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A pesquisa do Instituto Marielle Franco, intitulada “Regime de Ameaça: Violência Política de Gênero e Raça no
Âmbito Digital”, revela que a violência política digital não é pontual, mas sistêmica e coordenada. Entre os
casos mapeados, 71% das ameaças envolveram morte ou estupro, e 63% das ameaças de morte faziam
referência direta ao assassinato de Marielle Franco, revelando um padrão simbólico e violento que transforma
esse feminicídio político em advertência às mulheres negras que ousam disputar o poder. Diante dessa
realidade, foi homologada lei que tipifica o crime de violência política de gênero, que busca contribuir para
mudar o seguinte quadro brasileiro:
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O trabalho doméstico, atravessado por marcadores sociais de gênero e raça, evidencia como a produção e a
reprodução social se articulam. Em 2022, havia 5,8 milhões de pessoas empregadas nesse setor, sendo 91,4%
mulheres, e destas, 64% se reconhecem como negras (DIEESE, 2023; IBGE, 2022/2023). Durante a
pandemia, o contingente caiu de 6,4 milhões (2019) para 4,9 milhões (2020), enquanto persistem
desigualdades no tempo dedicado ao cuidado não remunerado. Considerando-se esses dados, é correto
afirmar que a divisão sexual do trabalho
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Karl Marx analisou o fetichismo das mercadorias como ocultamento das relações sociais de produção. Pierre
Bourdieu evidenciou que gostos e práticas de consumo funcionam como formas de distinção associadas a
capitais culturais e simbólicos. Em conjunto, essas perspectivas mostram que as escolhas de consumo não são
meramente individuais, mas ligadas a classes e posições sociais. Nessa perspectiva,
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Leia a reflexão crítica a seguir.
“Um exame superficial em nossos programas de curso revela concepções muito pouco realistas da história da disciplina, sugerindo a nossos estudantes que a sociologia emergiu como mero produto da genialidade de uns poucos indivíduos (todos homens brancos) que souberam aproveitar as condições fornecidas pelas revoluções que caracterizaram a modernidade europeia. Como consequência, a formação em sociologia tem se baseado em currículos que deixam explícita uma relação com a teoria profundamente atrelada ao estudo dos clássicos (...). O que frequentemente fica de fora de nossos currículos é a dimensão antagônica e excludente de nossa constituição disciplinar, algo que vem sendo questionado nas últimas décadas, sobretudo, a partir de perspectivas feministas e decoloniais”.
Fonte: Hamlin, C. L., Weiss, R. A., & Brito, S. M.. (2022). Por uma sociologia polifônica: introduzindo vozes femininas no cânone sociológico. Sociologias, 24(61), p. 28
Com base nessa reflexão, os estudos feministas na Sociologia vem recuperando destacadas pensadoras clássicas, do século XIX e da primeira metade do século XX, que contribuíram para uma Teoria Sociológica ampliada e diversa. Dentre essas intelectuais, o acesso à educação e à escolarização para mulheres é central para o processo de emancipação feminina, destacando-se:
“Um exame superficial em nossos programas de curso revela concepções muito pouco realistas da história da disciplina, sugerindo a nossos estudantes que a sociologia emergiu como mero produto da genialidade de uns poucos indivíduos (todos homens brancos) que souberam aproveitar as condições fornecidas pelas revoluções que caracterizaram a modernidade europeia. Como consequência, a formação em sociologia tem se baseado em currículos que deixam explícita uma relação com a teoria profundamente atrelada ao estudo dos clássicos (...). O que frequentemente fica de fora de nossos currículos é a dimensão antagônica e excludente de nossa constituição disciplinar, algo que vem sendo questionado nas últimas décadas, sobretudo, a partir de perspectivas feministas e decoloniais”.
Fonte: Hamlin, C. L., Weiss, R. A., & Brito, S. M.. (2022). Por uma sociologia polifônica: introduzindo vozes femininas no cânone sociológico. Sociologias, 24(61), p. 28
Com base nessa reflexão, os estudos feministas na Sociologia vem recuperando destacadas pensadoras clássicas, do século XIX e da primeira metade do século XX, que contribuíram para uma Teoria Sociológica ampliada e diversa. Dentre essas intelectuais, o acesso à educação e à escolarização para mulheres é central para o processo de emancipação feminina, destacando-se:
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Para Bourdieu, a escola reproduz desigualdades pela transmissão de capital cultural e pela legitimação de
disposições (habitus). Para o autor, a educação
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Leia o fragmento a seguir
“A formação de uma cultura nacional contribuiu para criar padrões de alfabetização universais, generalizou uma única língua vernacular como o meio dominante de comunicação em toda a nação, criou uma cultura homogênea e manteve instituições culturais nacionais como, por exemplo, um sistema educacional nacional. Dessa e de outras formas, a cultura nacional se tornou uma característica-chave da industrialização e um dispositivo da modernidade.”
Fonte: HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: D&PA, 2006, p.49-50.
Diante dessa reflexão, é correto afirmar que a cultura nacional, balizada por padrões, generalizações e homogeneidades, passou a ser questionada pela perspectiva antropológica
“A formação de uma cultura nacional contribuiu para criar padrões de alfabetização universais, generalizou uma única língua vernacular como o meio dominante de comunicação em toda a nação, criou uma cultura homogênea e manteve instituições culturais nacionais como, por exemplo, um sistema educacional nacional. Dessa e de outras formas, a cultura nacional se tornou uma característica-chave da industrialização e um dispositivo da modernidade.”
Fonte: HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: D&PA, 2006, p.49-50.
Diante dessa reflexão, é correto afirmar que a cultura nacional, balizada por padrões, generalizações e homogeneidades, passou a ser questionada pela perspectiva antropológica
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Em 2023, o Brasil registrou 45.747 homicídios (taxa de 21,2 por 100 mil habitantes), o menor nível em 11 anos
(IPEA; FBSP, 2025). O Mapa da Segurança Pública organiza os principais indicadores nacionais e contribui
para o monitoramento de tendências (Brasil. MJSP; SINESP, 2024). Considerando a perspectiva sociológica de
Durkheim, o crime deve ser compreendido como
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O positivismo e o darwinismo social foram mobilizados, no século XIX, para justificar hierarquias entre povos,
etnias e “raças”. No entanto, já naquele período, surgiram críticas contundentes a esse uso ideológico da
ciência, destacando a necessidade de métodos comparativos que recusassem explicações biológicas para
desigualdades sociais. Essas críticas evidenciam que
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Leia o texto que segue.
A pesca artesanal é uma atividade realizada inicialmente por comunidades indígenas, seguidas por quilombolas, jangadeiros, entre outras comunidades que retiram total/parte do seu sustento dos rios e mares (DIEGUES, 2000), além dos manguezais e gamboas. [...] Atualmente, pode ser classificada como uma forma não assalariada e não capitalista de realizar uma atividade, onde seus costumes e práticas são passados por meio da oralidade. Dessa forma, os filhos adquirem o legado da pesca pelos pais, adaptando-o quando necessário. Como exemplo [...], tem-se a comunidade da Ilha de Deus na cidade do Recife, Pernambuco. O local é um exemplo de resistência em área urbana, lutando diariamente contra o racismo ambiental afetando famílias de pescadores. [...] A Ilha está situada em uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social), que configuram áreas com problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, servindo como base para a construção de planos urbanísticos que possam intermediar os conflitos, sendo instituída a partir da Lei 9.785/99, que regulamenta a Lei de Parcelamento do Solo (6.766/79). O local também faz parte do Parque Natural Municipal Josué de Castro, conhecido como Parque dos Manguezais, uma Área Protegida de domínio da Marinha do Brasil, fonte de diversos conflitos com a comunidade pesqueira.
Fonte: RODRIGUES. Racismo Ambiental e a Pesca Artesanal: o caso da Ilha de Deus, Pernambuco. Guaju: Revista Brasileira De Desenvolvimento Territorial Sustentável , 4(2) p. 132-133 , jul./dez. 2018
Com base nas ideias do texto, depreende-se que o racismo ambiental está diretamente relacionado
A pesca artesanal é uma atividade realizada inicialmente por comunidades indígenas, seguidas por quilombolas, jangadeiros, entre outras comunidades que retiram total/parte do seu sustento dos rios e mares (DIEGUES, 2000), além dos manguezais e gamboas. [...] Atualmente, pode ser classificada como uma forma não assalariada e não capitalista de realizar uma atividade, onde seus costumes e práticas são passados por meio da oralidade. Dessa forma, os filhos adquirem o legado da pesca pelos pais, adaptando-o quando necessário. Como exemplo [...], tem-se a comunidade da Ilha de Deus na cidade do Recife, Pernambuco. O local é um exemplo de resistência em área urbana, lutando diariamente contra o racismo ambiental afetando famílias de pescadores. [...] A Ilha está situada em uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social), que configuram áreas com problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, servindo como base para a construção de planos urbanísticos que possam intermediar os conflitos, sendo instituída a partir da Lei 9.785/99, que regulamenta a Lei de Parcelamento do Solo (6.766/79). O local também faz parte do Parque Natural Municipal Josué de Castro, conhecido como Parque dos Manguezais, uma Área Protegida de domínio da Marinha do Brasil, fonte de diversos conflitos com a comunidade pesqueira.
Fonte: RODRIGUES. Racismo Ambiental e a Pesca Artesanal: o caso da Ilha de Deus, Pernambuco. Guaju: Revista Brasileira De Desenvolvimento Territorial Sustentável , 4(2) p. 132-133 , jul./dez. 2018
Com base nas ideias do texto, depreende-se que o racismo ambiental está diretamente relacionado
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Reflita sobre o fragmento textual a seguir.
“A uberização é um processo no qual as relações de trabalho são crescentemente individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de “prestação de serviços” e obliterando as relações de assalariamento e de exploração no trabalho Como pude desenvolver na obra O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital, contra a rigidez taylorista e fordista vigente nas fábricas da ‘era do automóvel’ durante o longo século XX, nas últimas décadas, as empresas ‘liofilizadas e flexíveis’, impulsionadas pela expansão informacional-digital e sob o comando dos capitais, em particular o financeiro, vêm impondo sua trípode destrutiva do trabalho. [...] Outro exemplo encontramos na Uber: trabalhadores e trabalhadoras com seus automóveis arcam com as despesas de seguros, gastos de manutenção com seu carro, alimentação, limpeza, etc., enquanto o ‘aplicativo’ se apropria do mais-valor gerado pelo sobretrabalho dos motoristas, sem nenhuma regulação social.”
Fonte: ANTUNES, Ricardo. Uberização, trabalho digital e indústria 4.0. São Paulo: Boitempo, 2020. p. 11 e 12
Com base no exposto, infere-se que o trabalho de plataforma como a uberização trouxe consigo a imposição das relações trabalhistas, destacando-se, entre outras
“A uberização é um processo no qual as relações de trabalho são crescentemente individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de “prestação de serviços” e obliterando as relações de assalariamento e de exploração no trabalho Como pude desenvolver na obra O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital, contra a rigidez taylorista e fordista vigente nas fábricas da ‘era do automóvel’ durante o longo século XX, nas últimas décadas, as empresas ‘liofilizadas e flexíveis’, impulsionadas pela expansão informacional-digital e sob o comando dos capitais, em particular o financeiro, vêm impondo sua trípode destrutiva do trabalho. [...] Outro exemplo encontramos na Uber: trabalhadores e trabalhadoras com seus automóveis arcam com as despesas de seguros, gastos de manutenção com seu carro, alimentação, limpeza, etc., enquanto o ‘aplicativo’ se apropria do mais-valor gerado pelo sobretrabalho dos motoristas, sem nenhuma regulação social.”
Fonte: ANTUNES, Ricardo. Uberização, trabalho digital e indústria 4.0. São Paulo: Boitempo, 2020. p. 11 e 12
Com base no exposto, infere-se que o trabalho de plataforma como a uberização trouxe consigo a imposição das relações trabalhistas, destacando-se, entre outras
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