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Texto para a questão a seguir.

As sociedades humanas são complexas e os seus membros se atraem ou se repelem em função de sua pertinência. Não existe o homem só, mesmo quando solitário. Para se construir e entender-se, o homem precisa pertencer. Essa pertinência vai desde a linguagem, passa pelos grupos e classes sociais e invade as culturas, os saberes e, até mesmo, as idiossincrasias. As sociedades não são essencialmente harmônicas. Elas sempre se estão transformando a partir dos conflitos e das contradições que as fazem mover-se e transformar-se. Assim, as sociedades funcionam, muito mais, pela lógica das contradições do que pela lógica da identidade.

À luz desses entendimentos é que os direitos humanos devem ser vistos. Não mais direitos que apenas se cristalizam em leis ou códigos, mas que se constituem a partir de conflitos, que traduzem as transformações e os avanços históricos da humanidade. Não se pode mais entendê-los como fruto de uma sociedade abstrata, mas como a expressão coativa de tensões e contradições engendradas pelos embates de interesses e projetos de grupos sociais.

Roberto A. R. de Aguiar. Ética e direitos humanos. In: Desafios Éticos.

Conselho Federal de Medicina, p. 60-1, 1993 (com adaptações).

Assinale a opção que dá continuidade gramaticalmente correta e argumentativamente coerente ao texto.

 

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