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A torcida do Fluminense inicia um movimento para mudar a letra de uma das músicas mais populares das arquibancadas tricolores. Grupos pedem a remoção do termo “mulambo imundo”, em uma provocação direta ao Flamengo. Mulambo é um termo que surgiu em Angola, na época da escravatura, e eles eram chamados de mulambos pelos senhores de engenho, os patrões das fazendas.
Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 23 nov. 2021.
Qual mudança no comportamento social a proposta reportada no texto reflete?
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Por trás da “mágica” do Google Assistant de sua capacidade de interpretar 26 idiomas está uma enorme equipe de linguistas distribuídos globalmente, trabalhando como subcontratados, que devem rotular tediosamente os dados de treinamento para que funcione. Eles ganham baixos salários e são rotineiramente forçados a trabalhar horas extras não remuneradas. A inteligência artificial não funciona com um pozinho mágico. Ela funciona por meio de trabalhadores que treinam algoritmos incansavelmente até que eles automatizem seus próprios trabalhos.
A Inteligência Artificial (IA) da economia freelancer está vindo atrás de você. Disponível em: https://mittechreview.com.br. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
O texto critica a mudança tecnológica em razão da seguinte consequência:
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Negar o pedido por dinheiro indispensável para necessidades pessoais ou comprar bens usando o nome da pessoa sem o consentimento dela. Ameaçar o corte de recursos dependendo de atitudes pessoais, esconder documentos ou trocar senhas do banco sem avisar. Ou, ainda, proibir a pessoa de trabalhar ou destruir seus pertences. As histórias são comuns, mas às vezes não são reconhecidas como abuso. Mas é uma das cinco formas de conduta contra a mulher previstas na Lei Maria da Penha.
LEWGOY, J. Conduta quase invisível destrói a vida de mulheres. Disponível em: https://valorinveste.globo.com. Acesso em: 23 out. 2021 (adaptado).
O texto apresenta tipos de conduta sujeitos a punição, conforme previsto na Lei Maria da Penha, porque consistem em formas de
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O legado dos movimentos sociais dos anos 1970-80
Na mudança de regime político, que culminou com a Carta Constitucional de 1988, os movimentos sociais foram, sem dúvida, os grandes atores. Se tomarmos a Constituição de 1988 como o coroamento desse processo, no qual os movimentos sociais ocuparam a cena pública, vamos perceber que os valores democráticos nela inscritos são inéditos como experiência de sociedade, e não seria exagero dizer que a sociedade brasileira de antes de 1964 não se reconheceria na Carta de 1988, o que equivale a dizer que o processo vivido nesses anos recentes logrou estabelecer os fundamentos de uma nova sociedade marcada, especialmente, pelo reconhecimento dos direitos de cidadania que a sociedade passou a atribuir-se através dos seus movimentos.
SILVEIRA, R. J. Revista Mediações, n. 1, jan.-jun. 2000 (adaptado).
Com base no texto, a ação dos atores sociais mencionados produziu o seguinte resultado:
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O trabalhador pode até saber que sua fábrica produz aviões ou medicamentos, mas a sua parcela de atividade está totalmente subordinada a uma estrutura abstrata, diluída numa massa de atividades conexas, em muitos casos dividida em diversos continentes e em proprietários não visíveis. Ele não se reconhece na materialidade final do seu trabalho, que se lhe afigura como obra da “empresa”, e sua subordinação parece ser ao “sistema”.
FONTES, V. Capitalismo em tempo de uberização: do emprego ao trabalho.
Disponível em: www.niepmarx.blog.br. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
Segundo o texto, a razão para a dificuldade do trabalhador em reconhecer o seu labor é a
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A concepção tecnocrata está associada à fé em mercados — não necessariamente no capitalismo livre, laissez-faire, mas uma crença mais ampla de que mecanismos de mercado são os principais instrumentos para alcançar o bem público. Esse modo de pensar é tecnocrático, no sentido de que esvazia o discurso público de argumentos substantivamente morais e questões ideologicamente contestáveis como se fossem assuntos de eficiência econômica, domínio de especialistas. A verdadeira divisão, argumentaram eles, não era mais esquerda versus direita, mas aberto versus fechado. Isso insinuava que os contrários à terceirização, tratados de livre-comércio e fluxos de capitais irrestritos eram pessoas de mente fechada, não de mente aberta; eram tribais, não globais.
SANDEL, M. J. A tirania do mérito: o que aconteceu ao bem comum?
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020 (adaptado).
A crítica ao modelo de pensamento apresentado no texto fundamenta-se na postura de desvalorização do(a)
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Há pouco mais de um ano, o chefe de polícia do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Alfredo Madureira, em pleno exercício de suas atribuições, entendeu tomar energéticas providências contra o curandeiro Breves, e depois de sucessivas queixas que recebera relativamente às curas praticadas pelo milagroso esculápio, concluiu as suas diligências policiais com a prisão de Breves. Essa prisão, porém, e as medidas tomadas contra a exploração da boa-fé de muita gente infeliz tiveram de cessar, porque apareceram os advogados do curandeiro Breves, em nome da liberdade de profissão, e em nome da arte sobrenatural de cura com benzeduras e raminhos de alecrim. E assim, findaram as perseguições ao benemérito esculápio que, de fronte erguida, continuou a sua carreira de triunfo, interrompida por um curto espaço de tempo.
Autoridade e curandeirismo. Gazeta de Notícias, 18 out. 1896.
No texto, os dois pontos de vista apresentados pela polícia e pelos advogados sobre as práticas populares de cura se distanciam por apresentarem
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Ana Maria [entrevistadora]: Vida de empreguete é tão dura assim como vocês retratam no clipe?
Penha [empregada]: Olha, Ana, difícil mesmo é aturar cara de patroa ignorante que não sabe pedir as coisas com educação.
Sonia [patroa]: Ana, eu acho que nós estamos vivendo uma inversão total de valores, entende? Não somos nós que precisamos das empregadas. Elas é que precisam do emprego, precisam do dinheiro que nós pagamos.
Cida [empregada]: Até parece, dona Sonia, a senhora precisa de mim até pra pegar água!
Sonia: Eu sou de um tempo em que os serviçais sabiam o seu lugar!
Cida: Eu esqueci que a senhora pegou a época da escravidão!
Ana Maria: Gente, eu só quis promover aqui uma confraternização...
Chayenne [patroa]: Ana, pare tudo, porque agora eu quero falar! Eu sou uma patroa que dou de tudo: eu dou comida, eu dou quartinho, eu dou sabão de coco pra elas se lavarem, eu dou papel higiênico, eu dou copo, prato, talher, tudo separado, sem descontar o salário!
Penha: Agora, pra tirar férias, como manda a lei, é um sacrifício! E ela viaja e quer que eu fique carregando a mala dela. Eu não sou carregadora de mala, não!
MACEDO, R. M. Espelho mágico: produção e recepção de imagens de empregadas
domésticas em uma telenovela brasileira. Cadernos Pagu, n. 48, 2016.
O diálogo, extraído de uma telenovela brasileira exibida em 2012, traduz o pensamento de uma sociedade caracterizada pela presença de
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Nas Antilhas, o jovem negro que, na escola, não para de repetir “nossos pais, os gauleses”, identifica-se com o explorador, com o civilizador, com o branco que traz a verdade aos selvagens, uma verdade toda branca. Há identificação, isto é, o jovem negro adota subjetivamente uma atitude de branco. Ele carrega o herói, que é branco, com toda a sua agressividade — a qual, nessa idade, assemelha-se estreitamente a uma dádiva: uma dádiva carregada de sadismo.
FANON, F. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edufba, 2008.
A reflexão do autor sobre o processo de socialização apresentado no texto expõe qual elemento constituidor das relações sociais?
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TEXTO I

TEXTO II
Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, o Cais do Valongo, localizado no Rio de Janeiro (RJ), passou a integrar a lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1º de março de 2017. O Brasil recebeu perto de quatro milhões de escravos durante os mais de três séculos de duração do regime escravagista. Pelo Cais do Valongo, na região portuária da cidade, passou aproximadamente um milhão de africanos escravizados em cerca de 40 anos, o que o tornou o maior porto receptor de escravos do mundo.
FRAZÃO, F. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 3 nov. 2021.
Ao ser reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, o sítio arqueológico mencionado inscreve-se como
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