muito importante
para nós, para o Espírito Santo, para o Brasil e para o mundo.
Os direitos humanos devem-nos orientar e dar-nos esperança
e disposição para remarmos contra a maré. Temos de entender
que as pessoas não podem continuar sendo discriminadas se
quisermos construir um projeto de nação. Os direitos humanos
têm de ser uma política pública — é fundamental que assim
seja — e incorporada definitivamente como projeto de nação,
pois uma nação sem direitos humanos não pode ter o nome de
nação. Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não
tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos;
nenhuma nação será forte enquanto o povo sofrer qualquer
discriminação racial ou de gênero; nenhuma nação será forte se
houver intolerância religiosa; nenhuma nação será forte se
houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito
pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo
civilizadora.
Internet: www.al.es.gov.br (com adaptações).
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Evaristo de Moraes, com aautoridade de quem foi não
apenas republicano histórico, mas ativomembro da propaganda
republicana, ao relembrar as mais remotas origens do
movimento republicano no Brasil — não das ideias
republicanas, cujas primeiras manifestações são encontráveis
ainda na colônia, mas do movimento republicano organizado
—, declarou que foi a frustração que a inopinada troca de
gabinetes em 1869, com o completo desrespeito das regras
então vigentes, impôs aos membros mais radicais do partido
liberal que levou à cisão desse partido, dando origem tanto ao
partido liberal radical quanto ao partido republicano. As regras
do jogo tinham sido quebradas pelo monarca, o regime havia
perdido sua credibilidade.
José T. M. Menck. A crise política de 1868 e a gênese do Manifesto Republicano de 1870. In: Cadernos Aslegis, 37, maio/agosto 2009, p. 39-40 (com adaptações).
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Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.
Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo,
está sendo celebrado o Dia Internacional dos Direitos
Humanos. Em 1948, foi aprovada e proclamada a Declaração
Universal dos Direitos Humanos como o mais forte grito da
humanidade contra a intolerância, a discriminação e o
preconceito.
De lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se
país signatário de todos os tratados e convenções dos direitos
humanos. E, nesse avanço, há quinze anos surgiu o Conselho
Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, um
“adolescente” que teve papel extremamente importante, no
Espírito Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos
humilhados e dos ofendidos. O Conselho Estadual de Direitos
Humanos foi a voz dos excluídos e dos presos, em uma época
recente.
Internacionalmente, ressoou, na Corte Interamericana
dos Direitos Humanos e na ONU, o grito dos excluídos,
extremamente importante para o Espírito Santo, para o Brasil
e para o mundo. Enquanto teimarmos e não reconhecermos que
existem problemas, discriminação, preconceito e violência,
não avançaremos. É fundamental que reconheçamos que eles
existem, pois esse é o papel do Conselho Estadual de Direitos
Humanos.
Graças ao Conselho Estadual de Direitos Humanos,
o Espírito Santo avançou muito. Com apenas quinze anos,
nosso conselho é um dos mais velhos do Brasil. Graças a esse
conselho, muitas conferências foram estimuladas. Agora ele
está empenhado na criação de um programa voltado para a
educação em direitos humanos, o enfrentamento à tortura, o
combate à homofobia e o combate a todas as formas de
preconceito e discriminação.
Esta sessão solene celebra momento muito importante
para nós, para o Espírito Santo, para o Brasil e para o mundo.
Os direitos humanos devem-nos orientar e dar-nos esperança
e disposição para remarmos contra a maré. Temos de entender
que as pessoas não podem continuar sendo discriminadas se
quisermos construir um projeto de nação. Os direitos humanos
têm de ser uma política pública — é fundamental que assim
seja — e incorporada definitivamente como projeto de nação,
pois uma nação sem direitos humanos não pode ter o nome de
nação. Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não
tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos;
nenhuma nação será forte enquanto o povo sofrer qualquer
discriminação racial ou de gênero; nenhuma nação será forte se
houver intolerância religiosa; nenhuma nação será forte se
houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito
pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo
civilizadora.
Internet: www.al.es.gov.br (com adaptações).
I No que concerne à tipologia textual, esse texto apresenta segmentos com características predominantemente expositivas e trechos em que prevalece a argumentação.
II O texto segue o princípio segundo o qual o orador de discurso proferido em plenário deve iniciar sua oratória fazendo referência ao objetivo da sessão em curso.
III No parágrafo final do discurso, o orador concita os ouvintes a aderirem às ideias e convicções expressas por ele.
Assinale a opção correta.
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