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3706626 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer?

Retardaram-se, temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1972, p. 172.

Considerando o trecho acima, extraído do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e, ainda, o romance social de 1930 no Brasil e o contexto histórico e geográfico desse período, julgue os itens que se seguem.

Enunciado 3843095-1

Considerando o romance Vidas Secas e o trecho dele extraído e, ainda, as obras acima representadas, julgue os itens seguintes.

É correto inferir que Vidas Secas e as obras intituladas Retirantes, reproduzidas acima, tratam do mesmo tema — a saída de pessoas do interior em busca de uma realidade mais promissora e distante da seca. No romance de Graciliano Ramos, é narrada a vida de uma família que enfrenta o drama da seca, ao passo que Cândido Portinari, na pintura, utiliza formas retorcidas e dramáticas para retratar uma cena da mesma realidade.

 

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3706618 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer?
Retardaram-se, temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1972, p. 172.

Considerando o trecho acima, extraído do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e, ainda, o romance social de 1930 no Brasil e o contexto histórico e geográfico desse período, julgue os itens que se seguem.

Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos, por serem personagens literários, vivem, no romance Vidas Secas, uma estória bem diferente daquela vivida pelos retirantes na realidade histórica nacional.

 

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3706617 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer?
Retardaram-se, temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas secas. São Paulo: Martins, 1972, p. 172.

Considerando o trecho acima, extraído do livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e, ainda, o romance social de 1930 no Brasil e o contexto histórico e geográfico desse período, julgue os itens que se seguem.

O tema dos retirantes, constante no romance social de 1930, é abordado em Vidas Secas, obra cuja linguagem poética e fantasiosa suaviza o atraso e o subdesenvolvimento do país.

 

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3706587 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Confidência do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
[horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 46-47.

Considerando o poema acima e conhecimentos por ele suscitados, julgue os itens de 22 a 35 a seguir.

O título do poema sugere que o poeta vai falar de sua cidade de forma impessoal, sem expressar seus sentimentos íntimos, o que é uma constante na poesia de Drummond.

 

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3706586 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Confidência do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
[horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 46-47.

Considerando o poema acima e conhecimentos por ele suscitados, julgue os itens de 22 a 35 a seguir.

Passado e presente, Brasil rural e urbano revelam-se na memória do eu-lírico do poema nos seguintes versos: “Tive ouro, tive gado, tive fazendas. / Hoje sou funcionário público.”

 

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3706585 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Confidência do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem
[horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 46-47.

Considerando o poema acima e conhecimentos por ele suscitados, julgue os itens de 22 a 35 a seguir.

De acordo com o poema acima, as características da cidade de Itabira deixaram de fazer parte da vida do eu-lírico do poema a partir do momento em que saiu de sua cidade de origem.

 

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3460633 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Tu, Marília, agora vendo
Do Amor o lindo retrato
Contigo estarás dizendo
Que é este o retrato teu.
Sim, Marília, a cópia é tua,
Que Cupido é Deus suposto:
Se há Cupido, é só teu rosto
Que ele foi quem me venceu.

Marília de Dirceu. Parte I.
Internet: <educaterra.terra.com.br>.

A partir do fragmento acima, julgue o próximo item, relativo ao Arcadismo.

A recorrência à mitologia faz-se presente no fragmento do poema pela associação entre “Amor” e “Cupido”.

 

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3460632 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Tu, Marília, agora vendo
Do Amor o lindo retrato
Contigo estarás dizendo
Que é este o retrato teu.
Sim, Marília, a cópia é tua,
Que Cupido é Deus suposto:
Se há Cupido, é só teu rosto
Que ele foi quem me venceu.

Marília de Dirceu. Parte I.
Internet: <educaterra.terra.com.br>.

A partir do fragmento acima, julgue o próximo item, relativo ao Arcadismo.

O fragmento apresenta linguagem erudita, que contrasta com o ambiente pastoril.

 

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3460631 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Tu, Marília, agora vendo
Do Amor o lindo retrato
Contigo estarás dizendo
Que é este o retrato teu.
Sim, Marília, a cópia é tua,
Que Cupido é Deus suposto:
Se há Cupido, é só teu rosto
Que ele foi quem me venceu.

Marília de Dirceu. Parte I.
Internet: <educaterra.terra.com.br>.

A partir do fragmento acima, julgue o próximo item, relativo ao Arcadismo.

Deduz-se do verso “Que ele foi quem me venceu” uma tendência ao passionalismo pré-romântico.

 

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3460586 Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Macunaíma – quem é esse brasileiro?

Foi nos mitos e lendas coligidos na Amazônia por um naturalista alemão que Mário de Andrade conheceu o deus Makunaima, figura intrigante do folclore brasileiro, astuto, zombeteiro e alegre.

Ele criou vida própria em 1928 na rapsódia modernista do autor. Nasceu da mistura de três etnias: negro, índio e branco. Nasceu da mistura dos textos do folclore brasileiro. Nasceu dos mitos e lendas do Brasil. Vive na multiplicidade de se tornar vários seres, em todos os tempos, o tempo todo, em todos os lugares. Como mote no caminhar de suas aventuras, não havia a salvação de uma dama ou de um ideal, mas a busca de um amuleto: muiraquitã. Como companheiros fiéis e inseparáveis, seus irmãos Maanape e Jiguê. Como amores, todas as mulheres, deusas, semideusas, simples mortais.

Transpôs obstáculos para reaver sua muiraquitã. Encontrou-a às margens do Tietê, na cidade de São Paulo. Lutou contra o vilão Venceslau Pietro Pietra. Terminou seus dias sem a consagração que merece todo herói, mas narrando suas glórias a um papagaio. Virou estrela. Uma das grandes estrelas da Literatura Brasileira. Ler Macunaíma é subversivo, é divertido, é gostoso.

Internet: <www.mec.gov.br> (com adaptações).

Considerando as estruturas do texto e o contexto histórico brasileiro nos anos 20 do século passado, julgue o item subsequente.

Em Macunaíma, elementos que caracterizam o progresso, simbolizando dureza — pedra, cimento, ferro — e volatilidade — fogo, energia – são hostis ao protagonista e ao homem simples.

 

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