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Fim do mundo
Não se sabe ainda se o mundo acabou
realmente no sábado, como fora anunciado. Pode
ser que sim, e não seria a primeira vez que isso
acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis
não é prova bastante da continuação. Muitas
vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um
barulho leve de folha. Tempos depois é que se
percebe, mas já estamos vivendo em outro
mundo, com sua estrutura e seus regulamentos
próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo
falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo
neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano,
o maia... todos esses acabaram, e muitos outros
ainda. A história é cemitério de mundos,
notando-se que uns tantos acabaram de morte tão
acabada que nem sequer figuram lá com uma
tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
(...)
Nem todas as concepções de fim material
do mundo terão a magnificência desta que liga a
desintegração da Terra ao choque com a
cabeleira luminosa de um astro. Concepção
antiquada, concordo. Admitia a liquidação do
nosso planeta como uma tragédia cósmica que o
homem não tinha poder de evitar. Hoje, o
excitante é imaginar a possibilidade dessa
destruição por obra e graça do homem. A Terra e
os cometas devem ter medo de nós.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Fim do mundo. Crônica brasileira. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17491/ fim-do-mundo>.
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“_______ vários itens na pauta da reunião da
Diretoria.”
A lacuna da sentença acima pode ser substituída corretamente por:
A lacuna da sentença acima pode ser substituída corretamente por:
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No texto verbal da placa acima, é correto afirmar que:

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Assinala a alternativa em que a preposição
destacada apresenta o sentido de origem,
procedência.
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“Eu ficaria muito grato se vocês _______ a
situação toda.”
Assinale a alternativa em que cada uma das formas verbais completa corretamente o espaço em branco acima.
Assinale a alternativa em que cada uma das formas verbais completa corretamente o espaço em branco acima.
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Assinale a alternativa em cuja frase a palavra
“luz” está sendo empregada em sentido figurado.
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Assinale a alternativa em que o espaço em branco
pode ser ocupado corretamente tanto por “a”
quanto por “à”.
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Assinale a alternativa que apresenta o emprego
correto da palavra destacada na sentença.
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Diário de um celular
Vou pedir um tempo ao meu dono. Sinto
que ele fica mais tempo comigo do que com a
família. Às vezes me sinto sufocado.
Agora mesmo, tarde da noite, embora já
de pijama, ele não desgruda. Acho que é o tal do
toque. Se continuar assim, logo terá aquela
doença de LER (lesão por esforço repetitivo).
Seis da manhã. Ele desperta com a mesma
música. Em seguida, com mais um toque, ele me
apaga de novo.
Seguimos com o café. Lá estou eu, em
posição privilegiada. Ele me coloca na mesa,
antes mesmo que a xícara e o pão. Sinto-me
importante. Quase um rei.
No elevador, sou a verdadeira proteção e
salvação dos tímidos. Já entra comigo na mão. Às
vezes disfarça que está navegando.
Momento de pânico. Vou partilhar alguns
minutos no carro, a caminho da escola do filho e
do trabalho. Eles com cinto de segurança, eu
totalmente desprotegido, solto no console do
veículo. O filho também tem celular, mas, como
não liga o “bluetooth”, não partilho as novidades.
Ficamos somente no visual (off line). (...)
Outro dia compreendi melhor qual poderá
ser meu destino. Meu dono resolveu finalmente
descartar uma impressora antiga, daquelas
matriciais. Fomos então a um descarte de lixos
eletrônicos. Que imagem triste! Quantos
celulares desconectados do mundo. Quanta
sucata. Senti uma lágrima no meu visor. Ele
estava realmente emocionado com seu descarte.
Percebi que ali, naquela aparente bobina da
máquina fria, já tinha rolado muito calor humano.
Aquele simples aparelho já tinha impresso muito
sentimento e história.
Voltamos para casa abalados, ainda com
a imagem daquele cenário de modelos
ultrapassados e abandonados. Acessei o Google
e constatei que todos têm direito a um último
desejo. Naveguei pelo Youtube e encontrei uma música do Toquinho e Vinícius: O Caderno. Na
última estrofe da canção, senti meu “chip” mais
apertadinho e decidi qual será meu último
pedido: “Só peço a você um favor, se puder, não
me esqueça num canto qualquer”.
PASINI, Amarildo. Diário de um celular.
Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha2/cronica---diario-de-um-celular948301.html?d=1>.
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Diário de um celular
Vou pedir um tempo ao meu dono. Sinto
que ele fica mais tempo comigo do que com a
família. Às vezes me sinto sufocado.
Agora mesmo, tarde da noite, embora já
de pijama, ele não desgruda. Acho que é o tal do
toque. Se continuar assim, logo terá aquela
doença de LER (lesão por esforço repetitivo).
Seis da manhã. Ele desperta com a mesma
música. Em seguida, com mais um toque, ele me
apaga de novo.
Seguimos com o café. Lá estou eu, em
posição privilegiada. Ele me coloca na mesa,
antes mesmo que a xícara e o pão. Sinto-me
importante. Quase um rei.
No elevador, sou a verdadeira proteção e
salvação dos tímidos. Já entra comigo na mão. Às
vezes disfarça que está navegando.
Momento de pânico. Vou partilhar alguns
minutos no carro, a caminho da escola do filho e
do trabalho. Eles com cinto de segurança, eu
totalmente desprotegido, solto no console do
veículo. O filho também tem celular, mas, como
não liga o “bluetooth”, não partilho as novidades.
Ficamos somente no visual (off line). (...)
Outro dia compreendi melhor qual poderá
ser meu destino. Meu dono resolveu finalmente
descartar uma impressora antiga, daquelas
matriciais. Fomos então a um descarte de lixos
eletrônicos. Que imagem triste! Quantos
celulares desconectados do mundo. Quanta
sucata. Senti uma lágrima no meu visor. Ele
estava realmente emocionado com seu descarte.
Percebi que ali, naquela aparente bobina da
máquina fria, já tinha rolado muito calor humano.
Aquele simples aparelho já tinha impresso muito
sentimento e história.
Voltamos para casa abalados, ainda com
a imagem daquele cenário de modelos
ultrapassados e abandonados. Acessei o Google
e constatei que todos têm direito a um último
desejo. Naveguei pelo Youtube e encontrei uma música do Toquinho e Vinícius: O Caderno. Na
última estrofe da canção, senti meu “chip” mais
apertadinho e decidi qual será meu último
pedido: “Só peço a você um favor, se puder, não
me esqueça num canto qualquer”.
PASINI, Amarildo. Diário de um celular.
Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha2/cronica---diario-de-um-celular948301.html?d=1>.
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
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