Foram encontradas 365.038 questões.
A lição desperdiçada na crise em Ormuz
Na história das civilizações, quando um sistema entra em
colapso, a dor imediata frequentemente atua como o mais
poderoso catalisador para a inovação. É exatamente sob
essa lente histórica que o atual estrangulamento do Estreito
de Ormuz, causado ora pelo Irã, ora pelos EUA, deve ser
interpretado. A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência
da transição energética.
A asfixia imediata da economia global, causada pelo
bloqueio militar da rota por onde passa um quarto do óleo
consumido no planeta, deveria servir como o ultimato perfeito
para forçar a transição definitiva rumo às matrizes limpas. Em
vez de tratar o caos no Golfo Pérsico apenas como uma emergência bélica a ser contornada, a humanidade tem diante de si
a oportunidade histórica para decretar, de uma vez por todas,
o fim da era dos combustíveis fósseis.
Em um mundo governado pela racionalidade e pelo
instinto de sobrevivência, o bloqueio de Ormuz soaria como o
alarme definitivo. Seria o momento em que governos e mercados decidiriam direcionar a fortuna gasta para proteger e
subsidiar rotas petroleiras rumo à transição energética sustentável e definitiva.
Ocorre que a governança global tem se mostrado míope
para os perigos da crise climática e apegada a soluções de
curto prazo. Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico
como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva
das superpotências ilustra o tamanho do problema.
A prioridade absoluta nos países ocidentais e nas suas
periferias — incluindo o Brasil — não é libertar a economia
da dependência do petróleo, mas garantir que as bombas de
combustível continuem cheias a qualquer custo. Em vez de
injetar capital massivo na infraestrutura de matrizes limpas
com senso de urgência, a energia política do mundo se esvai
em manobras navais e manobras artificiais para conter a fúria
inflacionária do eleitorado.
O fechamento de Ormuz funciona hoje como um rascunho sombrio do futuro. A escassez de energia fóssil que a
guerra impõe agora pela força bélica será provocada, logo
mais, pelo próprio esgotamento climático e ambiental do
planeta. A crise que virá pela escassez do petróleo deveria
ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que
ele afunde por completo.
Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais
essa janela histórica se fechar. Quando a tensão militar eventualmente ceder, os acordos provisórios forem assinados e
os superpetroleiros voltarem a cruzar o estreito, as bolsas de
valores e as lideranças globais celebrarão com alívio o fim
da crise. Mas, na prática, estaremos apenas comemorando
o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual,
por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a
chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e
limpo — e que parece cada vez mais distante e impossível,
para a tragédia das futuras gerações.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
15.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A lição desperdiçada na crise em Ormuz
Na história das civilizações, quando um sistema entra em
colapso, a dor imediata frequentemente atua como o mais
poderoso catalisador para a inovação. É exatamente sob
essa lente histórica que o atual estrangulamento do Estreito
de Ormuz, causado ora pelo Irã, ora pelos EUA, deve ser
interpretado. A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência
da transição energética.
A asfixia imediata da economia global, causada pelo
bloqueio militar da rota por onde passa um quarto do óleo
consumido no planeta, deveria servir como o ultimato perfeito
para forçar a transição definitiva rumo às matrizes limpas. Em
vez de tratar o caos no Golfo Pérsico apenas como uma emergência bélica a ser contornada, a humanidade tem diante de si
a oportunidade histórica para decretar, de uma vez por todas,
o fim da era dos combustíveis fósseis.
Em um mundo governado pela racionalidade e pelo
instinto de sobrevivência, o bloqueio de Ormuz soaria como o
alarme definitivo. Seria o momento em que governos e mercados decidiriam direcionar a fortuna gasta para proteger e
subsidiar rotas petroleiras rumo à transição energética sustentável e definitiva.
Ocorre que a governança global tem se mostrado míope
para os perigos da crise climática e apegada a soluções de
curto prazo. Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico
como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva
das superpotências ilustra o tamanho do problema.
A prioridade absoluta nos países ocidentais e nas suas
periferias — incluindo o Brasil — não é libertar a economia
da dependência do petróleo, mas garantir que as bombas de
combustível continuem cheias a qualquer custo. Em vez de
injetar capital massivo na infraestrutura de matrizes limpas
com senso de urgência, a energia política do mundo se esvai
em manobras navais e manobras artificiais para conter a fúria
inflacionária do eleitorado.
O fechamento de Ormuz funciona hoje como um rascunho sombrio do futuro. A escassez de energia fóssil que a
guerra impõe agora pela força bélica será provocada, logo
mais, pelo próprio esgotamento climático e ambiental do
planeta. A crise que virá pela escassez do petróleo deveria
ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que
ele afunde por completo.
Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais
essa janela histórica se fechar. Quando a tensão militar eventualmente ceder, os acordos provisórios forem assinados e
os superpetroleiros voltarem a cruzar o estreito, as bolsas de
valores e as lideranças globais celebrarão com alívio o fim
da crise. Mas, na prática, estaremos apenas comemorando
o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual,
por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a
chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e
limpo — e que parece cada vez mais distante e impossível,
para a tragédia das futuras gerações.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
15.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A lição desperdiçada na crise em Ormuz
Na história das civilizações, quando um sistema entra em
colapso, a dor imediata frequentemente atua como o mais
poderoso catalisador para a inovação. É exatamente sob
essa lente histórica que o atual estrangulamento do Estreito
de Ormuz, causado ora pelo Irã, ora pelos EUA, deve ser
interpretado. A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência
da transição energética.
A asfixia imediata da economia global, causada pelo
bloqueio militar da rota por onde passa um quarto do óleo
consumido no planeta, deveria servir como o ultimato perfeito
para forçar a transição definitiva rumo às matrizes limpas. Em
vez de tratar o caos no Golfo Pérsico apenas como uma emergência bélica a ser contornada, a humanidade tem diante de si
a oportunidade histórica para decretar, de uma vez por todas,
o fim da era dos combustíveis fósseis.
Em um mundo governado pela racionalidade e pelo
instinto de sobrevivência, o bloqueio de Ormuz soaria como o
alarme definitivo. Seria o momento em que governos e mercados decidiriam direcionar a fortuna gasta para proteger e
subsidiar rotas petroleiras rumo à transição energética sustentável e definitiva.
Ocorre que a governança global tem se mostrado míope
para os perigos da crise climática e apegada a soluções de
curto prazo. Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico
como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva
das superpotências ilustra o tamanho do problema.
A prioridade absoluta nos países ocidentais e nas suas
periferias — incluindo o Brasil — não é libertar a economia
da dependência do petróleo, mas garantir que as bombas de
combustível continuem cheias a qualquer custo. Em vez de
injetar capital massivo na infraestrutura de matrizes limpas
com senso de urgência, a energia política do mundo se esvai
em manobras navais e manobras artificiais para conter a fúria
inflacionária do eleitorado.
O fechamento de Ormuz funciona hoje como um rascunho sombrio do futuro. A escassez de energia fóssil que a
guerra impõe agora pela força bélica será provocada, logo
mais, pelo próprio esgotamento climático e ambiental do
planeta. A crise que virá pela escassez do petróleo deveria
ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que
ele afunde por completo.
Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais
essa janela histórica se fechar. Quando a tensão militar eventualmente ceder, os acordos provisórios forem assinados e
os superpetroleiros voltarem a cruzar o estreito, as bolsas de
valores e as lideranças globais celebrarão com alívio o fim
da crise. Mas, na prática, estaremos apenas comemorando
o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual,
por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a
chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e
limpo — e que parece cada vez mais distante e impossível,
para a tragédia das futuras gerações.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
15.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas

(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 11.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeColocação Pronominal
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos

(Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 11.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Ar poluído até no interior
Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade
de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista
pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo
conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados
ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de
Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade
de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre
Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na
zona rural como nas áreas urbana e industrial.
O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto
de atrazina, um composto usado para controle de pragas
nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e
na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a
permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de
medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está
presente no ar.
Um dos principais achados da pesquisa é o potencial
impacto dos pesticidas para além da região onde são usados.
O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que
haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da
cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do
Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas
de onde foram aplicados.
Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que
capacita produtores rurais para que façam o manejo racional
dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos
pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão
ruins.
O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população.
São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.
(https://www.estadao.com.br/opiniao,
06.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Ar poluído até no interior
Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade
de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista
pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo
conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados
ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de
Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade
de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre
Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na
zona rural como nas áreas urbana e industrial.
O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto
de atrazina, um composto usado para controle de pragas
nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e
na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a
permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de
medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está
presente no ar.
Um dos principais achados da pesquisa é o potencial
impacto dos pesticidas para além da região onde são usados.
O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que
haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da
cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do
Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas
de onde foram aplicados.
Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que
capacita produtores rurais para que façam o manejo racional
dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos
pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão
ruins.
O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população.
São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.
(https://www.estadao.com.br/opiniao,
06.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Ar poluído até no interior
Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade
de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista
pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo
conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados
ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de
Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade
de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre
Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na
zona rural como nas áreas urbana e industrial.
O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto
de atrazina, um composto usado para controle de pragas
nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e
na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a
permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de
medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está
presente no ar.
Um dos principais achados da pesquisa é o potencial
impacto dos pesticidas para além da região onde são usados.
O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que
haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da
cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do
Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas
de onde foram aplicados.
Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que
capacita produtores rurais para que façam o manejo racional
dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos
pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão
ruins.
O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população.
São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.
(https://www.estadao.com.br/opiniao,
06.04.2026. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Ar poluído até no interior
Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade
de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista
pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo
conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados
ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de
Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade
de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre
Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na
zona rural como nas áreas urbana e industrial.
O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto
de atrazina, um composto usado para controle de pragas
nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e
na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a
permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de
medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está
presente no ar.
Um dos principais achados da pesquisa é o potencial
impacto dos pesticidas para além da região onde são usados.
O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que
haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da
cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do
Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas
de onde foram aplicados.
Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que
capacita produtores rurais para que façam o manejo racional
dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos
pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão
ruins.
O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população.
São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.
(https://www.estadao.com.br/opiniao,
06.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Ar poluído até no interior
Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade
de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista
pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo
conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados
ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de
Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade
de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre
Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na
zona rural como nas áreas urbana e industrial.
O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto
de atrazina, um composto usado para controle de pragas
nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e
na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a
permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de
medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está
presente no ar.
Um dos principais achados da pesquisa é o potencial
impacto dos pesticidas para além da região onde são usados.
O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que
haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da
cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do
Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas
de onde foram aplicados.
Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que
capacita produtores rurais para que façam o manejo racional
dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos
pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão
ruins.
O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população.
São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.
(https://www.estadao.com.br/opiniao,
06.04.2026. Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container