Foram encontradas 10.482 questões.
[...] a despeito das visíveis lacunas existentes na política regional, nesta década de 2000, a trajetória da desconcentração assumiu novos contornos mais benignos, e mesmo o crescimento econômico — que tão bem conviveu ao longo da história brasileira com níveis elevados de desemprego —, passou a se dar em cenário de pleno emprego nas demandas de trabalhos regionais. Avançou-se qualitativamente em relação ao comportamento predominante para a questão regional na década de 1990 marcado pelo baixo crescimento econômico, elevado desemprego e fraca atuação governamental. [...] Do ponto de vista do tratamento da questão territorial, o governo federal construiu uma agenda de fortalecimento das economias regionais que possibilitou uma atuação mais ativa do gasto em investimento federal em prol da desconcentração produtiva. O perfil regional do crescimento continuou sendo mais positivo para as economias 'periféricas' nessa fase de recomposição de recursos e instrumentos de desenvolvimento regional. Com isso, essas últimas apresentaram taxas superiores à média nacional: o Nordeste, com 1,0% acima da média brasileira; o Norte, com 3,5% acima; e a região Centro-Oeste, 1,7% superior.
(Adaptado de: MONTEIRO NETO, Aristides. Desigualdades regionais no Brasil: características e tendências recentes. Boletim regional, urbano e ambiental, n.19, Ipea, jan. 2011. pp. 67-81)
A respeito das desigualdades regionais do Brasil na década de 2000:
Provas
Em seus inúmeros e instigantes ensaios sobre a natureza do subdesenvolvimento, Celso Furtado alerta para os riscos de que dinâmicas de modernização, embaladas pelo ritmo vertiginoso da diversificação do consumo, prevaleçam sobre trajetórias de mudança estrutural, estas capazes de romper efetivamente com nossa condição periférica e seus corolários. (...) É ainda Furtado quem nos recorda que nas economias desenvolvidas, notadamente nas europeias, o grande diferencial da expansão do capitalismo do pós-guerra foi ter promovido um processo de equalização das oportunidades, o que levou sociedades a se tornarem mais iguais, mais homogêneas. (...) A política social dos anos 2000 apostou no aprofundamento e diversificação do consumo de massa e na intervenção do Estado, visando lastrear a acumulação financeira também na esfera da reprodução social. Essa dinâmica se acelera e se consolida, inibindo trajetórias de mudança estrutural, na contramão do recomendado por pensadores latino-americanos que, como Celso Furtado, idealizaram a superação do subdesenvolvimento. O binômio fortalecimento do mercado interno e industrialização foi substituído por reprimarização e financeirização, com a preservação da nossa arraigada heterogeneidade estrutural.
(Adaptado de: LAVINAS, Lena: GENTIL, Denise L. Brasil anis 2000: a política social sob regência da financeirização. Novos Estudos, y. 37, n.2, p. 191-211, 2018)
A contradição fundamental da trajetória do desenvolvimento econômico brasileiro mais recente de que trata o texto acima é:
Provas
Nas últimas décadas, inúmeras políticas sociais de combate à pobreza e distribuição de renda foram implementadas no Brasil, observando-se diferentes resultados quanto aos objetivos alcançados. Sobre as características dessas políticas no período mais recente:
Provas
O fato de que o conflito seja uma característica definidora da política está na raiz do desconforto em relação à própria política. Com frequência, ela aparece como um veículo para sua própria superação: a harmonia, que é a ausência de discórdia, é o traço comum aos diversos mitos e utopias políticos. Mas também é uma característica das distopias, marcadas pela ausência de contestação [...] O antagonismo político é, assim, uma manifestação de resistência aos padrões de dominação vigentes na sociedade [...]. A ideia de um consenso de base em relação aos valores ético-políticos e de interesses – no caso a referência da dominação seja levada em conta – não se quer que se imagine que os interesses sejam deixados de lado na busca desse consenso, é que se mergulhe em uma visão mais ideológica e na negação da política.
(Adaptado de: MIGUEL, Luis Felipe. Consenso e conflito na teoria democrática: para além do “agonismo”. São Paulo; Lua Nova, 1992, pp. 13-43, 2014)
O texto acima corresponde
Provas
Max Weber (1864-1920) definiu “dominação” como “[...] a probabilidade de encontrar obediência a uma ordem de determinado conteúdo, dentre determinadas pessoas indicáveis [...]”. Em cada caso individual, a “dominação [...] assim definida pode basear-se nos mais diversos motivos de submissão: desde o hábito inconsciente até considerações puramente racionais, referentes a fins”.
(Adaptado de: WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. v.1. 3d. Brasília: Editora UnB, 2000, p. 33 e 139)
Considere as seguintes situações de dominação:
I. Antônio Conselheiro, há vinte e dois anos, desde 1874, era famoso em todo o interior do norte e mesmo nas cidades do litoral até onde chegavam, entrecortados de enxames de cacos lendários, os episódios mais interessantes de sua vida romanesca; dia a dia ampliara o domínio sobre as gentes sertanejas; vinha de uma peregrinação incessante, de quarto de século, de todos os recantos do sertão, onde deixara sempre novos discípulos, e, ao mesmo tempo, tornara torres de dezenas de igrejas que construíra [...]
(Adaptado de: CUNHA, Euclides da. Os sertões. Rio de Janeiro: Fundação Darcy Ribeiro, 2013. pp. 227-228)
II. Ora, K. havia anunciado para aquela noite sua visita a Elsa, e já por esse motivo não podia ir ao tribunal; estava contente por ter essa justificativa para não comparecer [...] – Não é possível – disse o juiz de instrução, como se quisesse convencer-se a si mesmo de que não se tratava de um caso de dominação.
(Adaptado de: KAFKA, Franz. O processo. São Paulo. Companhia das Letras, 2005. pp. 209·210)
III. No regime militar brasileiro, entre 1964 e 1985, o governo utilizava-se de instrumentos de censura e repressão para manter o controle sobre a população e garantir a ordem desejada pelo Estado.
(Adaptado de: Gilberto Freyre. Casa grande & Senzala 43.ed. Rio de Janeiro: Record. 2001. pp. 47 e 50)
É correto afirmar que a dominação, conforme definida por Weber, está presente em:
Provas
Disciplina: Sociologia
Banca: Instituto Access
Orgão: Pref. Santa Teresa-ES
Provas
Provas
[...]um conjunto de processos, instituições e práticas, através das quais os cidadãos e os diferentes grupos sociais – locais, nacionais e internacionais – articulam seus interesses e posições, formando um complexo sistema de elaboração de políticas e de tomada de decisões mais vasto que a arena estatal.
Disponível em:<https://biblat.unam.mx/hevila/CENAInternacional/2005/vol7/no2/6.pdf Acesso em: 5 de out. 2024.
As ideias apresentadas no texto se referem ao conceito de
Provas
Cada derrota do imperialismo, como na Síria e Iraque (menor na Líbia e Palestina) é um passo concreto na direção da libertação do Oriente Médio. As forças populares, democráticas e de esquerda devem ampliar sua capacidade organizativa entre as massas e construir as condições para edificar uma nova sociedade. E o Oriente também anseia por grandes mudanças, afinal, foi onde a Revolução Russa ocorreu há 100 anos.
BUZETTO, Marcelo. As lutas sociais e políticas no Grande oriente Médio: entre as guerras imperialistas e a resistência popular. Lutas Sociais, São Paulo, vol. 20, n.37, p.181, jul./dez. 2016.
A perspectiva apresentada no texto impulsiona sociologicamente a
Provas
Como ele necessita elaborar um perfil socioeconômico desse grupo, na sua metodologia de pesquisa, ele recorre aos métodos de abordagem
Provas
Caderno Container