Foram encontradas 5.031 questões.
1332744
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Tome por base um poema de Luís Delfino (1834-1910) e a reprodução de um mosaico da Catedral de Monreale.
Jesus Pantocrátor!$ ^1 !$
Há na Itália, em Palermo, ou pouco ao pé, na igreja
De Monreale, feita em mosaico, a divina
Figura de Jesus Pantocrátor: domina
Aquela face austera, aquele olhar troveja.
Não: aquela cabeça é de um Deus, não se inclina.
À árida pupila a doce, a benfazeja
Lágrima falta, e o peito enorme não arqueja
À dor. Fê-lo tremendo a ficção bizantina!$ ^2 !$.
Este criou o inferno, e o espetáculo hediondo
Que há nos frescos!$ ^3 !$ de Santo Stefano Rotondo!$ ^4 !$;
Este do mundo antigo espedaçado assoma...
Este não redimiu; não foi à Cruz: olhai-o:
Tem o anátema!$ ^5 !$ à boca, às duas mãos o raio,
E em vez do espinho à fronte as três coroas de Roma.
(Luís Delfino. Rosas negras, 1938.)
(1) Pantocrátor: que tudo rege, que governa tudo.
(2) Bizantina: referente ao Império Romano do Oriente (330- 1453 d.C.) e às manifestações culturais desse império.
(3) Fresco: o mesmo que afresco, pintura mural que resulta da aplicação de cores diluídas em água sobre um revestimento ainda fresco de argamassa, para facilitar a absorção da tinta.
(4) Santo Stefano Rotondo: igreja erigida por volta de 460 d.C., em Roma, em homenagem a Santo Estêvão (Stefano, em italiano), mártir do cristianismo.
(5) Anátema: reprovação enérgica, sentença de maldição que expulsa da Igreja, excomunhão.

À árida pupila a doce, a benfazeja / lágrima falta.
A inversão das posições usuais dos termos da oração, provocada pela necessidade de completar o número de sílabas e obedecer às posições dos acentos tônicos nos versos, por vezes dificulta a percepção das relações sintáticas entre esses termos. É o caso da oração destacada, que ocupa o sexto e parte do sétimo versos. Em discurso não versificado, essa oração apresentaria usualmente a seguinte disposição de termos:
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1328232
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Tome por base um poema de Luís Delfino (1834-1910) e a reprodução de um mosaico da Catedral de Monreale.
Jesus Pantocrátor!$ ^1 !$
Há na Itália, em Palermo, ou pouco ao pé, na igreja
De Monreale, feita em mosaico, a divina
Figura de Jesus Pantocrátor: domina
Aquela face austera, aquele olhar troveja.
Não: aquela cabeça é de um Deus, não se inclina.
À árida pupila a doce, a benfazeja
Lágrima falta, e o peito enorme não arqueja
À dor. Fê-lo tremendo a ficção bizantina!$ ^2 !$.
Este criou o inferno, e o espetáculo hediondo
Que há nos frescos!$ ^3 !$ de Santo Stefano Rotondo!$ ^4 !$;
Este do mundo antigo espedaçado assoma...
Este não redimiu; não foi à Cruz: olhai-o:
Tem o anátema!$ ^5 !$ à boca, às duas mãos o raio,
E em vez do espinho à fronte as três coroas de Roma.
(Luís Delfino. Rosas negras, 1938.)
(1) Pantocrátor: que tudo rege, que governa tudo.
(2) Bizantina: referente ao Império Romano do Oriente (330- 1453 d.C.) e às manifestações culturais desse império.
(3) Fresco: o mesmo que afresco, pintura mural que resulta da aplicação de cores diluídas em água sobre um revestimento ainda fresco de argamassa, para facilitar a absorção da tinta.
(4) Santo Stefano Rotondo: igreja erigida por volta de 460 d.C., em Roma, em homenagem a Santo Estêvão (Stefano, em italiano), mártir do cristianismo.
(5) Anátema: reprovação enérgica, sentença de maldição que expulsa da Igreja, excomunhão.

A leitura do soneto revela que o poeta seguiu o preceito parnasiano de só fazer rimar em seus versos palavras pertencentes a classes gramaticais diferentes, como se observa, por exemplo, nas palavras que encerram os quatro versos da primeira quadra, que rimam conforme o esquema ABBA. Consideradas em sua sequência do primeiro ao quarto verso, tais palavras surgem, respectivamente, como
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1325656
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Tome por base um poema de Luís Delfino (1834-1910) e a reprodução de um mosaico da Catedral de Monreale.
Jesus Pantocrátor!$ ^1 !$
Há na Itália, em Palermo, ou pouco ao pé, na igreja
De Monreale, feita em mosaico, a divina
Figura de Jesus Pantocrátor: domina
Aquela face austera, aquele olhar troveja.
Não: aquela cabeça é de um Deus, não se inclina.
À árida pupila a doce, a benfazeja
Lágrima falta, e o peito enorme não arqueja
À dor. Fê-lo tremendo a ficção bizantina!$ ^2 !$.
Este criou o inferno, e o espetáculo hediondo
Que há nos frescos!$ ^3 !$ de Santo Stefano Rotondo!$ ^4 !$;
Este do mundo antigo espedaçado assoma...
Este não redimiu; não foi à Cruz: olhai-o:
Tem o anátema!$ ^5 !$ à boca, às duas mãos o raio,
E em vez do espinho à fronte as três coroas de Roma.
(Luís Delfino. Rosas negras, 1938.)
(1) Pantocrátor: que tudo rege, que governa tudo.
(2) Bizantina: referente ao Império Romano do Oriente (330- 1453 d.C.) e às manifestações culturais desse império.
(3) Fresco: o mesmo que afresco, pintura mural que resulta da aplicação de cores diluídas em água sobre um revestimento ainda fresco de argamassa, para facilitar a absorção da tinta.
(4) Santo Stefano Rotondo: igreja erigida por volta de 460 d.C., em Roma, em homenagem a Santo Estêvão (Stefano, em italiano), mártir do cristianismo.
(5) Anátema: reprovação enérgica, sentença de maldição que expulsa da Igreja, excomunhão.

Neste soneto de Luís Delfino ocorre uma espécie de diálogo entre o texto poético e uma impressionante figura de Jesus Cristo Pantocrátor, com 7 m de altura e largura de 13,30 m, criada por mestres especializados na técnica bizantina do mosaico, na abside da catedral de Monreale, construída entre 1172 e 1189. A figura de Cristo Pantocrátor, feita em mosaicos policromos e dourados, pode ser vista ainda hoje na mesma cidade e igreja mencionadas na primeira estrofe. Colocando-se diante dessa representação de Cristo, o eu lírico do soneto
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1309098
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto SOLER
Orgão: Pref. Itaquaquecetuba-SP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto SOLER
Orgão: Pref. Itaquaquecetuba-SP
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Sobre Rubem Braga, é correto afirmar que:
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O nacionalismo, como apego de um grupo a seu território e a seus valores, não é uma invenção do século XIX. Ele sempre existiu sob a forma de patriotismo. Mas foi no século XIX que o nacionalismo adquiriu a força de um conceito e, por uma coincidência histórica, foi naquele momento que os povos latino-americanos o acolheram. A conquista da independência pelos países latino-americanos coincidiu com o Romantismo literário.
(PERRONE-MOISÉS, Leyla. Vira e mexe, Nacionalismo: paradoxos do nacionalismo literário. São Paulo: Companhia das letras, 2007.)
Considerando-se a relação Nacionalismo !$ \times !$ Romantismo, marque a afirmativa correta.
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O sedutor médio
Vamos juntar
Nossas rendas e
expectativas de vida
querida,
o que me dizes?
Ter 2, 3 filhos
e ser meio felizes?
VERISSIMO, L. F. Poesia numa hora dessas?! Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
No poema O sedutor médio, é possível reconhecer a presença de posições críticas
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INSTRUÇÃO: Leia o poema Veio um vento e responda à questão.
Veio um vento
de tendências contraditórias
e revirou o que era deslocável
e estava pelas ruas
Foram para o espaço
folhas secas e papéis
Papéis e folhas secas
voltaram para o chão
de tendências contraditórias
e revirou o que era deslocável
e estava pelas ruas
Foram para o espaço
folhas secas e papéis
Papéis e folhas secas
voltaram para o chão
Os cães perderam o rumo
perseguidos pela fúria
dos galhos impelidos
mas
eis que todos retornam
e agora são os galhos
pelos cães perseguidos
perseguidos pela fúria
dos galhos impelidos
mas
eis que todos retornam
e agora são os galhos
pelos cães perseguidos
E caíram frutas maduras
e verdes frutas caíram
Os raros transeuntes debandaram
uns carros queriam chegar... a cem por hora
Os pássaros não se governavam
As janelas batiam palmas
e as almas entravam por elas!
O mundo iria acabar?
e verdes frutas caíram
Os raros transeuntes debandaram
uns carros queriam chegar... a cem por hora
Os pássaros não se governavam
As janelas batiam palmas
e as almas entravam por elas!
O mundo iria acabar?
(PERSONA, Lucinda Nogueira. Por imenso gosto. São Paulo: Massao Ohno, 1995.)
A poesia brasileira contemporânea organiza-se em algumas linhas de força, considerando-se os aspectos formais ou temáticos em que centra foco. Sobre o poema de Lucinda Persona, pode-se afirmar:
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INSTRUÇÃO: Leia o excerto abaixo e responda à questão.
Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica, mórbida e obscura tendo como contra tom o baixo grosso da dor. Alegro com brio. Tentarei tirar ouro do carvão. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.
É. Parece que estou mudando o modo de escrever. Mas acontece que só escrevo o que quero, não sou um profissional – e preciso falar dessa nordestina senão sufoco. Ela me acusa e o meio de me defender é escrever sobre ela. Escrevo em traços vivos e ríspidos de pintura. Estarei lidando com fatos como se fossem as irremediáveis pedras de que falei. Embora queira que para me animar sinos badalem enquanto adivinho a realidade. E que anjos esvoacem em vespas transparentes em torno de minha cabeça quente porque esta quer se transformar em objeto-coisa, é mais fácil.
(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.)
No conjunto da obra de Clarice Lispector, têm centralidade as personagens femininas.
No caso de A hora da estrela, pode-se dizer que Macabea revela
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Ai, palavras, ai, palavras
que estranha potência a vossa!
Todo o sentido da vida
principia a vossa porta:
o mel do amor cristaliza
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois a audácia,
calúnia, fúria, derrota...
A liberdade das almas,
ai! Com letras se elabora...
E dos venenos humanos
sois a mais fina retorta:
frágil, frágil, como o vidro
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam...
MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985 (fragmento).
O fragmento destacado foi transcrito do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. Centralizada no episódio histórico da Inconfidência Mineira, a obra, no entanto, elabora uma reflexão mais ampla sobre a seguinte relação entre o homem e a linguagem:
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O trovador
Sentimentos em mim do asperamente
dos homens das primeiras eras...
As primaveras do sarcasmo
intermitentemente no meu coração arlequinal...
Intermitentemente...
Outras vezes é um doente, um frio
na minha alma doente como um longo som redondo...
Cantabona! Cantabona!
Dlorom...
Sou um tupi tangendo um alaúde!
ANDRADE, M. In: MANFIO, D. Z. (Org.) Poesias completas de Mário de Andrade.
Belo Horizonte: Itatiaia, 2005.
Cara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de Andrade. Em O trovador, esse aspecto é
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Cadernos
Caderno Container