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182098 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Considerando as situações amorosas que se mostram no romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antonio de Almeida, é correto afirmar que

 

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182097 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Nem este meu supercivilizado amigo compreendia que longe de armazéns servidos por três mil caixeiros; e de mercados onde se despejam vergéis e lezírias de trinta províncias; e de bancos em que retine o ouro universal, e de fábricas fumegando com ânsia, inventando com ânsia; e de bibliotecas abarrotadas, a estalar, com a papelada dos séculos; e de fundas milhas de ruas, cortadas, por baixo e por cima, de fios de telégrafos, de fios de telefones, de canos de gases, de canos de fezes; e da fila atroante dos ônibus, tramways, carroças, velocípedes, calhambeques, parelhas de luxo; e de dois milhões de uma vaga humanidade, fervilhando, a ofegar, através da Polícia, na busca dura do pão ou sob a ilusão do gozo – o homem do século XIX pudesse saborear, plenamente, a delícia de viver.

O trecho acima é do romance A Cidade e as Serras, escrito por Eça de Queirós e publicado em 1901. O amigo a que se refere o texto é

 

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2529735 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Analise os poemas 1 e 2, para resolução da questão.
Poema 1
O Laço de fita
Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!
Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepita!
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
ALVES, Castro. Espumas Flutuantes.São Paulo: Ática, 2002.
Poema 2
Namorados
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
Ao analisar as questões estruturais que compõem os dois poemas, encontramos no poema 1: 8 , com versos e o esquema de rimas é ; já o poema 2, possui 12 versos com métrica
As classificações que preenchem corretamente, e respectivamente, as lacunas do período acima são:
Questão Anulada

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1459677 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: REIS & REIS
Orgão: Pref. Cascalho Rico-MG
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Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade para responder à questão 36.

MÃOS DADAS

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.

O Realismo e o Naturalismo, estilos de época contemporâneos na literatura brasileira, têm características que os aproximam e características que os distinguem. Das opções abaixo, há uma que não é verdadeira. Isso ocorre em:

Questão Anulada

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1106142 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: IF-BA


O “Adeus” de Teresa

A vez primeira que eu fitei Teresa,

Como as plantas que arrasta a correnteza,

A valsa nos levou nos giros seus

E amamos juntos E depois na sala

“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala


E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”


Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .

E da alcova saía um cavaleiro

Inda beijando uma mulher sem véus

Era eu Era a pálida Teresa!

“Adeus” lhe disse conservando-a presa


E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”


Passaram tempos sec’los de delírio

Prazeres divinais gozos do Empíreo

...Mas um dia volvi aos lares meus.

Partindo eu disse - “Voltarei! descansa!. . .

Ela, chorando mais que uma criança,


Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

Quando voltei era o palácio em festa!

E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

Preenchiam de amor o azul dos céus.

Entrei! Ela me olhou branca surpresa!

Foi a última vez que eu vi Teresa!


E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”

Castro Alves.


Teresa

A primeira vez que vi Teresa

Achei que ela tinha pernas estúpidas

Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo

Achei que os olhos eram muito mais velhos que o

resto do corpo

(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando

que o resto do corpo nascesse)

Da terceira vez não vi mais nada

Os céus se misturaram com a terra

E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face

das águas.

Manuel Bandeira

Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito do poema “O ‘Adeus’ de Teresa”.
Questão Anulada

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Considere o excerto abaixo, e responda a questão.

 

Na Europa a realidade precedeu o nome. América, pelo contrário, começou por ser uma ideia. Vitória do nominalismo; o nome engendrou a realidade. O continente americano ainda não havia sido inteiramente descoberto e já fora batizado. O nome que nos deram nos condenou a ser um mundo novo. Terra de eleição do futuro: antes de ser, a América já sabia como iria ser. Mal se transplantou para as nossas terras o emigrante europeu já perdia a sua realidade histórica: deixava de ter passado e convertia-se em um projétil de futuro. Durante mais de três séculos a palavra americano designou um homem que não se definia pelo que fizera e sim pelo que faria. Um ser que não tem passado, que não tem mais do que futuro, é um ser de pouca realidade. Americanos: homens de pouca realidade, homens de pouco peso. Nosso nome nos condenava a ser o projeto histórico de uma consciência alheia: a europeia.

PAZ, Octavio. Signos em rotação. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. 3ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1996, p. 127. 

 

Considerando a representação dessa “consciência alheia” na literatura brasileira e as investidas na construção de uma identidade nacional, assinale a opção correta.

 

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Considere a coletânea de excertos abaixo, cujas referências foram intencionalmente omitidas.

 

[...] à mercê de um doce resfolegar, os desejos se agitavam entre seus seios; seu pezinho bem à mostra, suas tranças dobradas ao colo, seus lábios entreabertos e como por costume amoldados àquele sorrir cheio de malícia e de encanto que já lhe conhecemos e, finalmente, suas pálpebras cerradas e coroadas por bastos e negros supercílios, a tornavam mais feiticeira do que nunca.

 

Em plena florescência de mocidade e saúde, a extraordinária mulher [...] encobria os músculos de aço sob as formas esbeltas e graciosas das morenas moças do sertão. Trazia a cabeça sempre velada por um manto de algodãozinho, cujas ourelas prendia aos alvos dentes, como se, por um requinte de casquilhice, cuidasse com meticuloso interesse de preservar o rosto dos raios do sol e da poeira corrosiva, a evolar em nuvens espessas do solo adusto, donde ao tênue borrifo de chuvas fecundantes, surgiam, por encanto, alfombras de relva virente e flores odorosas.

 

O que mais atrai nela são os beiços, curtos, bastante largos, sempre encarnados. E inda bem que sabem rir: entremostram apenas os dentinhos dum amarelo sadio mas sem frescor. Olhos castanhos, pouco fundos. Se abrem grandes, muito claros, verdadeiramente sem expressão. Por isso duma calma quase religiosa, puros. Que cabelos mudáveis! Ora louros, ora sombrios, dum pardo em fogo interior. Ela tem esse jeito de os arranjar, que estão sempre pedindo arranjo outra vez.

 

Ela não era feia; amorenada, com os seus traços acanhados, o narizinho mal feito, mas galante, não muito baixa nem muito magra e a sua aparência de bondade passiva, de indolência de corpo, de ideia e de sentidos – era até um bom tipo das meninas a que os namorados chamam – “bonitinhas”. O seu traço de beleza dominante, porém, eram seus cabelos: uns bastos cabelos castanhos, com tons de ouro, sedosos até ao olhar.

 

Com relação aos estilos de época na literatura brasileira, os textos, respectivamente, pertencem ao

 

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Considere o excerto abaixo.

 

O nosso Modernismo importa essencialmente em sua fase heroica, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Este sentimento de triunfo que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.

 

CANDIDO, Antônio. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. São Paulo: Editora Nacional, 1967. p. 140-141.

 

Os recalques históricos, sociais e étnicos e a subserviência a Portugal começam a ser libertados a partir da construção de uma identidade nacional que se inicia no Romantismo e eclode na fase heroica do Modernismo. O exemplo de uma obra síntese desse triunfo é

 

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Tendo em vista a periodização da Literatura Brasileira, assinale a opção correta.

 

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Considere o excerto abaixo para responder a questão.

 

O cruzamento do português com o índio teria dado, porém, resultados díspares, conforme o meio em que (1º) se fez: mais feliz no Sul, onde (2°) o clima regular, o solo, em geral fértil, e a direção dos rios propiciaram a livre expansão do indivíduo — o bandeirante, o peão; menos feliz no Nordeste, onde (3°) os contrastes violentos de seca e chuva e as vastas extensões semiáridas foram responsáveis pela constituição instável do sertanejo e pelo seu ritmo de vida carente de equilíbrio.

 

BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Cia das Letras, 2008, p. 211. 33.

 

A imagem do sertanejo instável apresentada no excerto é construída em

 

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