Homem, 71 anos, hipertenso, diabético e com histórico de infarto do miocárdio prévio, chega ao pronto atendimento com
dispneia súbita, há 40 minutos, acompanhada de ortopneia intensa e sensação de sufocamento. Estava em repouso
quando iniciou o quadro. Faz uso irregular de enalapril e furosemida há meses. Na chegada, apresenta-se extremamente
ansioso, sentado e apoiado nos braços. Avaliação inicial: PA: 198 x 112 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 32 irpm; SpO2: 86%
em ar ambiente. Perfusão periférica preservada. Estertores bolhosos difusos até metade dos campos pulmonares.
Não há sinais de choque. Turgência jugular leve. Ausculta cardíaca: B3 audível. Extremidades sem edema importante.
Gasometria arterial em O2
por cateter 3 L/min: pH: 7,31; pCO2: 32 mmHg; pO2: 54 mmHg; HCO3: 16 mEq/L; Lactato
normal. Radiografia de tórax: congestão pulmonar acentuada e aumento leve da área cardíaca. O ECG está ilustrado
a seguir:
Com base no quadro clínico e na imagem apresentados, é correto afirmar que a conduta inicial apropriada, nesse
momento, é
Homem de 62 anos, portador de linfoma difuso de
grandes células B, iniciou seu primeiro ciclo de quimioterapia há 36 horas. Ele chega ao pronto atendimento por
apresentar náuseas intensas, vômitos, dor abdominal
difusa e sensação de fraqueza generalizada. Relata que,
desde a noite anterior, urinou pouco, apesar de estar
tentando manter boa hidratação oral, conforme recomendado pelo oncologista. No exame físico: Estado geral: cansado, mas orientado; PA: 104 x 66 mmHg; FC: 112 bpm;
FR: 22 irpm; SpO2: 96% em ar ambiente. Sem sinais de
congestão pulmonar. Abdome levemente doloroso, sem
peritonismo. Extremidades perfundidas, sem edema, e
sem sinais de desidratação grave. Os exames laboratoriais mostram: Potássio: 6,3 mEq/L; Fósforo: 6,8 mg/dL;
Cálcio: 7,1 mg/dL; Ácido úrico: 12,7 mg/dL; Creatinina:
2,1 mg/dL (basal 1,0 mg/dL); DHL: 2.100 U/L; ECG:
ondas T apiculadas difusas. A oncologia já havia prescrito hidratação endovenosa, nas primeiras 24 horas após
a quimioterapia, com adesão parcial. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, porém com clara
piora da função renal e distúrbios metabólicos graves. Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual é a
conduta prioritária apropriada nesse momento, além da
administração de gluconato de cálcio?
Mulher, 28 anos, procura o pronto atendimento com
história de gastroenterite, há 48 horas, com mais de 12
episódios de diarreia aquosa, nas últimas 24 horas, e
vômitos frequentes. Refere que não consegue ingerir
líquidos adequadamente. Nas últimas 6 horas, percebeu piora importante do mal-estar, tontura ao levantar e
redução importante do volume urinário. Exame físico:
Estado geral: prostrada, olhos encovados e mucosas
muito secas; PA: 92 x 58 mmHg em repouso, reduzindo para 78 x 52 mmHg ao se sentar; FC: 126 bpm;
FR: 20 irpm; Temperatura: 37,1 ºC. Enchimento capilar:
4 segundos. Turgor cutâneo diminuído. Ausculta: sem
alterações. Abdome: ruídos hidroaéreos aumentados.
Laboratório inicial: Sódio: 150 mEq/L; Potássio: 3,1 mEq/L;
Creatinina: 1,6 mg/dL; Gasometria com alcalose metabólica leve; Hematócrito discretamente elevado. Considerando o quadro clínico, qual a conduta inicial
apropriada no manejo dessa paciente?
Homem, 47 anos, previamente hígido, é admitido no
pronto atendimento após apresentar hematêmese volumosa enquanto jantava. Relata que, nos últimos 3 meses,
vinha percebendo astenia progressiva, perda de 6 kg e
episódios de epistaxe espontânea, que atribuía ao clima
seco. Nega doenças prévias, mas refere uso frequente de
anti-inflamatórios não esteroidais por dor lombar crônica.
Na avaliação inicial, encontra-se pálido, sudorético e
confuso. PA: 86 x 54 mmHg; FC: 132 bpm; FR: 24 ipm;
SpO2: 95% em ar ambiente. Extremidades frias, enchimento capilar 4 segundos. Abdome doloroso em epigástrio, sem visceromegalias palpáveis. Ausculta pulmonar
sem alterações. Foram puncionados dois acessos periféricos e coletados exames, cujos resultados iniciais
foram: Hb: 6,8 g/dL; Ht: 21%; Plaquetas: 38.000/mm3;
TAP prolongado (INR 1,9); TTPA prolongado; Fibrinogênio: 98 mg/dL; D-dímero: > 10.000 ng/mL; Creatinina:
1,8 mg/dL (prévia desconhecida); Transaminases discretamente elevadas; Gasometria: acidose metabólica leve.
Enquanto aguarda transfusão, o paciente apresenta novo
episódio de hematêmese em grande volume, evoluindo
com piora do rebaixamento do nível de consciência e
queda da PA para 72 x 40 mmHg. Considerando o quadro clínico, a hipótese fisiopatológica
predominante e a conduta imediata adequada, além de
transfusão de hemácias, que representa a intervenção
prioritária é
A publicação dos critérios classificatórios para LES,
EULAR/ACR 2019, qual das seguintes manifestações
clínicas deve ser considerada para a pontuação no domínio neurológico?
Os pacientes que têm diagnóstico de espondiloartrite
axial, e que terão a prescrição de sulfassalizina, como
primeira linha de tratamento, devem ser alertados de qual
dos seguintes efeitos colaterais?