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3990205 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Cunha Porã-SC
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Texto 1
Leia o poema de Adélia Prado:
Domingo
Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:

‘Eh bobagem!’

Daqui a muito progresso tecno-ilógico, quando for impossível detectar o domingo pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas, em meu país de memória e sentimento, basta fechar os olhos:

é domingo, é domingo, é domingo
SÁLVA, Camila; DIEDRICH, Andressa. O cotidiano nos versos de Adélia Prado. Instituto Ling, 31 jul. 2020. Disponível em: https://institutoling.org.br/explore/o-cotidiano-nos-versos-deadelia-prado. Acessado em: 12/11/2025.
Interprete o poema Domingo (Texto 1) de Adélia Prado e analise as afirmativas a seguir:

1. O poema valoriza as pequenas cenas do cotidiano, como o ato de descascar laranjas à sombra.
2. Há uma crítica à modernidade, mostrando que ela apaga as memórias do passado do eu-lírico.
3. A repetição da expressão “é domingo” no final do poema reforça o tom de monotonia e tédio dos dias de descanso.
4. O “país de memória e sentimento” mencionado sugere um espaço simbólico onde o passado se conserva por meio da lembrança afetiva.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
 

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Analise as orações abaixo quanto ao tipo de sujeito:

1. Me faltam palavras para descrever o que sinto.
2. Me ocorreu uma ideia estranha.
3. Me enganei sobre o resultado.
4. Me avisaram da mudança de horário.

Com base na análise sintática, assinale a alternativa que classifica corretamente o tipo de sujeito da oração ao qual se reporta.
 

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Levando em consideração as regras acerca do uso de crase e as regras atuais, após o último Acordo Ortográfico, identifique as frases grafadas de maneira correta.

1. Luciano acordou paranoico com seus compromissos e foi à universidade.
2. Roncava muito à noite, resultado de ter apnéias.
3. A Coreia atualmente tem apresentado um grande sucesso nas plataformas de exibição de séries.
4. O pêlo havia encravado em um lugar que a incomodava, fazendo ela ir até à médica.
5. Encaminhou o e-mail à auto-escola em nome de toda a turma.

Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas.
 

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Texto 1

Leia com atenção o poema abaixo, de autoria de Hilda Hilst no seu livro Cantares:

Que este amor não me cegue nem me siga.

E de mim mesma nunca se aperceba.

Que me exclua do estar sendo perseguida

E do tormento

De só por ele me saber estar sendo.

Que o olhar não se perca nas tulipas

Pois formas tão perfeitas de beleza

Vêm do fulgor das trevas.

E o meu Senhor habita o rutilante escuro

De um suposto de heras em alto muro.



Que este amor me faça descontente

E farta de fadigas. E de fragilidades tantas

Eu me faça pequena. E diminuta e tenra

Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.



HILST, Hilda. Cantares. São Paulo: Editora Globo, 2012.

O poema de Hilda Hilst (texto 1) apresenta uma estrutura sintática marcada pela repetição da conjunção “que” e por enunciados que expressam súplica, desejo e reflexão interior.

Assinale a alternativa correta considerando as tipologias textuais e os recursos expressivos empregados.
 

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Texto 1

Leia com atenção o poema abaixo, de autoria de Hilda Hilst no seu livro Cantares:

Que este amor não me cegue nem me siga.

E de mim mesma nunca se aperceba.

Que me exclua do estar sendo perseguida

E do tormento

De só por ele me saber estar sendo.

Que o olhar não se perca nas tulipas

Pois formas tão perfeitas de beleza

Vêm do fulgor das trevas.

E o meu Senhor habita o rutilante escuro

De um suposto de heras em alto muro.



Que este amor me faça descontente

E farta de fadigas. E de fragilidades tantas

Eu me faça pequena. E diminuta e tenra

Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.



HILST, Hilda. Cantares. São Paulo: Editora Globo, 2012.

Nesse poema (texto 1), a voz poética constrói uma reflexão sobre a experiência amorosa e seus limites.
Analise as afirmativas abaixo sobre o modo como o amor é representado.

1. O eu lírico manifesta o desejo de manter distância crítica do amor, reconhecendo seu poder de dominação e de perda de si, por isso pede que o sentimento não a cegue nem a persiga.
2. O amor é apresentado como força idealizadora e protetora, capaz de conduzir o sujeito à plenitude e à estabilidade emocional.
3. As imagens de pequenez — “aranhas e formigas” — traduzem o aprendizado da humildade e a aceitação da fragilidade humana diante das paixões.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
 

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3990002 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Instituto Access
Orgão: Pref. Navegantes-SC
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Assim como as línguas orais, a Libras apresenta variações linguísticas que podem ocorrer em diferentes níveis (fonológico, lexical, sintático). Considerando o fenômeno da variação, assinale a alternativa correta sobre o regionalismo na Libras.
 

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Deixou de ser medo mesmo?
Imagina dar de cara com um medo de infância. Você acha que vai rir e seguir em frente, até que você resolve voltar um pouco à infância e percebe que o medo não ficou tão para trás conforme cresceu. Vi no Twitter uma corrente sobre medos irracionais e encontrei a imagem do lobo mau do Castelo Rá Tim Bum, que já tinha me tirado o sono. Decidi rever o episódio para ver se ele era mesmo tão assustador quanto eu lembrava.
Revendo hoje, aos 23, notei que tudo era divertido até o lobo aparecer. Quando surgiu em close, fechei os olhos como se fosse criança, mesmo sabendo que era só uma fantasia. O episódio continuou, os conflitos se resolveram e eu ainda olhava para a tela com os olhos entreabertos sempre que o lobo surgia.
A fantasia era realmente muito feia, e entendi por que meu eu pequeno teve pesadelos. Ainda assim, reencontrei uma memória afetiva e até engraçada. Acho que hoje o lobo já não me tira o sono − os medos de gente grande fazem isso, mas rendeu uma boa história para guardar e contar.
Texto Adaptado BARBOSA, Catarina Virginia. Deixou de ser medo mesmo? In: Livros Abertos USP. São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/downlo ad/730/648/2404?inline=1 . Acesso em: 12 nov. 2025.
Com base no texto apresentado, assinale a alternativa cuja interpretação revela maior consonância com o sentido global do relato e com os recursos discursivos empregados pelo enunciador.
 

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Deixou de ser medo mesmo?
Imagina dar de cara com um medo de infância. Você acha que vai rir e seguir em frente, até que você resolve voltar um pouco à infância e percebe que o medo não ficou tão para trás conforme cresceu. Vi no Twitter uma corrente sobre medos irracionais e encontrei a imagem do lobo mau do Castelo Rá Tim Bum, que já tinha me tirado o sono. Decidi rever o episódio para ver se ele era mesmo tão assustador quanto eu lembrava.
Revendo hoje, aos 23, notei que tudo era divertido até o lobo aparecer. Quando surgiu em close, fechei os olhos como se fosse criança, mesmo sabendo que era só uma fantasia. O episódio continuou, os conflitos se resolveram e eu ainda olhava para a tela com os olhos entreabertos sempre que o lobo surgia.
A fantasia era realmente muito feia, e entendi por que meu eu pequeno teve pesadelos. Ainda assim, reencontrei uma memória afetiva e até engraçada. Acho que hoje o lobo já não me tira o sono − os medos de gente grande fazem isso, mas rendeu uma boa história para guardar e contar.
Texto Adaptado BARBOSA, Catarina Virginia. Deixou de ser medo mesmo? In: Livros Abertos USP. São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/downlo ad/730/648/2404?inline=1 . Acesso em: 12 nov. 2025.
No trecho "voltar um pouco à infância", observa-se o uso do acento indicativo de crase. Considerando as regras da crase na norma padrão, assinale a alternativa correta sobre o emprego da crase nesse contexto.
 

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Deixou de ser medo mesmo?
Imagina dar de cara com um medo de infância. Você acha que vai rir e seguir em frente, até que você resolve voltar um pouco à infância e percebe que o medo não ficou tão para trás conforme cresceu. Vi no Twitter uma corrente sobre medos irracionais e encontrei a imagem do lobo mau do Castelo Rá Tim Bum, que já tinha me tirado o sono. Decidi rever o episódio para ver se ele era mesmo tão assustador quanto eu lembrava.
Revendo hoje, aos 23, notei que tudo era divertido até o lobo aparecer. Quando surgiu em close, fechei os olhos como se fosse criança, mesmo sabendo que era só uma fantasia. O episódio continuou, os conflitos se resolveram e eu ainda olhava para a tela com os olhos entreabertos sempre que o lobo surgia.
A fantasia era realmente muito feia, e entendi por que meu eu pequeno teve pesadelos. Ainda assim, reencontrei uma memória afetiva e até engraçada. Acho que hoje o lobo já não me tira o sono − os medos de gente grande fazem isso, mas rendeu uma boa história para guardar e contar.
Texto Adaptado BARBOSA, Catarina Virginia. Deixou de ser medo mesmo? In: Livros Abertos USP. São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/downlo ad/730/648/2404?inline=1 . Acesso em: 12 nov. 2025.
No texto, a narradora declara que reencontrou "uma memória afetiva e até engraçada", mesmo após recordar o medo que sentia do lobo. Considerando o valor semântico das palavras no contexto, o emprego da expressão "memória afetiva":
 

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Deixou de ser medo mesmo?
Imagina dar de cara com um medo de infância. Você acha que vai rir e seguir em frente, até que você resolve voltar um pouco à infância e percebe que o medo não ficou tão para trás conforme cresceu. Vi no Twitter uma corrente sobre medos irracionais e encontrei a imagem do lobo mau do Castelo Rá Tim Bum, que já tinha me tirado o sono. Decidi rever o episódio para ver se ele era mesmo tão assustador quanto eu lembrava.
Revendo hoje, aos 23, notei que tudo era divertido até o lobo aparecer. Quando surgiu em close, fechei os olhos como se fosse criança, mesmo sabendo que era só uma fantasia. O episódio continuou, os conflitos se resolveram e eu ainda olhava para a tela com os olhos entreabertos sempre que o lobo surgia.
A fantasia era realmente muito feia, e entendi por que meu eu pequeno teve pesadelos. Ainda assim, reencontrei uma memória afetiva e até engraçada. Acho que hoje o lobo já não me tira o sono − os medos de gente grande fazem isso, mas rendeu uma boa história para guardar e contar.
Texto Adaptado BARBOSA, Catarina Virginia. Deixou de ser medo mesmo? In: Livros Abertos USP. São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/downlo ad/730/648/2404?inline=1 . Acesso em: 12 nov. 2025.
No trecho "Acho que hoje o lobo já não me tira o sono − os medos de gente grande fazem isso, mas rendeu uma boa história para guardar e contar.", observe o uso do travessão e da vírgula na construção do período e identifique a afirmativa correta:
 

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