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4078911 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRB-1
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O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação
        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.
        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best-sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.
        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê-la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.
        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca-se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.
        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.
       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.
Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.

No período “Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância”, a oração iniciada por “Para que” é coordenada explicativa.

 

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4078910 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRB-1
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O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação
        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.
        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best-sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.
        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê-la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.
        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca-se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.
        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.
       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.
Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.

O conector “assim”, em “Assim, a escola surge como ambiente fundamental para transformar essa realidade”, estabelece relação de consequência lógica com as informações anteriormente expostas a respeito do consumo restrito de livros.

 

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4078909 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRB-1
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O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação
        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.
        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best-sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.
        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê-la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.
        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca-se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.
        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.
       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.
Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.

O texto apresenta predominância do tipo dissertativo-argumentativo, uma vez que defende a importância das bibliotecas escolares para a formação leitora e sustenta essa tese por meio de argumentos sociais, educacionais e históricos, sem recorrer à narração de fatos específicos ou personagens.

 

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4078908 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRB-1
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O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação
        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.
        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best-sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.
        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê-la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.
        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca-se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.
        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.
       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.
Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.

No texto, a palavra “limitado” no trecho “grande parte da população tem um consumo de livros limitado” assume sentido positivo, indicando especialização temática e aprofundamento cultural dos leitores brasileiros.

 

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        Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
        Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
        Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.

Os dois primeiros períodos do segundo parágrafo poderiam ser reescritos em um único período, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, da seguinte forma: Atualmente, considerando o avanço do debate sobre o racismo, as cotas raciais já são aceitas como um sucesso social e acadêmico.

 

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        Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
        Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
        Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.

No segundo período do segundo parágrafo, o sujeito da oração iniciada pela forma verbal “Tendem” classifica-se sintaticamente como indeterminado.

 

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        Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
        Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
        Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.

No trecho “a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime” (primeiro período do texto), a conjunção “e” liga por adição duas orações adjetivas introduzidas pela preposição “a”.

 

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        Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
        Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
        Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.

Depreende-se da leitura do texto que a geração dos nascidos no novo milênio é menos afetada pela discriminação de gênero que as demais.

 

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        Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
        Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
        Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.

Infere-se dos resultados da pesquisa realizada em 1988 sobre racismo que os entrevistados implicitamente negavam fazer parte do coletivo a que pertenciam.

 

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        Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi promulgada a atual Constituição Federal, a primeira a tratar da questão racial e a que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Naquele ano de memória e avanço civilizatório, foi feita uma pequena pesquisa sobre racismo. Seus resultados mostravam um cenário contraditório: ao mesmo tempo em que 97% dos entrevistados afirmavam não ter preconceito racial, 98% dos entrevistados diziam conhecer pessoas racistas e ter presenciado situações de discriminação racial. A melhor descrição da situação foi feita anos depois pela historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz: “A conclusão informal é de que todo brasileiro parece se sentir como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados.”
        Hoje, o debate sobre o racismo cresceu. As cotas raciais são um sucesso social e acadêmico comprovado. Tendem a ser cada vez menos numerosos os que acreditam na democracia racial e cada vez maior o número dos que sabem que o racismo deve ser extirpado.
        Entretanto, a tendência de reconhecer mais o racismo não se repete em relação ao machismo. Todos reconhecem que há discriminação contra pretos e pardos, mas não contra as mulheres; todos reconhecem que há racismo, mas não reconhecem que há machismo — embora os mais jovens não se revelem machistas. Todas as gerações negam a discriminação contra as mulheres, apesar de a geração dos que nasceram no novo milênio ser a que menos percebe a discriminação de gênero, tanto mulheres quanto homens. No Brasil de hoje, há uma regra social implícita, segundo a qual ninguém pode deixar de reconhecer o racismo, mas a sociedade não reconhece a discriminação contra a mulher como relevante.
Felipe Nunes. Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros. Rio de Janeiro: Globo, 2025, p. 185-186 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo ao texto precedente.

Nos trechos “reconhecem que há discriminação” e “reconhecem que há machismo” (segundo período do terceiro parágrafo), a substituição do segmento “que há” por a existência de manteria tanto a correção gramatical quanto o paralelismo sintático no período.

 

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