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Homem de 58 anos com lombalgia crônica há mais de 2 anos, associada a descondicionamento muscular e fraqueza de musculatura paravertebral e glútea, refere dor contínua em região lombar (EVA 6/10), piora ao permanecer sentado por longos períodos e melhora parcial com calor local. Ao exame, apresenta redução de força grau 4 em glúteo médio bilateral, sem déficits sensitivos objetivos. O fisioterapeuta decide associar eletroterapia para controle da dor e eletroestimulação para fortalecimento muscular. Assinale a alternativa correta quanto aos objetivos, parâmetros gerais e indicações dessas modalidades.
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Mulher de 41 anos com diagnóstico prévio de esclerose múltipla evolui há 8 meses com surto medular parcial, apresentando atualmente hemiparesia espástica à direita, com predomínio em membro inferior. Queixa-se de rigidez matinal, dificuldade para iniciar a marcha, fadiga e espasmos noturnos dolorosos. Ao exame: hipertonia elástica grau 2 de Ashworth modificada em gastrocnêmio e isquiotibiais direitos, força grau 4 em membro inferior direito, bom controle de tronco e sensibilidade preservada. Não há infecção urinária ativa nem alterações cognitivas importantes. Considerando o tratamento farmacológico da espasticidade e a cinesioterapia associada, com suas indicações, contraindicações e possíveis complicações, assinale a alternativa que indica uma conduta adequada.
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Homem de 60 anos apresenta lombalgia crônica de origem mecânica associada à artropatia facetária lombar, refratária ao tratamento conservador otimizado. Foi indicada a realização de bloqueio facetário diagnóstico e terapêutico guiado por imagem. Considerando os anestésicos locais utilizados em bloqueios nervosos, suas diferenças de duração de ação, potência e perfil farmacocinético, assinale a alternativa correta.
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Homem de 58 anos apresenta lombociatalgia crônica à esquerda há cerca de 10 meses, com irradiação para face anterior da coxa e perna, parestesias associadas e piora aos esforços prolongados em ortostatismo. Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica e doença renal crônica estágio 3 (TFG estimada ~45 mL/min). Ao exame físico: dor à extensão lombar, sinal de Lasègue negativo, hipoestesia em território L4 à esquerda e discreta redução de força em quadríceps esquerdo (grau 4).
ENMG:
• Neurocondução sensitiva e motora de nervos periféricos dos membros inferiores dentro da normalidade.
• Miografia com potenciais de fibrilação e ondas positivas em vasto medial e tibial anterior esquerdos.
• Unidades motoras com padrão neurogênico crônico nesses mesmos músculos.
• Paravertebrais lombares esquerdas com atividade espontânea.
Ressonância magnética da coluna lombossacra:
• Protusão discal mínima em L3–L4, sem compressão radicular significativa.
• Hipertrofia facetária em L4–L5 à esquerda, com redução do recesso lateral correspondente.
Com base no quadro clínico e nos exames complementares e considerando a farmacoterapia da dor inflamatória (artropatia facetária) e da dor neuropática (radicular), assinale a alternativa que indica uma conduta adequada.
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Homem de 42 anos, previamente hígido, sofreu trauma torácico em acidente motociclístico. Três meses após o evento, evolui com:
• Fraqueza e espasticidade em membro inferior direito.
• Perda da propriocepção e da sensibilidade vibratória à direita, abaixo de T8.
• Perda da sensibilidade dolorosa e térmica à esquerda, iniciando cerca de dois dermátomos abaixo do nível da lesão.
• Dor em queimação persistente no hemicorpo esquerdo, de forte intensidade, com alodinia ao toque leve, refratária a dipirona e AINEs.
• Não há paresia facial, alteração de linguagem ou comprometimento de membros superiores.
Com base nos achados clínicos, assinale a alternativa que melhor define a topografia da lesão neurológica.
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Assinale a alternativa em que está correta a associação entre o tipo de lesão nervosa do membro inferior, a órtese indicada, a conduta de cinesioterapia e o recurso de termoterapia.
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Homem de 32 anos sofreu fratura diafisária do úmero direito após acidente automobilístico. No exame físico, apresenta:
• Paralisia de extensão do punho e dos dedos.
• Déficit sensitivo no dorso da mão e na face posterior do antebraço.
• Dor local moderada, sem sinais de infecção.
• Radiografia confirma fratura diafisária do úmero com pequeno deslocamento.
Considerando os achados clínicos, assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, o diagnóstico e a conduta a ser seguida.
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Dois pacientes pediátricos com mielomeningocele lombar apresentam evolução funcional distinta:
• Caso A: Menino de 7 anos apresenta lesão lombar baixa (L3-L4), preservação da força nos quadris, joelhos e membros superiores, abolição da sensibilidade abaixo de L3 bilateral, equilíbrio de tronco adequado, sem deformidades articulares, frequência irregular à reabilitação devido a barreiras familiares e baixa adesão às orientações domiciliares de fisioterapia.
• Caso B: Menina de 8 anos apresenta lesão lombar baixa (L2-L3), força preservada nos membros superiores, déficit sensorial significativo abaixo de L2 bilateral, desequilíbrio de tronco, deformidade em flexão do quadril direito, participa regularmente de reabilitação e recebe suporte familiar consistente.
Considerando fatores de bom e mau prognóstico para marcha funcional, assinale a alternativa correta.
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Assinale a alternativa na qual a associação do paciente com a órtese indicada está correta.
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Para responder às questões 45 e 46, considere o caso abaixo:
Um homem de 25 anos sofreu queda do telhado de um prédio de 3 andares durante um episódio de mania associado ao transtorno afetivo bipolar tipo 1 e abuso de cocaína. 15 dias após a lesão, apresenta fratura de T6 estabilizada cirurgicamente, com lesão medular incompleta e assimétrica:
• Lado esquerdo: nível sensitivo ao nível do apêndice xifoide, força MSE grau 5, força MIE grau 3.
• Lado direito: sensibilidade e força normais.
• Controle urinário irregular, com retenção e perdas involuntárias; sensibilidade de plenitude vesical não confiável.
• Controle do esfíncter anal comprometido, com perdas fecais diárias.
Quando chegou à enfermaria de reabilitação, o paciente foi reavaliado e novas complicações ortopédicas foram identificadas:
• Deformidade escoliótica da coluna torácica decorrente da fratura, mesmo após estabilização vertebral cirúrgica.
• Dor no calcâneo direito ao ser colocado em ortostatismo na enfermaria de reabilitação, cuja avaliação radiográfica evidenciou uma fratura não percebida na avaliação inicial do pronto-socorro.
Além disso, observa-se adesão irregular ao tratamento e redução da energia, da motivação e do engajamento do paciente nas terapias. O paciente também refere sentimento de culpa pelas lesões e pela sua vida em geral. Considerando a situação clínica atual, assinale a alternativa correta sobre a anamnese e o exame físico em Fisiatria.
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