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4238061 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Gaiolas e passarinhos

 

Leio uma crônica publicada há algum tempo em um grande jornal catarinense e um trecho me saltou aos olhos: "Que pena que as gaiolas estão estragadas, podias ter passarinhos só para ti." Alguém disse isso porque o cronista tirou as portas das gaiolas para que os passarinhos viessem comer quando quisessem, sem prendê-los.

Infelizmente, ainda há muitos "seres humanos" que pensam como quem proferiu a frase que transcrevi, da crônica do Amílcar. Chamou-me a atenção o tema, porque ainda esta semana, ao pintar o muro da casa da minha cunhada, cuidei para não incomodar o morador de uma casinha de passarinho pendurada perto do portão. Não vi se havia ovos, mas acho que havia, pois a passarinha aparecia de vez em quando e ela e outro passarinho cantavam maviosamente, a todos os pulmões. Poderia haver ovos ou, quem sabe, filhotes.

Para que prender os passarinhos, se eles vêm cantar para a gente, graciosamente, se respeitarmos o seu direito de voarem, livres? Na minha casa, eles vêm cantar no telhado, no jardim, nas calhas, na porta da cozinha. Até entram, às vezes, se não houver ninguém à vista, para pegar os restos da comida da Xuxu, nossa pinscher de dezenove anos, que está cega e surda e acaba espalhando a comida para fora do prato.

De manhã, é uma cantoria só. Moramos na cidade, mas às vezes dá a impressão de que a gente está no sítio. Como ter coragem de prender passarinhos assim?

Bem a propósito, estava, hoje, na casa de minha tia, no Estreito, e meu primo apareceu lá, também, com seu filho. E ele trazia o que, com ele? Uma gaiola com um curió, que ele leva a todos os lugares aonde vai. E o passarinho cantava, como cantava. Maviosamente, maravilhosamente. Eu não falei nada, mas me lembrei das gaiolas "estragadas" do Amílcar, e uma tristeza imensa invadiu-me.

Será que há quem pense que os pássaros cantam por estarem felizes, dentro de uma gaiola? Que terá feito aquela pequena e bela criatura para merecer a prisão? Sei que o primo não faz por mal, ele é um bom menino, a intenção deve ser proteger o pássaro, até. Mas não se pode tirar a liberdade de um ser vivo, assim, sem mais nem menos. O ser humano é complicado. Por que tolher a liberdade de passarinhos inocentes? Apenas porque cantam magistralmente?

 

SILVA, Cristiano. Gaiolas e passarinhos. O Estado. Disponível em <https://oestadoce.com.br/opiniao/gaiolas-e-passarinhos/>.

Em relação ao texto "Gaiolas e passarinhos" é correto que ele se desenvolve:
 

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4238020 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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Assinale a alternativa em que a palavra destacada está sendo empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
 

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4238019 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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Assinale a alternativa cuja palavra destacada está sendo empregada corretamente, de acordo com as normas da redação oficial.
 

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4238018 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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Enunciado 4602023-1
BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em <https://www.instagram.com/hagar_ohorrivel/p/DYKMYjhFn58/?img_index=2>.

A forma verbal destacada na fala "(...) você não estaria aqui hoje se eu fosse tão seletiva!" se encontra no modo:
 

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4238017 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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"Acho importante questionar. E nada melhor do que a ficção para o fazer. É da ficção que nasce toda a nossa realidade." (Afonso Cruz)
A palavra destacada no pensamento acima funciona como um:
 

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4238015 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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"Além de informar e educar, a leitura também ajuda a pensar. Nos livros está a reflexão organizada sobre o mundo que o jovem precisa para se orientar na vida." (Luís Fernando Verissimo)
O termo destacado no período acima assume a função de:
 

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4238014 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
 

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4238013 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Pipas esquecidas


    Faço todos os dias o mesmo percurso, mas nunca tinha olhado para a copa daquela árvore, hoje nua por causa da poda de inverno; talvez por isso pouco atraente para mim... Vinha caminhando, sentindo o vento refrescar meu corpo úmido de suor, quando um barulho diferente me fez diminuir a marcha . Olhei em volta, procurando descobrir a sua procedência, pois naquela hora da tarde destacava-se entre os murmúrios da rua, que se preparava preguiçosamente para o jantar . Tentei identificar o som, pois não me era estranho .


    Então percebi que ele vinha do alto, de algum lugar bem em cima de mim . Parei e ergui o olhar . Ali estava: a pipa colorida, novinha, enroscada entre os galhos pelados da árvore e os fios de alta tensão . Sua rabiola de franjas debatia-se furiosamente sob o impulso do vento enquanto a pipa parecia tremer, em desespero, produzindo aquele som que chamara a minha atenção.


    Fiquei um momento a contemplá-la .

  Um pedaço de linha ainda pendia dela, enroscada na árvore... E de pronto aquela sensação de tristeza foi tomando conta de mim . Aquela pipa deveria estar no céu, dançando e fazendo piruetas, desafiando o vento para subir mais e mais alto, fazendo a alegria de alguma criança! E, no entanto, alguma fatalidade tinha-a derrubado, condenando-a a morrer ali, presa entre os galhos e os fios... Mesmo assim, ainda se debatia, em vão, e reagia às rajadas de vento como se não acreditasse que estava presa... Meu coração encolheu-se, angustiado, ao ver este quadro, pois de repente me pareceu a representação dos nossos sonhos, às vezes arrastados por maus ventos e jogados ao chão, no meio dos galhos das árvores, dos fios elétricos, detidos em sua ascensão, chorados, mas finalmente esquecidos à intempérie até perderem as cores, até o papel rasgar e se desfazer, restando tão só o esqueleto das varetas... Pois sempre fica esta triste armação resistindo, como que dizendo que ainda serve, que se alguém a resgatar e colar nela um novo papel e uma nova rabiola ainda será capaz de elevar-se e desafiar o vento, de arrancar o sorriso de uma criança... (...)


ALDUNATE, Paz. Pipas esquecidas. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronicas---pipas-esquecidas-619121.html>.

"Olhei em volta, procurando descobrir a sua procedência, pois naquela hora da tarde destacava-se entre os murmúrios da rua"
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
 

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4238012 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Pipas esquecidas


    Faço todos os dias o mesmo percurso, mas nunca tinha olhado para a copa daquela árvore, hoje nua por causa da poda de inverno; talvez por isso pouco atraente para mim... Vinha caminhando, sentindo o vento refrescar meu corpo úmido de suor, quando um barulho diferente me fez diminuir a marcha . Olhei em volta, procurando descobrir a sua procedência, pois naquela hora da tarde destacava-se entre os murmúrios da rua, que se preparava preguiçosamente para o jantar . Tentei identificar o som, pois não me era estranho .


    Então percebi que ele vinha do alto, de algum lugar bem em cima de mim . Parei e ergui o olhar . Ali estava: a pipa colorida, novinha, enroscada entre os galhos pelados da árvore e os fios de alta tensão . Sua rabiola de franjas debatia-se furiosamente sob o impulso do vento enquanto a pipa parecia tremer, em desespero, produzindo aquele som que chamara a minha atenção.


    Fiquei um momento a contemplá-la .

  Um pedaço de linha ainda pendia dela, enroscada na árvore... E de pronto aquela sensação de tristeza foi tomando conta de mim . Aquela pipa deveria estar no céu, dançando e fazendo piruetas, desafiando o vento para subir mais e mais alto, fazendo a alegria de alguma criança! E, no entanto, alguma fatalidade tinha-a derrubado, condenando-a a morrer ali, presa entre os galhos e os fios... Mesmo assim, ainda se debatia, em vão, e reagia às rajadas de vento como se não acreditasse que estava presa... Meu coração encolheu-se, angustiado, ao ver este quadro, pois de repente me pareceu a representação dos nossos sonhos, às vezes arrastados por maus ventos e jogados ao chão, no meio dos galhos das árvores, dos fios elétricos, detidos em sua ascensão, chorados, mas finalmente esquecidos à intempérie até perderem as cores, até o papel rasgar e se desfazer, restando tão só o esqueleto das varetas... Pois sempre fica esta triste armação resistindo, como que dizendo que ainda serve, que se alguém a resgatar e colar nela um novo papel e uma nova rabiola ainda será capaz de elevar-se e desafiar o vento, de arrancar o sorriso de uma criança... (...)


ALDUNATE, Paz. Pipas esquecidas. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronicas---pipas-esquecidas-619121.html>.

"Aquela pipa deveria estar no céu, dançando e fazendo piruetas, desafiando o vento para subir mais e mais alto"
A palavra destacada no trecho acima introduz o sentido de:
 

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4238011 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Holambra-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Pipas esquecidas


    Faço todos os dias o mesmo percurso, mas nunca tinha olhado para a copa daquela árvore, hoje nua por causa da poda de inverno; talvez por isso pouco atraente para mim... Vinha caminhando, sentindo o vento refrescar meu corpo úmido de suor, quando um barulho diferente me fez diminuir a marcha . Olhei em volta, procurando descobrir a sua procedência, pois naquela hora da tarde destacava-se entre os murmúrios da rua, que se preparava preguiçosamente para o jantar . Tentei identificar o som, pois não me era estranho .


    Então percebi que ele vinha do alto, de algum lugar bem em cima de mim . Parei e ergui o olhar . Ali estava: a pipa colorida, novinha, enroscada entre os galhos pelados da árvore e os fios de alta tensão . Sua rabiola de franjas debatia-se furiosamente sob o impulso do vento enquanto a pipa parecia tremer, em desespero, produzindo aquele som que chamara a minha atenção.


    Fiquei um momento a contemplá-la .

  Um pedaço de linha ainda pendia dela, enroscada na árvore... E de pronto aquela sensação de tristeza foi tomando conta de mim . Aquela pipa deveria estar no céu, dançando e fazendo piruetas, desafiando o vento para subir mais e mais alto, fazendo a alegria de alguma criança! E, no entanto, alguma fatalidade tinha-a derrubado, condenando-a a morrer ali, presa entre os galhos e os fios... Mesmo assim, ainda se debatia, em vão, e reagia às rajadas de vento como se não acreditasse que estava presa... Meu coração encolheu-se, angustiado, ao ver este quadro, pois de repente me pareceu a representação dos nossos sonhos, às vezes arrastados por maus ventos e jogados ao chão, no meio dos galhos das árvores, dos fios elétricos, detidos em sua ascensão, chorados, mas finalmente esquecidos à intempérie até perderem as cores, até o papel rasgar e se desfazer, restando tão só o esqueleto das varetas... Pois sempre fica esta triste armação resistindo, como que dizendo que ainda serve, que se alguém a resgatar e colar nela um novo papel e uma nova rabiola ainda será capaz de elevar-se e desafiar o vento, de arrancar o sorriso de uma criança... (...)


ALDUNATE, Paz. Pipas esquecidas. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronicas---pipas-esquecidas-619121.html>.

O texto "Pipas esquecidas" desenvolve uma comparação entre:
 

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