Juliana, 17 anos de idade, está em Terapia Comportamental
Dialética para Adolescentes (DBT-A), há 2 meses, para tratar
um quadro de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
Apesar da boa adesão terapêutica, os sintomas permanecem
intensos. Ela relata flutuações de humor rápidas e intensas ao
longo do dia, descrevendo-se como “no fundo do poço” em
um momento e “paralisada” pela ansiedade horas depois.
Esses estados emocionais são frequentemente
acompanhados por episódios de raiva que ela sente como
incontroláveis, resultando em conflitos interpessoais graves
que prejudicam seu convívio social. Além disso, quando se
sente mais pressionada, Juliana desenvolve uma
desconfiança intensa, chegando a ter pensamentos
recorrentes de que está sendo secretamente observada e que
seus colegas de trabalho conspiram ativamente contra ela,
embora, com esforço, consiga manter um distanciamento
crítico dessas ideias. Diante da persistência e da gravidade
desses sintomas, seu psiquiatra avalia a introdução de um
tratamento farmacológico adjuvante. Considerando o cenário
clínico e as evidências atuais sobre a psicofarmacologia no
TPB, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais
apropriada.
Mulher, 42 anos de idade, advogada, G5P2A2, com
antecedente de 2 partos normais a termo de um
relacionamento anterior, sem intercorrências durante a
gestação e partos. Com o atual marido, apresentou
2 abortamentos de primeiro trimestre, há cerca de 1 ano, sem
causa aparente. Refere quadro depressivo há 15 anos, após
a separação do primeiro marido, com tratamento
medicamentoso. Na atual gestação, apresentou alteração no
ultrassom morfológico de primeiro trimestre, sendo submetida
a biópsia de vilo corial e diagnosticada trissomia do
cromossomo 21. Comparece à consulta de pré-natal de rotina
com 20 semanas, referindo tristeza, perda de ânimo, com
dificuldade para realizar as tarefas domésticas e do trabalho.
Refere, também, perda de apetite e dificuldade para acordar.
Está ansiosa para realizar o ultrassom morfológico de segundo
trimestre, devido à possibilidade de malformações cardíacas
fetais, sente-se culpada pela alteração fetal. Assinale a
alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica e a conduta
adequada para o caso, respectivamente.
Homem, 49 anos de idade, etilista importante (meia garrafa de
destilado por dia), em tratamento de carcinoma escamoso de
laringe, em uso de traqueostomia, comparece ao pronto-socorro com quadro de piora da secreção traqueal, febre e
queda do estado geral. Encaminhado à UTI para
antibioticoterapia e monitorização respiratória. Após 48 horas,
paciente evoluiu com agitação psicomotora, sudorese, FC de
140 bpm (ritmo sinusal), PA de 170×110 mmHg e um episódio
de crise convulsiva tônico-clônico generalizada com reversão
em menos de um minuto.
• Gasometria arterial:
pH: 7,5
pO2: 80 mmHg
pCO2: 32 mmHg
HCO3
-
: 21 mEq/L
BE: -1
SpO2: 96%
Na+
: 154 mEq/L
Restante dos exames laboratoriais normais, dextro de
90 mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta o provável
diagnóstico e tratamento indicado.
Homem, 77 anos de idade, comparece acompanhado do filho
com relato que, nos últimos 2 anos, o paciente tem
apresentado esquecimentos frequentes, como repetir
perguntas, esquecer onde guarda objetos e faltar a
compromissos. O filho também nota que ele tem apresentado
maior dificuldade com o manejo das finanças da casa e a
preparação de refeições, apesar do paciente negar quaisquer
dificuldades. Ele pontuou abaixo do esperado para sua
escolaridade no mini exame do estado mental, com prejuízos
em memória recente e funções executivas. No questionário de
Pfeffer, pontuou 8. Com base nos dados apresentados, qual o
diagnóstico sindrômico mais provável?
Paciente de 28 anos de idade, apresenta quadro de euforia
persistente há 10 dias, com redução da necessidade de sono,
aumento da autoestima, comportamento sexual de risco,
gastos excessivos e fuga de ideias. Relata episódio prévio de
humor deprimido com anedonia e hipersonia por
aproximadamente 3 semanas, há 1 ano. Assinale a alternativa
que apresenta o diagnóstico mais provável.
Homem, 45 anos de idade, em consulta em uma unidade
básica de saúde, refere indisposição de início gradativo,
redução do ânimo e da energia há 4 meses. Nesse período
tem comido mais, principalmente carboidratos. Tem estado
um pouco mais irritado e tem sentido menos prazer no batepapo com os amigos. A investigação clínica não identificou
outros sintomas físicos ou mentais. Não apresenta alterações
ao exame físico. O paciente acredita que seu caso seja falta
de exercício e que, se voltar a correr com seus amigos 4 vezes
por semana, como fazia até há um ano, vai melhorar.
Comparece à consulta porque seu chefe disse que ele deveria
procurar tratamento. Diz não acreditar em psicoterapia e não
gosta da ideia de tomar antidepressivos. Além de agendar
uma consulta para 4 a 6 semanas, a conduta imediata seria:
Mulher, 35 anos de idade, em acompanhamento ambulatorial
por artrite reumatoide e depressão. Faz uso de metotrexato
10 mg semanal, ácido fólico 5 mg semanal e fluoxetina 20 mg
à noite. Procura ambulatório por insônia há 2 meses. Exame
físico geral sem alterações e articulações sem sinais de
flogismo. Assinale a alternativa que apresenta a conduta
adequada para a queixa da paciente.
Homem, 45 anos de idade, busca atendimento ambulatorial.
Refere ter procurado o pronto-socorro 3 vezes nos últimos
4 meses, com crises de dor precordial, taquicardia, falta de ar,
formigamento nas mãos e tontura. Durante as crises, que
ocorriam quando ele estava em casa, ficava muito assustado
achando que iria morrer. Nos atendimentos de urgência,
realizou eletrocardiogramas, radiografias de tórax e exames
de sangue de urgência que apresentaram resultados normais.
Devido às crises, passou a evitar andar de elevador por ter
medo de ter uma crise e não poder sair ou receber ajuda. Não
há queixas descritas entre as crises. Além do transtorno de
pânico, qual é o diagnóstico mais apropriado a partir dos
sintomas descritos?