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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
USP cria biossensor barato que identifica câncer de pâncreas em 10 minutos
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molécula biomarcadora (CA19-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acessíveis.
"Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso também que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doença", conta Débora Gonçalves, professora do IFSC-USP (Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo) e coordenadora do projeto.
No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biológico do câncer de pâncreas. A proteína é frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.
"Nos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais. O próximo passo do nosso trabalho é ampliar o número de análises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto", conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da FAPESP e primeira autora do estudo.
O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratórios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. "Por isso, o objetivo da pesquisa foi criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico", afirma Soares.
O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas elétricas (capacitância) em presença da glicoproteína CA19-9 no sangue dos pacientes, funcionando como um sistema de "chave e fechadura". Isso porque a superfície do dispositivo contém anticorpos específicos contra a proteína CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moléculas do biomarcador e capturam a proteína.
A ligação altera a distribuição de cargas elétricas na superfície do eletrodo e o sensor traduz essa variação em um sinal mensurável de capacitância. "Quanto maior a concentração de CA19-9, maior a variação detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o sistema compara o resultado com uma curva de calibração preestabelecida, estimando a quantidade da proteína no sangue. Isso nos permite identificar concentrações muito baixas de CA19- 9, o que possibilita o diagnóstico precoce da doença de forma rápida e acessível", explica Soares.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/usp-cria-biossensor-barato-que-identifica-cancer-de-pancreas-em-10-minutos/ (adaptado)
O texto explica a dificuldade de diagnosticar a doença rapidamente, afirmando que: Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático. A palavra sublinhada é essencial para o entendimento da gravidade do problema médico. Com base no significado dessa palavra no contexto da frase, assinale a alternativa CORRETA.
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
USP cria biossensor barato que identifica câncer de pâncreas em 10 minutos
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molécula biomarcadora (CA19-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acessíveis.
"Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso também que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doença", conta Débora Gonçalves, professora do IFSC-USP (Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo) e coordenadora do projeto.
No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biológico do câncer de pâncreas. A proteína é frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.
"Nos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais. O próximo passo do nosso trabalho é ampliar o número de análises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto", conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da FAPESP e primeira autora do estudo.
O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratórios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. "Por isso, o objetivo da pesquisa foi criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico", afirma Soares.
O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas elétricas (capacitância) em presença da glicoproteína CA19-9 no sangue dos pacientes, funcionando como um sistema de "chave e fechadura". Isso porque a superfície do dispositivo contém anticorpos específicos contra a proteína CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moléculas do biomarcador e capturam a proteína.
A ligação altera a distribuição de cargas elétricas na superfície do eletrodo e o sensor traduz essa variação em um sinal mensurável de capacitância. "Quanto maior a concentração de CA19-9, maior a variação detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o sistema compara o resultado com uma curva de calibração preestabelecida, estimando a quantidade da proteína no sangue. Isso nos permite identificar concentrações muito baixas de CA19- 9, o que possibilita o diagnóstico precoce da doença de forma rápida e acessível", explica Soares.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/usp-cria-biossensor-barato-que-identifica-cancer-de-pancreas-em-10-minutos/ (adaptado)
Para facilitar a compreensão, o texto utiliza figuras de linguagem que trazem comparações com objetos do nosso dia a dia. Diante disso, observe a passagem que afirma que o dispositivo funciona como um sistema de "chave e fechadura". Considerando essa estratégia de explicação, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) A expressão indica literalmente que o aparelho precisa de uma chave para ser ligado na tomada do hospital.
( ) A comparação foi feita para explicar, de forma mais simples, como os anticorpos do sensor se encaixam e capturam a proteína do sangue.
( ) O uso dessa linguagem figurada ajuda as pessoas que não são cientistas a entenderem o mecanismo complexo do dispositivo.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
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Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.
USP cria biossensor barato que identifica câncer de pâncreas em 10 minutos
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molécula biomarcadora (CA19-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa mais simples e barata a exames convencionais e menos acessíveis.
"Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso também que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3%. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doença", conta Débora Gonçalves, professora do IFSC-USP (Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo) e coordenadora do projeto.
No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biológico do câncer de pâncreas. A proteína é frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos.
"Nos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais. O próximo passo do nosso trabalho é ampliar o número de análises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto", conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da FAPESP e primeira autora do estudo.
O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratórios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. "Por isso, o objetivo da pesquisa foi criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico", afirma Soares.
O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas elétricas (capacitância) em presença da glicoproteína CA19-9 no sangue dos pacientes, funcionando como um sistema de "chave e fechadura". Isso porque a superfície do dispositivo contém anticorpos específicos contra a proteína CA19-9 e, quando o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moléculas do biomarcador e capturam a proteína.
A ligação altera a distribuição de cargas elétricas na superfície do eletrodo e o sensor traduz essa variação em um sinal mensurável de capacitância. "Quanto maior a concentração de CA19-9, maior a variação detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o sistema compara o resultado com uma curva de calibração preestabelecida, estimando a quantidade da proteína no sangue. Isso nos permite identificar concentrações muito baixas de CA19- 9, o que possibilita o diagnóstico precoce da doença de forma rápida e acessível", explica Soares.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/usp-cria-biossensor-barato-que-identifica-cancer-de-pancreas-em-10-minutos/ (adaptado)
A leitura do texto permite identificar a sua mensagem principal, que apresenta uma importante inovação científica na área da saúde. Tendo em vista a compreensão do texto, assinale a alternativa CORRETA.
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Para responder às questões 01 a 06, leia o texto abaixo.
Desigualdades de gênero no serviço público
Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em '1970, alcançou 18,5%"; em 1991,32,9%; em 2000, 44,1%; e em 20'10, 48,9% (Censos DemográficoslBGE).
Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.
Os
desempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção
que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.
O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino que gera consequências gravíssimas, opressivas e
. O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode apenas ser atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.
Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados
concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.
Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).
Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede
o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação
Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina, como a política, por exemplo, pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.
A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.
Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva. Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.
Considerando a oração sublinhada no quarto parágrafo do texto, ao passar a locução verbal da oração pode apenas ser atribuída para a voz ativa, adequando a regência do verbo atribuir, assinale a alternativa CORRETA.
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Para responder às questões 01 a 06, leia o texto abaixo.
Desigualdades de gênero no serviço público
Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em '1970, alcançou 18,5%"; em 1991,32,9%; em 2000, 44,1%; e em 20'10, 48,9% (Censos DemográficoslBGE).
Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.
Os
desempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção
que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.
O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino que gera consequências gravíssimas, opressivas e
. O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode apenas ser atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.
Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados
concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.
Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).
Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede
o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação
Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina, como a política, por exemplo, pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.
A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.
Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva. Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.
Avalie a pontuação no fragmento sublinhado em itálico no final do sétimo parágrafo. No que se refere à sintaxe de pontuação e suas implicações restritivas e expansivas de sentido, assinale a alternativa CORRETA.
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Desigualdades de gênero no serviço público
Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em '1970, alcançou 18,5%"; em 1991,32,9%; em 2000, 44,1%; e em 20'10, 48,9% (Censos DemográficoslBGE).
Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.
Os
desempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção
que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.
O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino que gera consequências gravíssimas, opressivas e
. O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode apenas ser atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.
Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados
concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.
Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).
Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede
o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação
Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina, como a política, por exemplo, pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.
A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.
Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva. Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.
No segundo parágrafo, no trecho em negrito, a crase foi empregada em à masculina. Considerando isso, assinale a alternativa que justifica a ocorrência da crase no contexto apresentado.
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Desigualdades de gênero no serviço público
Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em '1970, alcançou 18,5%"; em 1991,32,9%; em 2000, 44,1%; e em 20'10, 48,9% (Censos DemográficoslBGE).
Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.
Os
desempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção
que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.
O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino que gera consequências gravíssimas, opressivas e
. O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode apenas ser atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.
Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados
concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.
Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).
Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede
o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação
Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina, como a política, por exemplo, pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.
A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.
Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva. Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.
Analise a implicação semântica das locuções conjuntivas inseridas nestes períodos contíguos ao sentido do texto:
I. Embora, no segundo parágrafo.
II. Uma vez que, no sexto parágrafo.
As conjunções subordinativas em destaque acima estabelecem nos períodos em que estão inseridas, respectiva e semanticamente, relações de:
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Para responder às questões 01 a 06, leia o texto abaixo.
Desigualdades de gênero no serviço público
Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em '1970, alcançou 18,5%"; em 1991,32,9%; em 2000, 44,1%; e em 20'10, 48,9% (Censos DemográficoslBGE).
Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.
Os
desempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção
que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.
O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino que gera consequências gravíssimas, opressivas e
. O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode apenas ser atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.
Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados
concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.
Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).
Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede
o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação
Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina, como a política, por exemplo, pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.
A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.
Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva. Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.
No trecho em itálico no fim do terceiro parágrafo, os pronomes demonstrativos destacados cumprem papel coesivo anafórico na progressão do texto. Avaliando esse uso, é CORRETO afirmar que:
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Para responder às questões 01 a 06, leia o texto abaixo.
Desigualdades de gênero no serviço público
Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em '1970, alcançou 18,5%"; em 1991,32,9%; em 2000, 44,1%; e em 20'10, 48,9% (Censos DemográficoslBGE).
Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.
Os
desempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção
que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.
O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino que gera consequências gravíssimas, opressivas e
. O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode apenas ser atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.
Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados
concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.
Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).
Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede
o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação
Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina, como a política, por exemplo, pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.
A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.
Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva. Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as justificativas de acentuação das palavras nos retângulos destacados no texto.
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Observe a imagem a seguir para responder às questões 49 e 50.

Disponível em: https://www.humorcomciencia.com/wp-content/uploads/2024/02/Ancestrais.jpg
O texto intitulado “Ancestrais” apresenta diferentes aparelhos tecnológicos (relógio, calculadora, câmera, rádio, guia, envelope de carta e telefone celular) representados com braços, pernas e expressões faciais, interagindo entre si. Esse recurso visual constitui um exemplo de personificação, estratégia comum em textos multissemióticos para produzir efeitos de sentido.
Considerando a relação entre linguagem verbal e não verbal, assinale a alternativa que melhor explica o efeito da personificação dos aparelhos na construção do sentido do texto.
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Caderno Container