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TEXTO I
A canção do africano
Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...
De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia-voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez p’ra não o escutar!
“Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem.”
ALVES, C. Poesias completas. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995 (fragmento)
TEXTO II
No caso da Literatura Brasileira, se é verdade que prevalecem as reformas radicais, elas têm acontecido mais no âmbito de movimentos literários do que de gerações literárias. A poesia de Castro Alves em relação à de Gonçalves Dias não é a de negação radical, mas de superação, dentro do mesmo espírito romântico.
MELO NETO, J. C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003 (fragmento).
O fragmento do poema de Castro Alves exemplifica a afirmação de João Cabral de Melo Neto porque
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1341386
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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A expressão geração de 45 é usada para designar um grupo de poetas que rejeitaram os “excessos” modernistas – o poema- piada, o desleixo formal, as brincadeiras poéticas – e resolveram fazer uma poesia com maior rigor formal, revalorizando o cuidado com a linguagem e propondo uma expressão poética mais disciplinada.
Dos movimentos poéticos surgidos no Pós- Modernismo, um deles provocou intensa polêmica – o Concretismo. [...] Decretando o fim do verso e abolindo a sintaxe tradicional, os concretistas procuraram elaborar novas formas de comunicação poética, mais ligadas ao visual e à sonoridade das palavras [...].
Mas nem tudo foi experimentação nesse período. Houve também poetas que se preocuparam em criar uma forma de expressão mais comunicativa, retomando a linguagem discursiva, num estilo simples e direto, para tratar do cotidiano do homem brasileiro e das injustiças sociais (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano, em Português – Literatura – Gramática e Redação).
Dados os versos abaixo,
I. “O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada em arquivos” (Ferreira Gullar)
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada em arquivos” (Ferreira Gullar)
II. “Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
um pouco de sombra, apenas,
– vê que nem te peço ilusão” (Cecília Meireles)
que as nuvens transportam por cima do dia!
um pouco de sombra, apenas,
– vê que nem te peço ilusão” (Cecília Meireles)
III. “Distante do meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento” (Vinícius de Moraes)
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento” (Vinícius de Moraes)
IV.“Operário do canto, me apresento
sem marca ou cicatriz, limpas as mãos,
minha alma limpa, a face descoberta,
aberto o peito, e – expresso o documento –
a palavra conforme o pensamento” (Geir Campos)
sem marca ou cicatriz, limpas as mãos,
minha alma limpa, a face descoberta,
aberto o peito, e – expresso o documento –
a palavra conforme o pensamento” (Geir Campos)
verifica-se que são exemplos dessa poesia, denominada poesia social, os versos do(s) item(ns)
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1341263
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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Quando a televisão ainda não existia, as novelas já apaixonavam o grande público através do rádio. E se voltarmos um pouco no tempo até mais ou menos o século XIX, vamos encontrá-las, também, sempre no auge da preferência popular. Para o público desse século, que obviamente não tinha rádio nem televisão, era por intermédio da palavra escrita que contavam histórias. Os jornais da época incluíam (numa seção diária) o “folhetim”, onde se apresentavam histórias fictícias, seguidas pelos leitores com o mesmo interesse dado atualmente pelos telespectadores às novelas preferidas. Com o tempo, o termo “folhetim” passou a designar estas mesmas histórias que, depois, vieram a ser chamadas de “romances” [...]. [...] são muitas as semelhanças entre o folhetim e o romance do início do século XIX e boa parte das telenovelas: em ambos encontramos rapazes elegantes e esforçados; jovens belas e solitárias; homens e mulheres cruéis que querem impedir a união das personagens centrais; figuras simpáticas que auxiliam o mocinho e a mocinha; tudo isso temperado com emoção, aventura e mistério, até que cheguemos a um final (geralmente) feliz (Carlos Faraco e outros, em Literatura: autores e época).
Contextualizando no século XIX e com as características mencionadas no texto acima, qual a única opção que apresenta um romance e o movimento literário descritos, respectivamente?
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1341100
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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José de Alencar e Gonçalves Dias são os dois principais autores do indianismo romântico brasileiro, situado cronologicamente no século XIX. Dadas as proposições seguintes,
I. José de Alencar se consagra como o primeiro grande romancista brasileiro. Em suas obras indianistas, entre as quais merecem destaque O Guarani e Senhora, predominam a idealização do índio e a valorização da relação amorosa.
II. Gonçalves Dias elabora diversos poemas em que os índios são representados como fortes guerreiros, como ocorre em “Deprecação” e “O Canto do Piaga”, entre outros.
III. Alencar elaborou, em suas narrativas indianistas, uma imagem romântica do índio nas quais há uma associação entre os traços fisionômicos dessa personagem e elementos da fauna e da flora brasileiras, ambas celebradas como exemplos de perfeição e beleza.
IV. O maranhense Gonçalves Dias é um consagrado romancista, cuja obra principal é Juca Pirama; já o cearense José de Alencar se notabilizou por seus poemas narrativos de dimensões épicas, como Macunaíma, publicado em 1928.
verifica-se que está(ão) correta(s)
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1341091
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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Neste ano, comemoramos o centenário de nascimento do escritor Jorge Amado, cuja obra engloba:
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1341019
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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Reagindo contra a linguagem rebuscada e as preocupações religiosas do movimento anterior, surge no século XVIII um novo estilo poético [...]. Recriando em seus textos as paisagens campestres de outras épocas, com pastoras e pastores levando uma vida agradável e amorosa, os poetas cantam os prazeres da vida. [...] Rejeitaram a linguagem complexa e buscaram inspiração na Antiguidade (grega e romana). [...] Adotaram como lema o carpe diem, o locus amenus, o áurea mediocritas e o fugere urbem (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano, em Português – Literatura – Gramática e Redação).
Com tais características estamos falando do movimento que, no Brasil, teve como principais representantes e
Assinale a opção que preenche correta e respectivamente as lacunas acima.
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1340994
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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“A Renascença, fruto maduro da cultura urbana em alguns centros italianos desde o princípio do século XV, foi assumindo configurações especiais à medida que penetrava em nações ainda marcadas por uma poderosa presença do espírito medieval. No caso português e espanhol, os descobrimentos marítimos levaram ao ápice uma concepção triunfalista e messiânica da Coroa e da nobreza (rural e mercantil), concepção mais próxima de certos ideais césaro-papistas da alta Idade Média que da doutrina do príncipe burguês de Maquiavel. E durante todo o século XVI vincaram à cultura ibérica fortes traços arcaizantes que a Contra-Reforma, a Companhia de Jesus e o malogro de Alcácer-Quibir viriam carregar ainda mais [...] É de se esperar que os recursos dessa visão do mundo sejam, na poesia, as figuras: [...] sintáticas (elipse, inversão, anacoluto, silepse) e sobretudo semânticas (metáfora, metonímia, sinédoque, antítese, clímax...), enfim todos os processos que organizaram a linguagem comum em função de uma nova realidade: a obra, o texto, a composição”
(Alfredo Bosi, em História concisa da Literatura Brasileira).
Nesse período, com essas características aparecia no Brasil as primeiras manifestações do movimento denominado de , do qual são representantes .
Qual a opção que preenche corretamente as lacunas acima?
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1340773
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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Acerca do movimento denominado Parnasianismo, pode-se dizer que
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1340338
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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"No descomeço era o verbo.
Só depois é que o veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função do verbo
ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos –
o verbo tem que pegar delírio” (Manoel de Barros em O livro das ignorãnças).
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função do verbo
ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos –
o verbo tem que pegar delírio” (Manoel de Barros em O livro das ignorãnças).
Na poesia, duas constantes: o aprofundamento da reflexão sobre a realidade e a busca de novas formas de expressão. Mantendo a tradição discursiva, temos a permanência de nomes consagrados [...] ao lado de novos poetas que procuram aparar as arestas em suas produções.
Verifica-se ainda a permanência da poesia concreta. O aproveitamento dos espaços em branco na folha de papel e dos recursos gráficos, a sonoridade das palavras, as relações entre significado e significante continuam a desafiar tanto poetas consagrados quanto jovens talentos.
Deve-se salientar, ainda, a importância da poesia marginal que se desenvolve fora dos grandes esquemas industriais e comerciais de produção de livro (José de Nicola, em Português – Ensino Médio).
A tendência literária a que se refere o texto de Nicola e da qual é exemplo o poema de João de Barros é
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1339984
Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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O poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002) é autor do poema abaixo, intitulado “No meio do caminho”, que pode ser associado
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
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