Uma paciente de 26 anos de idade, nuligesta, deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor intensa em fossa ilíaca direita havia seis horas, associada a náuseas e um episódio de vômito. Havia feito uso de escopolamina e cetoprofeno em casa, mas não obteve melhora. Negou doenças crônicas, uso de medicações ou cirurgias prévias.
Não soube informar a data da última menstruação. Tem múltiplos parceiros sexuais e faz uso de preservativo como método contraceptivo. No exame físico, apresentava-se em bom estado geral, corada, hidratada, com abdome plano, flácido, doloroso à palpação profunda de FID, DB negativo.
No exame de toque, notou-se útero intrapélvico, anexo direito aumentado de tamanho, doloroso ao toque. Realizou exame de BHCG, que resultou negativo, e ultrassonografia transvaginal, que evidenciou útero em anteversoflexão, sinal e dimensões dentro da normalidade, ovário esquerdo sem alterações, ovário direito com contornos normais e volume aumentado às custas de imagem cística anecoica com porção sólida hiperecogênica produtora de sombra acústica posterior, medindo 5,2 cm × 4,5 cm × 4,5 cm, sem vascularização significativa. Notou-se discreto edema estromal hipoecogênico e alguns folículos em periferia.
No estudo doppler, identificou-se a presença de fluxo ovariano bilateralmente.
No caso clínico acima, trata-se, provavelmente, de