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No trecho a seguir, o pensador quilombola, também conhecido como Nêgo Bispo, apresenta uma estratégia contracolonial para a relação com a língua.
Certa vez, fui questionado por um pesquisador de Cabo Verde: “Como podemos contracolonizar falando a língua do inimigo?”. E respondi: “Vamos pegar as palavras do inimigo que estão potentes e vamos enfraquecê-las. E vamos pegar as nossas palavras que estão enfraquecidas e vamos potencializá-las. Por exemplo, se o inimigo adora dizer desenvolvimento, nós vamos dizer que o desenvolvimento desconecta, que o desenvolvimento é uma variante da cosmofobia. Vamos dizer que a cosmofobia é um vírus pandêmico e botar para ferrar com a palavra desenvolvimento. Porque a palavra boa é envolvimento”.
BISPO DOS SANTOS, Antônio. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023.
Assinale a opção que corresponde à estratégia apresentada.
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[O] cenário muda radicalmente com a constatação de que os Tupi-Guarani eram capazes de produzir muito além dos níveis vitais. No que se refere a desenvolvimento, isso obriga a pensar nos nativos como produtores de excedentes, como produtores de riqueza – a tomá-los como base para a história [da riqueza no Brasil].
CALDEIRA, Jorge. História da riqueza no Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2017.
O texto refere-se à mudança de entendimento sobre aspectos econômicos dos povos indígenas brasileiros, o qual carregava valor paradigmático.
O trecho acima desafia o entendimento de que
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Leia o trecho a seguir, que discorre sobre a noção de democracia racial.
As ideias às vezes antecedem os nomes que no presente as denominam, outras vezes lhes sucedem, quando novas ideias tomam de empréstimo velhos nomes. No caso da “democracia racial”, tal como a conhecemos no Brasil do século XX, ela foi usada em pelos menos três sentidos distintos: foi ideal de igualdade de direitos entre raças numa democracia política, à maneira norte-americana; teve o sentido de hierarquia de raças numa cidadania limitada e hierarquizada, mas não ditatorial; e significou, enfim, trânsito, mescla, intimidade e convivência entre raças.
GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Modernidades negras: a formação racial brasileira (1930-1970). São Paulo: Editora 34, 2021. (Adaptado).
Com base no texto, sobre a noção de democracia racial, assinale a afirmativa correta.
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Xingu Ensemble. Disponível em: https://cleliodepaula.com/portfolios/xingu-ensemble/
Xingu Ensemble é uma obra imersiva do artista Clelio de Paula. O espectador transita entre representações digitais de pessoas e cenários do povo Kuikuro, do Alto Xingu, em uma experiência produzida a partir da técnica da captura volumétrica e da criação de um ambiente computacional.
Trata-se de um exemplo da preservação da memória com o uso de
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Em uma entrevista com o crítico Paul Gilroy para sua antologia Small Acts: Thoughts on the Politics of Black Cultures [Pequenos atos: reflexões sobre a política das culturas negras] (1994), a romancista Toni Morrison (1931-2019) argumentou que os sujeitos africanos que vivenciaram a captura, o roubo, o rapto, a mutilação e a escravidão foram os primeiros modernos.
ESHUN, Kodwo. Outras considerações sobre o Afrofuturismo. In: Histórias afro-atlânticas: antologia. São Paulo: MASP, 2022.
O trecho acima apresenta uma relação entre a experiência das populações negras escravizadas e a condição do indivíduo na modernidade.
Assinale a opção que apresenta o aspecto que justifica esta afirmação.
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Leia o trecho a seguir.
O século XVI deve ser visto por nós como um período ao mesmo tempo inaugural e experimental. Ninguém sabia ao certo no que tudo aquilo poderia dar. Mas o fato é que, da obra do Governo Geral à expansão da agroindústria açucareira, implantou-se o projeto lusitano para os nossos trópicos. Não exatamente dentro das balizas ou dos trilhos planejados pelos portugueses, é claro. Eles pensaram em termos de transplantação cultural, de reprodução imediata do modelo metropolitano, sonhando uma Nova Lisboa em nossas terras. Mas a mestiçagem genética e o sincretismo cultural, que já vinham da aldeia eurotupinambá de Diogo Caramuru, se encarregaram de tecer uma outra realidade, original, na Bahia de Todos os Santos e seu Recôncavo. Assim teve início o processo histórico-cultural que fez, de nós, o que somos.
RISÉRIO, Antônio. Uma história da cidade da Bahia. Rio de Janeiro: Versal, 2004.
Considerando o trecho, que discorre sobre aspectos humanos da ocupação do território correspondente à Bahia, no século XVI, assinale a afirmativa correta.
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Leia o trecho a seguir.
O antropólogo Darcy Ribeiro, em seu grande (mas hoje controverso) livro Os Índios e a Civilização, [concluiu que], em termos estatísticos, não haveria mais indígenas no país na virada do século XX para o XXI. (...) [N]a virada do século, Eduardo Viveiros de Castro apontou que não se havia considerado à época que a integração era na verdade um vetor de duas direções: significava não apenas o que parecia inevitável, o deixar de serem índios, mas também o que se veria, o voltar a ser índios, quando isso se tornou possível com novos aliados, nova mobilização e novos direitos.
COHN, Clarice; COHN, Sergio. Indígenas em movimento. Breve história do Movimento Indígena no Brasil. Rio de Janeiro: Oca, Translado, 2025.
O trecho acima discorre sobre os destinos das populações indígenas brasileiras ao longo do último século.
O trecho aponta para o fato de que
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O Projeto Mnemosyne é uma iniciativa implementada pelo Museu Bargello, em Florença. Câmeras interconectadas e com visão computacional rastreiam os movimentos dos frequentadores e medem o tempo de observação de cada obra, identificando interesses específicos. Com base nesses dados, o museu fornece informações detalhadas sobre os pontos de interesse e recomendações de outras peças relacionadas.
Nesse projeto, o aspecto que diz respeito especificamente ao conceito de IoT (Internet das Coisas) é
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Leia o trecho a seguir.
Seres humanos se formam em mundos simbólicos e linguísticos variados. Os diferentes modos de conhecimento e as variadas formas de se relacionar com o mundo e com a Terra não podem ser medidos pelos avanços na ciência e na tecnologia modernas. (...) Precisaremos entender o poder transformativo da heterogeneidade em vez de regredir para um certo Volk [povo] e continuar a depender da empatia e da sensibilidade como formas de resolução de tensões no interior de agrupamentos cada vez mais isolados.
HUI, Yuk. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
O trecho acima enfatiza a diversidade de culturas humanas e chama atenção para o fato de que há modos distintos de considerá-la.
Ele aponta para os riscos de tomar a diversidade como
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Pensava-se que o ônibus espacial Columbia era um objeto pronto para voar pelo céu, e então, de repente, após a dramática explosão de 2002, percebeu-se que ele precisava da NASA e de seu complexo corpo organizacional para voar com segurança pelo céu. Para a ação de pilotar um objeto técnico, rotinas burocráticas são tão importantes quanto equações e resistência material.
LATOUR, Bruno. Networks, Societies, Spheres: Reflections of an Actor-Network Theorist. International Journal of Communication, v. 5, 2011. (Adaptado)
O trecho acima expõe uma leitura baseada na Teoria Ator-Rede (TAR), a qual modifica o entendimento comum a respeito do modo de existência dos objetos.
Segundo esse tipo de visada, ao investigar um objeto, é preciso levar em conta
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