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4273158 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:

Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!

Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.

Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.

Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...

Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.

Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.

Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.

– Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.

– Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.

Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.

(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)

* Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.

Nos quatro primeiros parágrafos, há recursos para simular oralidade numa situação em que um narrador fala a seu(s) ouvinte(s). Esses recursos estão caracterizados com o emprego
 

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4273157 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:

Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!

Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.

Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.

Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...

Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.

Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.

Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.

– Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.

– Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.

Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.

(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)

* Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.

Considere as passagens:
• Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue. (2° parágrafo)
• Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele. (3° parágrafo)
Na abordagem do tópico gramatical “pontuação”, o emprego de dois-pontos nas passagens justifica-se como
 

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4273156 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:

Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!

Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.

Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.

Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...

Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.

Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.

Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.

– Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.

– Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.

Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.

(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)

* Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.

Nos quatro parágrafos iniciais do fragmento, há elementos que permitem ao aluno caracterizar a construção do tipo textual predominantemente
 

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4273155 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Leia a tira.

Enunciado 4658639-1

(André Dahmer, Malvados, 2019)

Tratando do texto multimodal em práticas de ensino, Carmelino et al. (apud Marquesi, S.C., Pauliukonis, A.L. e Elias, V.M., Linguística Textual e ensino, 2017) afirmam que, na leitura das tiras cômicas, espera-se que o leitor “depreenda algumas informações, além de também inferir as relações existentes entre um quadrinho e outro”. Nesse sentido, a leitura dessa tira ativará diversos planos de significação, entre os quais o

 

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4273154 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Segundo Travaglia, é possível afirmar que “tudo o que é gramatical é textual e, vice-versa, que tudo o que é textual é gramatical”. (Travaglia, Luiz Carlos. Gramática: ensino plural). Nesse sentido, para o autor, estudar os aspectos gramaticais de uma língua
 

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4273153 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão:

É uma anedota/2

Acidenta-se um automóvel na saída de Moscou. O condutor emerge das ferragens e geme:

– Meu Mercedes... Meu Mercedes...

Alguém diz:

– Mas, senhor... Que importa o carro? Não vê que perdeu um braço?

Olhando o coto sangrento, o homem chora:

– Meu Rolex ... Meu Rolex!

Em “Coerência e referenciação” (apud Marquesi et al., Linguística textual e ensino), os autores abordam os processos referenciais “considerando-os como estratégias essenciais para a construção da coerência do texto.” Na anedota, o que caracteriza essa estratégia é a sequência fundamentada na relação de hiperonímia entre os termos
 

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4273152 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão:

É uma anedota/2

Acidenta-se um automóvel na saída de Moscou. O condutor emerge das ferragens e geme:

– Meu Mercedes... Meu Mercedes...

Alguém diz:

– Mas, senhor... Que importa o carro? Não vê que perdeu um braço?

Olhando o coto sangrento, o homem chora:

– Meu Rolex ... Meu Rolex!

Em sala de aula, o trabalho de leitura do texto exigirá suscitar a interação de diversos conhecimentos prévios do leitor: (1) as palavras e sua organização; (2) o tipo narrativo e o gênero anedota; (3) a identificação das marcas Mercedes e Rolex, a relação entre os títulos do texto e do livro, além da referência a Moscou.

De acordo com Angela Kleimann (Texto & Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura) os conhecimentos prévios apontados são, correta e respectivamente,

 

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4273151 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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De acordo com Ronald Beline (apud Fiorin, J.L. (org.) Introdução à Linguística I. Objetos teóricos), a variação linguística pode ocorrer em diferentes planos da língua, caracterizando-se como diatópica ou diafásica. Identificam-se esses tipos de variação, correta e respectivamente,
 

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4273150 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Segundo Cavalcanti et al. (apud Marquesi, Pauliukonis, Elias (org.). Linguística textual e ensino), as relações intertextuais cumprem funções no texto, “colaborando para a (re)construção de seus sentidos”. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa em que estão corretamente identificados o tipo de intertextualidade e a sua respectiva função.
 

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4273148 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Jardinopolis-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
 A pedra azul


    Cidade de Goiânia, Brasil, setembro de 1987: dois papeleiros encontram um tubo de metal num terreno baldio. Quebram-no a marretadas e descobrem uma pedra de luz azul. A pedra mágica transpira luz, azulece o ar e dá fulgor a tudo o que toca.

Os papeleiros partem em pedaços essa pedra de luz e os oferecem aos vizinhos. Quem passa a pedra na pele, brilha à noite. O bairro todo é uma lâmpada. O pobrerio, subitamente rico de luz, está em festa.

No dia seguinte, os papeleiros vomitam. Comeram manga com coco, será por isso? Mas todo o bairro vomita e todos estão inchados, com queimaduras. A luz azul queima, devora, mata, e se dissemina levada pelo vento, pela chuva, pelas moscas, pelos pássaros.

Foi uma das maiores catástrofes nucleares da história. Muitos morreram e muitos ficaram inutilizados para sempre. Naquele bairro do subúrbio de Goiânia ninguém sabia o que significava radioatividade e ninguém jamais ouvira falar em césio 137.

Um mês depois da tragédia, o chefe da Polícia Federal em Goiás declarou:

– A situação é absurda. Não existe ninguém responsável pelo controle da radioatividade que se usa para fins medicinais.

(Eduardo Galeano, De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso, 2020. Adaptado)

Observe as frases do texto:
I. Quem passa a pedra na pele, brilha à noite.
II. Comeram manga com coco, será por isso?
Em sala de aula, valendo-se do texto como objeto de estudo da língua e seus efeitos de sentido, é correto afirmar, em relação aos fatos linguísticos observados nas frases, respectivamente, que
 

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