Foram encontradas 350.204 questões.
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.
Um pai autoritário
No romance Paradiso, o grande escritor cubano José Lezama Lima diz que um ser humano só começa a envelhecer depois da
morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes traumas de um filho.
Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos, na vida e na literatura. Carta ao pai, de Franz Kafka, é um dos exemplos
notáveis de pai repressivo, que interfere nas relações amorosas e na profissão do filho. Um pai que não se conforma com um grão de
felicidade do jovem Franz. A Carta é o inventário de uma vida infernal.
É difícil saber até que ponto o pai de Kafka na Carta é totalmente verdadeiro. Pode ser uma construção ficcional ou um pai
figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração do pai. Em
cada página, o que prevalece é uma alternância de sofrimentos e humilhações, imposta por um homem prepotente e autoritário. Um
grande escritor não depende de que ele seja inteiramente fiel aos fatos; sua fidelidade é com a força das palavras que é capaz de
escrever.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204)
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Um pai autoritário
No romance Paradiso, o grande escritor cubano José Lezama Lima diz que um ser humano só começa a envelhecer depois da
morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes traumas de um filho.
Mas há também pais terríveis, opressores e tirânicos, na vida e na literatura. Carta ao pai, de Franz Kafka, é um dos exemplos
notáveis de pai repressivo, que interfere nas relações amorosas e na profissão do filho. Um pai que não se conforma com um grão de
felicidade do jovem Franz. A Carta é o inventário de uma vida infernal.
É difícil saber até que ponto o pai de Kafka na Carta é totalmente verdadeiro. Pode ser uma construção ficcional ou um pai
figurado, mais ou menos próximo do verdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figuração do pai. Em
cada página, o que prevalece é uma alternância de sofrimentos e humilhações, imposta por um homem prepotente e autoritário. Um
grande escritor não depende de que ele seja inteiramente fiel aos fatos; sua fidelidade é com a força das palavras que é capaz de
escrever.
(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204)
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
(Leodegário Corsi, a editar)
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
(Leodegário Corsi, a editar)
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
(Leodegário Corsi, a editar)
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
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Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
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TEXTO I
A educação brasileira, ao longo das últimas décadas, tem sido
palco de intensos debates e reformas, buscando
incessantemente aprimorar a qualidade do ensino e garantir o
acesso equitativo para todos os cidadãos. Um dos pilares
centrais dessa discussão é a inclusão escolar, um desafio que
transcende a mera matrícula de alunos com necessidades
especiais, abrangendo também a adaptação de currículos, a
formação continuada de professores e a criação de ambientes
acolhedores e didaticamente eficazes. A alfabetização de
adultos, por sua vez, emerge como um vetor crucial para a
dignidade e a autonomia, combatendo o analfabetismo
funcional que ainda persiste em diversas camadas sociais, e
abrindo portas para oportunidades de emprego e participação
cívica plena. As bibliotecas públicas, embora frequentemente
subvalorizadas e com orçamentos limitados, desempenham um
papel insubstituível como centros de fomento à leitura,
pesquisa e cultura, servindo como espaços democráticos de
acesso ao conhecimento, especialmente em comunidades mais
carentes. O ensino técnico, com sua vocação para a preparação
profissional direta, tem se mostrado uma via promissora para
inserir jovens e adultos no mercado de trabalho, reduzindo a
lacuna entre a formação acadêmica e as demandas do setor
produtivo. Contudo, para que todas essas frentes avancem, a
formação de professores se apresenta como o alicerce
fundamental. Investir na capacitação, valorização e suporte aos
educadores é investir no futuro da nação, pois são eles os
agentes transformadores que moldam as mentes e inspiram as
próximas gerações. Sem um corpo docente bem preparado e
motivado, qualquer política educacional inovadora corre o risco
de não alcançar seu potencial máximo.
(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)
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TEXTO I
A educação brasileira, ao longo das últimas décadas, tem sido
palco de intensos debates e reformas, buscando
incessantemente aprimorar a qualidade do ensino e garantir o
acesso equitativo para todos os cidadãos. Um dos pilares
centrais dessa discussão é a inclusão escolar, um desafio que
transcende a mera matrícula de alunos com necessidades
especiais, abrangendo também a adaptação de currículos, a
formação continuada de professores e a criação de ambientes
acolhedores e didaticamente eficazes. A alfabetização de
adultos, por sua vez, emerge como um vetor crucial para a
dignidade e a autonomia, combatendo o analfabetismo
funcional que ainda persiste em diversas camadas sociais, e
abrindo portas para oportunidades de emprego e participação
cívica plena. As bibliotecas públicas, embora frequentemente
subvalorizadas e com orçamentos limitados, desempenham um
papel insubstituível como centros de fomento à leitura,
pesquisa e cultura, servindo como espaços democráticos de
acesso ao conhecimento, especialmente em comunidades mais
carentes. O ensino técnico, com sua vocação para a preparação
profissional direta, tem se mostrado uma via promissora para
inserir jovens e adultos no mercado de trabalho, reduzindo a
lacuna entre a formação acadêmica e as demandas do setor
produtivo. Contudo, para que todas essas frentes avancem, a
formação de professores se apresenta como o alicerce
fundamental. Investir na capacitação, valorização e suporte aos
educadores é investir no futuro da nação, pois são eles os
agentes transformadores que moldam as mentes e inspiram as
próximas gerações. Sem um corpo docente bem preparado e
motivado, qualquer política educacional inovadora corre o risco
de não alcançar seu potencial máximo.
(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)
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TEXTO I
A educação brasileira, ao longo das últimas décadas, tem sido
palco de intensos debates e reformas, buscando
incessantemente aprimorar a qualidade do ensino e garantir o
acesso equitativo para todos os cidadãos. Um dos pilares
centrais dessa discussão é a inclusão escolar, um desafio que
transcende a mera matrícula de alunos com necessidades
especiais, abrangendo também a adaptação de currículos, a
formação continuada de professores e a criação de ambientes
acolhedores e didaticamente eficazes. A alfabetização de
adultos, por sua vez, emerge como um vetor crucial para a
dignidade e a autonomia, combatendo o analfabetismo
funcional que ainda persiste em diversas camadas sociais, e
abrindo portas para oportunidades de emprego e participação
cívica plena. As bibliotecas públicas, embora frequentemente
subvalorizadas e com orçamentos limitados, desempenham um
papel insubstituível como centros de fomento à leitura,
pesquisa e cultura, servindo como espaços democráticos de
acesso ao conhecimento, especialmente em comunidades mais
carentes. O ensino técnico, com sua vocação para a preparação
profissional direta, tem se mostrado uma via promissora para
inserir jovens e adultos no mercado de trabalho, reduzindo a
lacuna entre a formação acadêmica e as demandas do setor
produtivo. Contudo, para que todas essas frentes avancem, a
formação de professores se apresenta como o alicerce
fundamental. Investir na capacitação, valorização e suporte aos
educadores é investir no futuro da nação, pois são eles os
agentes transformadores que moldam as mentes e inspiram as
próximas gerações. Sem um corpo docente bem preparado e
motivado, qualquer política educacional inovadora corre o risco
de não alcançar seu potencial máximo.
(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)
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