Foram encontradas 10.145 questões.
“Hoje em dia, tudo parece levar em seu seio sua
própria contradição. Vemos que as máquinas,
dotadas da propriedade maravilhosa de encurtar e
fazer mais frutífero o trabalho humano, provocam a
fome e o esgotamento do trabalhador. As fontes de
riqueza recém-descobertas convertem-se, por arte
de um estranho malefício, em fontes de privações.
Os triunfos da arte parecem adquiridos ao preço de
qualidades morais. O domínio do homem sobre a
natureza é cada vez maior; mas ao mesmo tempo, o
homem se converte em escravo de outros homens
ou de sua própria infâmia. Até a pura luz da ciência
parece não poder brilhar mais que sobre o fundo
tenebroso da ignorância. Todos os nossos inventos
e progressos parecem dotar de vida intelectual as
forças produtivas materiais, enquanto reduzem a
vida humana ao nível de uma força material bruta.”
(MARX, Karl. Discurso no People’s Paper, pág.
369.)
A partir da leitura deste trecho é possível dizer que o pensador alemão faz referência, especificamente, a qual conceito?
A partir da leitura deste trecho é possível dizer que o pensador alemão faz referência, especificamente, a qual conceito?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Max Weber (1864-1920), sociólogo alemão,
descobriu que um fundamento bastante pertinente
para que as relações sociais existam e durem é a
presença do poder (e, consequentemente da
dominação). O poder, bem como a dominação,
permeia todas as relações humanas, estando elas
em contexto de foro mais íntimo ou mesmo nas
relações políticas propriamente ditas. O grande
problema, segundo Weber, é que o próprio poder é
algo extremamente difícil, não só de ser detectado e
reconhecido, mas, sobretudo, de ser entendido e
conceituado. O poder é sociologicamente amorfo,
segundo Weber. Ele toma forma somente quando é
utilizado e, mais que isso, somente quando
praticado por um indivíduo ou grupo dentro de uma
relação social, e quando encontra obediência,
concretizando, desse modo, a Dominação. Não
obstante, apesar do fato do poder estar presente em
todos os tipos de relação, muitos pensadores,
quando se debruçam para estudar, percebem uma
relação direta com a questão da violência. É o caso
do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002).
Também na linha metodológica dos tipos puros ou
ideais de Weber, Bourdieu tipificou violência ao
estudar os mecanismos que se configuram como
forma de dominação, humilhação e exclusão social,
utilizados por pessoas, grupos ou instituições. A
esse tipo de violência Bourdieu conceituou como:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A teoria sociológica clássica, comumente entendida
por ser composta por três grandes linhas de
pensamento, a saber: o Positivismo (com muitas
derivações), a sociologia compreensiva weberiana
(também conhecida por outras nomenclaturas) e o
marxismo (do mesmo modo com derivações e
outras nomenclaturas). Os grandes expoentes
dessas correntes são os pensadores Émile
Durkheim, Max Weber e Karl Marx,
respectivamente. Para além do fato de que suas
respectivas ideias possuem validade até os dias
atuais, esses são considerados autores clássicos
porque conseguiram, em certa medida, dar conta da
realidade como todo e, assim, fornecer explicações
sobre o comportamento dos indivíduos, mas,
também sobre as instituições e suas estruturas. O
que quer dizer que, considerando que todos tiveram
como objeto de análise a mesma sociedade
capitalista, as instituições presentes nessa sociedade
puderam ser analisadas sob diferentes óticas ou
ponto de vista. Em alguns momentos tais análises
até se aproximam. Em outros, no entanto, se
distanciam. Um exemplo de como esses pensadores
pensaram o mesmo objeto a partir de lógicas
diferentes é o conceito de Estado. As análises feitas
por Durkheim, Weber e Marx sobre os Estado são
conhecidas como “conceitos sociológicos de
Estado”. A seguir, estão relacionados conceitos e
autores. Aponte a alternativa em que o conceito
esteja ou errado ou relacionado de modo
equivocado ao pensador da Sociologia:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“Talvez estejamos muito condicionados a uma
ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a
gente desestabilizar esse padrão, talvez a nossa
mente sofra uma espécie de ruptura, como se
caíssemos num abismo. Quem diria disse que a
gente não pode cair¿ Quem disse que a gente já não
caiu¿ Houve um tempo em que o planeta que
chamamos Terra juntava continentes todos numa
grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu,
tiraríamos uma fotografia completamente diferente
do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri
Gagárin disse “a Terra é azul”, ele não fez um
retrato ideal daquele momento para essa
humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com
o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe
muita coisa que se aproxima mais daquilo que
pretendemos ver do que se podia constatar se
juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a
que você tem. Se já houve outras configurações da
Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos
apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O
Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa
existência, a nossa experiência comum, a ideia do
que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de
paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais
profunda do Antropoceno.” (KRENAK, Ailton.
Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2019. Pág. 58.)
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:
“Antropoceno”, a que o pensador indígena Aílton Krenak faz referência, é um conceito muito estudado e discutido atualmente no campo das ciências sociais por muitos sociólogos e antropólogos, a exemplo de Bruno Latour. Esse termo:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Contardo Calligaris (1948-2021) foi um
psicanalista e escritor italiano que passou as últimas
décadas de sua vida radicado no Brasil. O seu
interesse pela cultura brasileira resultando num
grande conhecimento sobre a mesma, combinando
com um olhar de psicanalista estrangeiro fizeram
com que ele publicasse inúmeros artigos em que
abordando, entre outras coisas, a prática social
brasileira de denominar como doutores os
indivíduos pertencentes a algumas profissões,
dentre eles médicos, engenheiros e advogados,
mesmo na ausência da titulação acadêmica.
Segundo o autor, estes mesmos profissionais não se
apresentam como doutores no encontro com seus
pares, mas apenas diante de indivíduos de
segmentos sociais considerados subalternos, o que
indica uma tentativa de intimidação social, servindo
para estabelecer uma distância social, lembrando a
sociedade de castas.
No mesmo sentido, no ensaio Brasil, país do futuro de quem?, Calligaris escreve o seguinte: “Se penetramos no Éden, foi como ladrões de frutas”. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, define a posição do colonizador brasileiro com as palavras “colher o fruto sem plantar a árvore”, situando assim sua tipologia psicológica.” (CALLIGARIS, Contardo. Brasil, país do futuro de quem? IN: Hello, Brasil! E outros ensaios: Piscanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo, Fósforo, 2021. Pág. 206)
As questões levantadas por Contardo Calligaris abordam aspectos relacionados à formação e, consequentemente, o tipo de estratificação social que se apresentam no Brasil. Essas mesmas questões também foram estudadas por sociólogos, como por exemplo o sociólogo alemão Max Weber. Muito embora em contextos diferentes, os conceitos weberianos também podem ser utilizados para entender a situação brasileira com relação à estratificação. Sendo assim, de acordo com as ideias weberianas sobre o tema, é correto afirmar que:
No mesmo sentido, no ensaio Brasil, país do futuro de quem?, Calligaris escreve o seguinte: “Se penetramos no Éden, foi como ladrões de frutas”. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, define a posição do colonizador brasileiro com as palavras “colher o fruto sem plantar a árvore”, situando assim sua tipologia psicológica.” (CALLIGARIS, Contardo. Brasil, país do futuro de quem? IN: Hello, Brasil! E outros ensaios: Piscanálise da estranha civilização brasileira. São Paulo, Fósforo, 2021. Pág. 206)
As questões levantadas por Contardo Calligaris abordam aspectos relacionados à formação e, consequentemente, o tipo de estratificação social que se apresentam no Brasil. Essas mesmas questões também foram estudadas por sociólogos, como por exemplo o sociólogo alemão Max Weber. Muito embora em contextos diferentes, os conceitos weberianos também podem ser utilizados para entender a situação brasileira com relação à estratificação. Sendo assim, de acordo com as ideias weberianas sobre o tema, é correto afirmar que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia os seguintes trechos:
“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)
“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)
“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)
Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores:
“...a divisão do trabalho [...] não serviria apenas para dotar nossas sociedades de luxo, invejável talvez, mas supérfluo; ela seria uma condição de existência da sociedade. Graças à divisão do trabalho, ou pelo menos por seu intermédio, se garantiria a coesão social; ela determinaria os traços essenciais da constituição da sociedade. Por isso mesmo [...] caso seja realmente função do trabalho, ela deve ter um caráter moral, porque as necessidades de ordem, de harmonia e de solidariedade social são geralmente consideradas morais.” (DURKHEIM, Émile. Método para determinar a função da divisão do trabalho. In: RODRIGUES, J. A. (org.). Émile Durkheim. São Paulo: Ática, 2000. Pág. 66)
“[a Sociologia é a] ciência que tem como meta a compreensão interpretativa da ação social de maneira a obter uma explicação de suas causas, de seu curso e de seus efeitos.” (WEBER, Max. Conceitos básicos de sociologia. São Paulo: Moraes, 1987. Pág. 9)
“A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão.” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido comunista. Petrópolis: Vozes, 1988. Pág. 66-67)
Nesse sentido, o conceito de Sociedade é fundamental para o campo Ciências Sociais e, assim como conceito de cultura e foi objeto de definições diferentes entre autores clássicos como Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber. Entre as alternativas a seguir, assinale a incorreta, conforme as concepções de sociedade desses autores:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“A sociologia não se afirma primeiro como
explicação científica e, somente depois, como
forma cultural e depois como concepção de mundo.
Foi o inverso que se deu na realidade. Ela nasce e
se desenvolve como um dos florescimentos
intelectuais mais complicados das situações de
existência nas modernas sociedades industriais”
(FERNANDES, Florestan. Apud: LEMOS FILHO,
Arnaldo. “As Ciências Sociais e o Processo
Histórico”. In: MARCELLINO, Nelson. (org.)
Introdução às Ciências Sociais. Campinas – SP:
Papirus, 1988. Pág. 30). Sobre a ideia de que a
Sociologia tenha sido concebida por intelectuais
imbuídos da vontade de colaboração para formação
de diretrizes teóricas capazes de fornecer
explicações sobre o funcionamento da sociedade,
temos uma multiplicidade de colaborações. Há
controvérsias, no entanto, quanto a quem deva ser
considerado o “pai” da Sociologia. Desse modo,
assinale a alternativa que relaciona incorretamente
o pensador e sua contribuição para a surgimento da
sociologia:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“Dado o hábito existente de representar a vida
social como o desenvolvimento lógico de conceitos
ideais, não é impossível, outrossim, que sejamos
acoimados de materialistas, nem que se acuse de
grosseiro um método que torna a evolução coletiva
dependente de combinações objetivas, definidas no
espaço. Poderíamos com maior justiça reivindicar a
qualificação contrária. A ideia de que os fenômenos
psíquicos não podem ser derivados diretamente dos
fenômenos orgânicos não constitui efetivamente a
essência do espiritualismo? Ora, o nosso método
não é, em parte, senão a aplicação destes princípios
aos fatos sociais. Separamos o reino psicológico do
reino social, do mesmo modo que os espiritualistas
separam o reino psicológico do biológico; como
eles, recusamos explicar o mais complexo pelo
mais simples. Na verdade, porém, nem uma nem
outra apelação nos convêm exatamente; a única que
aceitamos é a de racionalistas. Estender à conduta
humana o racionalismo científico é, realmente, o
nosso principal objetivo, fazendo ver que, se a
analisarmos no passado, chegaremos a reduzi-la a
relações de causa e efeito; em seguida, uma
operação não menos racional a poderá transformar
em regras de ação para o futuro. Aquilo que foi
chamado de nosso positivismo, não é senão
consequência deste racionalismo”.
O trecho acima é um fragmento do prefácio à primeira edição de uma das principais obras escritas que colaboraram para o surgimento e consolidação da sociologia como uma ciência autônoma. O trecho supracitado, embora seja um prefácio, conforme mencionado, faz indicações de conceitos que viriam a se tornar basilares para sociologia como um todo e para um autor especificamente, do ponto de vista histórico. Nesse sentido, escolha a alternativa que a aponta corretamente o autor e a obra em questão.
O trecho acima é um fragmento do prefácio à primeira edição de uma das principais obras escritas que colaboraram para o surgimento e consolidação da sociologia como uma ciência autônoma. O trecho supracitado, embora seja um prefácio, conforme mencionado, faz indicações de conceitos que viriam a se tornar basilares para sociologia como um todo e para um autor especificamente, do ponto de vista histórico. Nesse sentido, escolha a alternativa que a aponta corretamente o autor e a obra em questão.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
“A sociedade burguesa de nosso período estava
confiante e orgulhosa de seus sucessos. Em
nenhum outro campo da vida humana isso era mais
evidente que no avanço do conhecimento, da
“ciência”. Homens cultos do período não estavam
apenas orgulhosos de suas ciências, mas preparados
para subordinar todas as outras formas de atividade
intelectual a elas. (...) Não era, de fato uma boa
época para os filósofos. Mesmo no seu reduto
tradicional, a Alemanha, não havia ninguém de
estatura comparável para suceder às grandes figuras
do passado. O próprio Hegel, visto como um “balão
vazio” da filosofia alemã por seu antigo admirador
francês, Hippolyte Taine (1828-1893), saíra de
moda no seu país natal, e o modo pelo qual “os
cansativos, pedantes e medíocres que agora davam
o tom para o povo alemão” o tratavam, fez Marx,
em 1960, “declarar-se publicamente um discípulo
daquele grande pensador”. As duas tendências
filosóficas dominantes subordinavam-se, elas
mesmas, à ciência.”
(HOBSBAWM, Eric. A Era do Capital, 1848- 1875. 32ª Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. Pág. 380)
No trecho acima, o historiador britânico Eric Hobsbawm faz referência à ascensão do modo de pensar científico e, num certo sentido, à submissão de outras formas de pensar à ciência. Várias são as razões para essa interpretação de Hobsbawn. Nesse sentido, assinale a alternativa em que as correntes filosóficas e os respectivos expoentes citados possuam a relação mais direta com a ascensão do pensamento sociológico no momento histórico abordado por Hobsbawn.
(HOBSBAWM, Eric. A Era do Capital, 1848- 1875. 32ª Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021. Pág. 380)
No trecho acima, o historiador britânico Eric Hobsbawm faz referência à ascensão do modo de pensar científico e, num certo sentido, à submissão de outras formas de pensar à ciência. Várias são as razões para essa interpretação de Hobsbawn. Nesse sentido, assinale a alternativa em que as correntes filosóficas e os respectivos expoentes citados possuam a relação mais direta com a ascensão do pensamento sociológico no momento histórico abordado por Hobsbawn.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Alguns destaques do texto de Max Weber, Economia
e Sociedade, apresentam sua análise sociológica nos
principais campos da vida social contemporânea.
Partindo da análise sociológica de Weber, assinale a alternativa incorreta.
Partindo da análise sociológica de Weber, assinale a alternativa incorreta.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container