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Foram encontradas 1.578 questões.

110996 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
Roberto DaMatta em seu livro “Relativizando” localiza a raiz das diferenças entre ciências naturais e sociais no fato de que, enquanto na primeira a natureza não reage diretamente ao estímulo do pesquisador, na segunda esta interação é evidente. Para o antropólogo, a existência humana é uma experiência que tem lugar em distintas sociedades, nas quais os homens acentuam suas distinções, em complexos processos que envolvem reações aos estímulos da natureza, combinando adaptação e transformação do meio ambiente. Tais processos são presididos pela cultura, que seria o que distingue as sociedades humanas de outras existentes no reino animal.Acultura, nos termos do autor, seria:
 

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110995 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
A influência do antropólogo Franz Boas no trabalho desenvolvido por Gilberto Freire, em Casa Grande & Senzala , é reconhecida pelo antropólogo brasileiro, que afirma ter aprendido com o primeiro a estabelecer distinções entre os conceitos de raça e cultura. Assinale a alternativa que torna evidente tal influência:
 

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110994 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
Segundo Roberto DaMatta, o uso da expressão “Quem você pensa que é?”, no Brasil, seria uma variação de “Você sabe com quem está falando?”. Segundo o autor, essa sentença expressa uma sociabilidade inerente a um sistema de crenças no qual pessoas se relacionam de forma hierárquica e desigual. Nos Estados Unidos, porém, a mesma expressão – “Who do you think you are?”- teria efeito oposto. Isso se verifica, segundo o antropólogo brasileiro, por que:
 

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110993 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
Na contemporaneidade, o patrimônio cultural preservado em museus é difundido em redes comunicativas que abrangem sociedades nacionais e indígenas. Os Ticuna, povo estudado por Priscila Faulhaber, realizava atividades no Museu Maguita, em Benjamin Constant (AM), que podem ser caracterizadas como cerimoniais interétnicos, dos quais participam antropólogos, linguistas, agentes indigenistas, entre outros atores. Segundo a antropóloga, uma vez que entre os Ticuna não se observa continuidade entre vivos e mortos, os artefatos e indumentárias existentes nos museus são associados a seres invisíveis que mediam as relações entre o povo e o meio ambiente. Com essa forma particular de se relacionar com tais materiais, os representantes daquele povo:
 

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110992 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
Pierre Clastres afirmava que a poliandria que observou entre os “Guaiaqui”, era uma espécie de razão de Estado. Ao compartilhar suas esposas, os homens Guaiaqui tornavam possíveis a vida em comum e a sobrevivência da sociedade.A assertiva do autor se fundamenta no fato de que:
 

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110991 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
No texto “O senso comum como sistema cultural”, Clifford Geertz considera o trabalho de Evans Pritchard sobre feitiçaria entre os “Azande”. E afirma: “se o conteúdo das crenças azande sobre feitiçaria é ou não místico (...), elas são utilizadas pelos Azande de uma forma nada mística – e sim como uma elaboração e uma defesa das afirmações reais da razão coloquial” (119). Geertz realiza tal afirmação sobre o trabalho de Evans Pritchard porque entende que as crenças Azande:
 

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110989 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
Conforme as Bases para a Política Nacional de Museus, o objetivo de tal política é “promover a valorização, a preservação e a fruição do patrimônio cultural brasileiro, considerado como um dos dispositivos de inclusão social e cidadania, por meio do desenvolvimento e da revitalização das instituições museológicas existentes e pelo fomento à criação de novos processos de produção e institucionalização de memórias constitutivas da diversidade social, étnica e cultural do País.” Para tanto, esta política deve:
 

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110988 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
Fredrik Barth critica a afirmação “praticamente todo raciocínio antropológico baseia-se na premissa de que a variação cultural é descontínua: supõe-se que há agregados humanos que compartilham essencialmente uma mesma cultura e que há diferenças interligadas que distinguem cada uma dessas culturas de todas as outras. Uma vez que cultura nada mais é que uma maneira de descrever o comportamento humano, segue-se disso que há grupos delimitados de pessoas, ou seja, unidades étnicas que correspondem a cada cultura” (2000:25). O autor, em discussão com esta perspectiva, propõe:
 

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110987 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
No mundo moderno, como regra, todas as pessoas têm e devem ter uma nacionalidade. Esta constatação universal confronta-se, por sua vez, com a particularidade inexorável das manifestações concretas de cada nacionalidade. No clássico estudo sobre a origem e difusão do nacionalismo, Benedict Anderson (1983) analisa esta questão. Dedica especial interesse também ao fato de, durante os últimos séculos, tantos milhões de pessoas matem e, sobretudo, estejam dispostas a morrer em nome de sua nação. A explicação de Anderson para este fato reside no conceito de nação que ele mesmo propõe. Para este autor, a nação pode ser definida como:
 

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110986 Ano: 2010
Disciplina: Antropologia
Banca: FUNCAB
Orgão: IBRAM
Na “Floresta dos símbolos”, Victor Turner descreve e interpreta rituais da vida dos Ndembu da Zâmbia.Oautor, “por 'ritual', entende o comportamento formal prescrito para ocasiões não devotadas à rotina tecnológica, tendo como referência a crença em seres ou poderes místicos” (2005:49). O “símbolo”, por sua parte, é entendido por Turner como a menor unidade do ritual que expressa as propriedades específicas do comportamento ritual. Nesta proposta, Turner entende que a importância do estudo do ritual entre os Ndembu se deve ao fato de:
 

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