Mulher, 74 anos de idade, tabagista, tem hipertensão e
diabetes. Foi encontrada confusa em casa pela filha, que há
2 dias atrás havia a visto bem. Na admissão no pronto-socorro,
encontrava-se afebril, eupneica, com PA de 170×110 mmHg,
FC de 102 bpm, glicemia capilar de 145 mg/dL. Ao exame
neurológico, apresentou-se vigil, alerta, irritada, afirmando
“estou bem, quero ir para casa”. Tinha o olhar desviado para
a direita quando distraída, mas conseguia olhar para a
esquerda quando instruída pelo examinador. A paciente
percebia o dedo do examinador em todos os quadrantes no
exame de campos visuais por confrontação. Quando
solicitada a ler um texto, começava a partir do meio da página
e lia apenas o lado direito das frases repetidamente. Não
apresentava fraqueza muscular. Assinale a alternativa que
apresenta uma imagem de ressonância magnética compatível
com o quadro da paciente descrita.
Homem, 57 anos de idade, com peso de 74 kg, passa em
atendimento ambulatorial. Ele tem hipotireoidismo e faz uso de
225 µg/dia de levotiroxina. Descreve que há 8 meses tem
episódios progressivos de dor abdominal. A dor é em cólica,
difusa, de intensidade leve a moderada. Associa episódios de
evacuações amolecidas. Nunca teve saída de sangue, muco
ou pus. Nega tenesmo. Acredita que os episódios têm relação
com a alimentação, mas não percebe refeições ou alimentos
claramente relacionados. Ele é tabagista (24 anos-maço),
etilista social ocasional. Nega sibilos, prurido nasal ou
congestão nasal. Os sinais vitais e o exame clínico são
normais. Traz consigo uma enterotomografia normal. • Exames laboratoriais:
Hb: 10,1 g/dL
VCM: 67 fL
HCM: 30 pg
Leucócitos: 6.750/mm3
Plaquetas: 490 mil/mm3 Uma biópsia tecidual do trato gastrointestinal deste paciente,
mais provavelmente, identificaria a presença de
Homem, 68 anos de idade, passa em consulta ambulatorial. Ele tem fadiga crônica e o exame clínico é normal. Durante investigação,
detectou-se uma anormalidade na eletroforese de proteínas, conforme imagem apresentada a seguir:
Foram realizados exames de hemograma completo, creatinina, cálcio e radiografias ósseas que estavam normais. Com base nessas
informações, assinale a alternativa que apresenta a conduta indicada neste momento.
urante investigação,
detectou-se uma anormalidade na eletroforese de proteínas, conforme imagem apresentada a seguir:
Homem, 53 anos de idade, possui antecedente de hipertensão e diabetes melito tipo 2. Faz uso de hidroclorotiazida, metformina e
gliclazida. Comparece ao departamento de emergência com queixa de dor torácica há cerca de uma hora. Ao exame físico,
apresenta PA de 90×60 mmHg, FC de 60 bpm, FR de 25 irpm. Regular estado geral, sudoreico. Auscultas cardíaca e pulmonar
sem alterações. Abdome e extremidades sem alterações. Foi realizado o eletrocardiograma apresentado a seguir: Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa indica a terapia intravenosa imediata pertinente.
Mulher, 58 anos de idade, comparece à consulta ambulatorial
por prurido cutâneo intenso. Refere que há 7 meses iniciou
prurido no tronco e nos membros inferiores, sem lesões
cutâneas. Há 1 mês, evolui com piora progressiva do sintoma,
que passou a ser diário, acometendo quase todo o corpo e
interferindo em atividades diárias e sono. Tem diagnósticos de
hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito tipo 2,
dislipidemia e osteoartrite. Faz uso de hidroclorotiazida,
metformina, dapagliflozina, sinvastatina e tramadol. Ao exame
físico, apresenta sinais vitais normais, pele com leve xerose e
algumas lesões escoriadas em membros inferiores, sem
outras anormalidades. Tem exames de hemograma completo,
ureia, creatinina, TGO/AST, TGP/ALT, FA e GGT normais.
Hemoglobina glicada de 7,3%. Qual é a conduta mais
apropriada a respeito do prurido neste momento?
Homem, 47 anos de idade, possui antecedente de síndrome
do túnel de carpo unilateral à direita. Procura o ambulatório
por queixa de dispneia aos médios esforços. Relata despertar
noturno por desconforto respiratório, que melhora com a
ortostase. Consome de forma crônica 8 latas de cerveja por
dia. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, corado,
hidratado. Auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações.
Abdome normotenso, indolor, presença de refluxo
hepatojugular. Edema de membros inferiores bilateral.
• Exames laboratoriais:
Hb: 10,8 g/dL
Leucócitos: 4.400/mm3
Plaquetas: 164 mil/mm3
TGO/AST: 48 U/L
TGP/ALT: 36 U/L
Albumina: 3,6 g/dL
INR: 1,0
TTPa R: 0,9
Bilirrubina total: 0,6 mg/dL
Fosfatase alcalina: 187 U/L
GGT: 318 U/L
Saturação transferrina: 32%
Ferritina: 997 ng/mL Ecodopplercardiograma com estresse: fração de ejeção
ventricular de 43%, volume diastólico de ventrículo esquerdo
aumentado, ventrículo direito e átrios de tamanho normal,
ausência de espessamento de septo, ausência de hipocinesia
segmentar induzida por estresse farmacológico. Com relação
ao caso clínico apresentado, assinale a alternativa que indica
o diagnóstico pertinente.
Homem, 53 anos de idade, tem esquistossomose
hepatoesplênica e comparece em consulta ambulatorial de
seguimento. Nota edema nos tornozelos desde a última
consulta. Já teve episódios prévios de encefalopatia hepática.
Faz uso crônico de lactulose. Sinais vitais com PA de
154×86 mmHg, FC de 89 bpm, FR de 16 irpm, SpO2 de 98%.
Ao exame clínico, apresenta bom estado geral, vigil, orientado
no tempo e no espaço, tônus normais, abdome plano, lobo
esquerdo do fígado palpável, baço palpável, edema
perimaleolar de 2+/4+. • Exames laboratoriais:
Hb:12,9 g/dL
Leucócitos: 4.230/mm3
Plaquetas: 98 mil/mm3
TGO/AST: 37 U/L
TGP/ALT: 43 U/L
Albumina: 3,1 g/dL
INR: 1,8
Cr: 1,37 mg/dL
Na+
: 130 mEq/L
Urina tipo 1: normal Endoscopia digestiva alta com duas varizes esofágicas de
grosso calibre, sem sinais de sangramento recente.
Ultrassonografia de abdome superior com líquido livre em
pequena quantidade na cavidade, aumento do lobo esquerdo
do fígado e aumento do baço. Com base no caso clínico
apresentado, assinale a alternativa que indica a melhor
conduta terapêutica a ser realizada neste momento.
Mulher, 28 anos de idade, previamente hígida, procura
atendimento de urgência. Queixa-se de diarreia aquosa há
4 dias com febre baixa. Teve 6 episódios por dia, com cólicas
intensas, náuseas e hiporexia. O seu filho de 4 anos de idade
está com os mesmos sintomas. Sinais vitais com PA de
110×68 mmHg, FC de 94 bpm, FR de 18 irpm, SpO2 de 99%,
temperatura de 37,1 °C. Ao exame clínico, apresenta regular
estado geral, mucosas secas, peristalse aumentada,
desconforto abdominal difuso. • Exames laboratoriais:
Hb: 13,7 g/dL
Leucócitos: 15.890/mm3
Plaquetas: 384 mil/mm3
Ur: 47 mg/dL
Cr: 1,18 mg/dL
Na+
: 128 mEq/L
K
+
: 3,7 mEq/L
HCO3
-
: 29 mEq/L Assinale a alternativa que apresenta um mecanismo
fisiopatológico que faz parte do desenvolvimento da
hiponatremia desta paciente.
Homem, 52 anos de idade, mecânico, tem hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito tipo 2 e asma. Procura atendimento
ambulatorial por falta de ar. Notou dispneia progressiva ao longo das duas últimas semanas durante o trabalho. Chegou a passar
em pronto-socorro, foi medicado com salbutamol inalatório e acha que teve melhora discreta. Percebe edema frequente
perimaleolar, ronco alto noturno e sonolência diurna. Nega angina, ortopneia, dispneia paroxística noturna, viagem ou imobilização
recentes. Sinais vitais com temperatura de 36,2 °C, FC de 90 bpm, PA de 120×82 mmHg, FR de 16 irpm, SpO2 de 95%. Apresenta
IMC de 32,3 kg/m2
. Murmúrios vesiculares universalmente reduzidos, sibilos expiratórios ocasionais. Bulhas hipofonéticas, sem
sopros, veias do pescoço não visíveis, edema bilateral leve dos tornozelos. Foi realizada uma avaliação complementar com
ultrassonografia à beira do leito e foram obtidas as imagens apresentadas a seguir:
Assinale a alternativa que apresenta a conduta medicamentosa mais adequada neste momento.
Mulher, 68 anos de idade, com antecedentes de acidente
vascular cerebral isquêmico, hipertensão arterial sistêmica,
doença renal crônica não dialítica, dislipidemia, tabagismo,
artrite reumatoide e diabetes melito. Há cerca de dois anos,
apresenta dificuldade para iniciar o sono, caracterizada por
sensação de desconforto que tem dificuldade para descrever.
Acontece sempre à noite, ao deitar para dormir e seu marido
passou a fazer massagens todas as noites em suas pernas
para aliviar o sintoma. Após alguns meses de tratamento com
um mesmo medicamento e aumento de dose gradual, a
paciente apresentou piora dos sintomas, que ficaram mais
intensos, acometendo coxas e genitália, e começam mais
cedo, logo no início da noite. Qual foi este medicamento e qual
a conduta proposta?