Um homem de 47 anos refere comportamento recorrente de
tocar ou se esfregar em outras pessoas sem o consentimento
delas, buscando excitação sexual. Revela que este
comportamento ocorre mais frequentemente quando pega
ônibus cheio para voltar do trabalho para sua casa. Nesse caso, o melhor diagnóstico é transtorno:
Mulher de 42 anos com diagnóstico recente de fibromialgia
procura psiquiatra com quadro iniciado há dois meses, em que na
maior parte dos dias, sente tristeza, anedonia, dificuldade de
concentração, aumento do apetite e baixa estima de si própria. Considerando o quadro apresentado, a melhor opção
medicamentosa para tratar essa paciente é:
Paciente de 35 anos foi diagnosticada com transtorno da
compulsão alimentar periódica, e seu psiquiatra prescreveu
off-label o topiramato, com aumento gradual de dose a cada
semana de uso. Após o primeiro mês, a paciente passou a
apresentar quadro de dor ocular intensa, cefaleia, náuseas,
vômitos e turvação visual com halos coloridos ao redor das luzes,
além de midríase e vermelhidão ocular ao exame físico. Diante desse caso, a melhor hipótese diagnóstica é:
Paciente de 58 anos procura atendimento psiquiátrico referindo
piora em comportamento compulsivo com jogos, que ocorreu de
forma acentuada após iniciar tratamento para quadro de uma
sensação desagradável em suas pernas, que ocorria
principalmente em repouso e à noite melhorava transitoriamente
ao movimentar as pernas. Familiar presente na consulta
complementa dizendo que o paciente é "viciado em jogos de
azar" e que, mesmo com dívidas importantes, segue jogando
compulsivamente, ignorando as consequências desse
comportamento. Reforça que o quadro piorou após introdução
de nova medicação. Diante desse quadro, é correto inferir que o paciente recebeu o
diagnóstico de:
Paciente masculino de 29 anos encontra-se em acompanhamento
com psiquiatra devido a quadro de transtorno depressivo maior.
Ao ser prescrita medicação antidepressiva, o paciente solicitou
que fosse escolhida uma droga com menor possibilidade de levar
a disfunção sexual. A melhor medicação para o caso desse paciente é:
A doença de Alzheimer pode cursar com sintomas de agitação e
psicose, sendo comum, nesses casos, a prescrição de medicações
antipsicóticas para manejo sintomático; porém, a maioria destas
drogas não possui indicação formal pela FDA (Food and Drug
Administration) para este fim. A medicação abaixo que tem indicação pela FDA para o
tratamento de agitação e psicose em pacientes com doença de
Alzheimer é:
No contexto de alucinação, delírio, desorganização de
comportamento ou do discurso, toda a investigação de
história clínica e exame físico e psíquico devem buscar
diagnósticos diferenciais, contando com auxílio de
acompanhantes. Descartados quadros clínicos, devem ser
considerados como manifestação de transtornos
psiquiátricos. Em relação ao paciente com alucinação ou
delírio, analisar os itens.
I. As condições neurológicas que mais comumente podem
estar associadas a alucinações ou delírios são: doença de
Alzheimer, doença de Parkinson, doença de Huntington,
doença de Pick, doença de Wilson, epilepsias (sobretudo
as do lobo temporal), esclerose múltipla, hidrocefalia e
outros.
II. As condições médicas gerais que mais comumente podem
estar associadas são neoplásicas, intoxicação externa por
metais, nutrometabólicas, endocrinológicas e infecciosas.
III. Além das condições clínico-neurológicas associadas,
existe uma longa lista de medicações, bem como algumas
drogas ilícitas, que podem estar implicadas em quadros
alucinatórios, delirantes, de agitação e mesmo delirium.
Acerca de intervenção em crise e de primeiros socorros
psicológicos, julgue o item que se segue.
De maneira geral, o uso de fármacos e a internação
psiquiátrica — por serem consideradas estratégias bem
estruturadas — são os tipos de intervenção em crise mais
recomendáveis.