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2096827 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Texto 2A2-I

O termo “refugiado ambiental” é utilizado para se referir às pessoas que fogem de onde vivem, em razão de problemas como seca, erosão dos solos, desertificação, inundações, desmatamento, mudanças climáticas, entre outros. A migração causada por eventos climáticos não é nova, mas tende a intensificar-se. O tema é bastante atual, mas, na obra Vidas Secas, o escritor Graciliano Ramos já tratava, embora com outras palavras, dos refugiados do clima do semiárido brasileiro.

Vidas Secas não é um romance de seca, no entanto. A centralidade dessa obra literária está em um “ano bom”, ou seja, um ano de chuvas na caatinga. O sétimo capítulo, localizado bem no centro da obra, composta por 13 capítulos, é intitulado “Inverno”, o que remete ao período de chuvas na região. Essa visão contraria certa leitura superficial da obra.

Graciliano Ramos acreditava em um mundo com mais justiça social e menos desigualdades no Nordeste, para o que era necessário transformar o modelo de sociedade extremamente perverso que caracterizava as relações sociais no meio rural.

Ao mostrar a vida da uma família de sertanejos durante um ano de “inverno”, com relativa segurança e estabilidade, o escritor alagoano questionou as relações sociais excludentes e tensivas, que impediam essa família de viver com mais estabilidade no Nordeste brasileiro.

Na obra, quando a família ocupou uma fazenda abandonada, no fim de uma seca, o vaqueiro parecia satisfeito.

Mas suas esperanças esmoreceram, pois as chuvas vieram e, com elas, também o proprietário da fazenda, sob o domínio do qual o vaqueiro passou a viver, sendo humilhado, enganado, animalizado.

Somente com muita insistência, Fabiano conseguiu ficar trabalhando ali como vaqueiro. Moraria com a família pouco “mais de um ano” numa “casa velha” da fazenda.

Para o escritor de Vidas Secas, a opressão à família de Fabiano era causada por questões sociais, não pela seca. Caso tivesse acesso à terra e à água, a família conseguiria obter o sustento, como resultado do seu esforço e trabalho.

A condição climática natural da caatinga era instrumentalizada pelos latifundiários para a exploração de uma população extremamente vulnerável à seca, como era o caso da família de Fabiano e sinhá Vitória.

A concentração fundiária era, e continua sendo, uma das formas mais perversas de impedir a autonomia dos pequenos produtores rurais do semiárido brasileiro. O romance denuncia a realidade social dos sertanejos pobres que viviam no Nordeste da época, cujo cotidiano era marcado pela opressão, humilhação, miséria, espoliação econômica e extremas privações, sobretudo nos períodos de seca.

Internet: <https://www.letrasambientais.org.br> (com adaptações).

Com relação às ideias do texto 2A2-I, julgue o item seguinte.

Infere-se do texto que o tipo de migração vivida pelos personagens do romance de Graciliano Ramos é observado no contexto atual e tende a tornar-se mais comum com as mudanças climáticas.

 

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2096665 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
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Texto 2A2-I

O termo “refugiado ambiental” é utilizado para se referir às pessoas que fogem de onde vivem, em razão de problemas como seca, erosão dos solos, desertificação, inundações, desmatamento, mudanças climáticas, entre outros. A migração causada por eventos climáticos não é nova, mas tende a intensificar-se. O tema é bastante atual, mas, na obra Vidas Secas, o escritor Graciliano Ramos já tratava, embora com outras palavras, dos refugiados do clima do semiárido brasileiro.

Vidas Secas não é um romance de seca, no entanto. A centralidade dessa obra literária está em um “ano bom”, ou seja, um ano de chuvas na caatinga. O sétimo capítulo, localizado bem no centro da obra, composta por 13 capítulos, é intitulado “Inverno”, o que remete ao período de chuvas na região. Essa visão contraria certa leitura superficial da obra.

Graciliano Ramos acreditava em um mundo com mais justiça social e menos desigualdades no Nordeste, para o que era necessário transformar o modelo de sociedade extremamente perverso que caracterizava as relações sociais no meio rural.

Ao mostrar a vida da uma família de sertanejos durante um ano de “inverno”, com relativa segurança e estabilidade, o escritor alagoano questionou as relações sociais excludentes e tensivas, que impediam essa família de viver com mais estabilidade no Nordeste brasileiro.

Na obra, quando a família ocupou uma fazenda abandonada, no fim de uma seca, o vaqueiro parecia satisfeito.

Mas suas esperanças esmoreceram, pois as chuvas vieram e, com elas, também o proprietário da fazenda, sob o domínio do qual o vaqueiro passou a viver, sendo humilhado, enganado, animalizado.

Somente com muita insistência, Fabiano conseguiu ficar trabalhando ali como vaqueiro. Moraria com a família pouco “mais de um ano” numa “casa velha” da fazenda.

Para o escritor de Vidas Secas, a opressão à família de Fabiano era causada por questões sociais, não pela seca. Caso tivesse acesso à terra e à água, a família conseguiria obter o sustento, como resultado do seu esforço e trabalho.

A condição climática natural da caatinga era instrumentalizada pelos latifundiários para a exploração de uma população extremamente vulnerável à seca, como era o caso da família de Fabiano e sinhá Vitória.

A concentração fundiária era, e continua sendo, uma das formas mais perversas de impedir a autonomia dos pequenos produtores rurais do semiárido brasileiro. O romance denuncia a realidade social dos sertanejos pobres que viviam no Nordeste da época, cujo cotidiano era marcado pela opressão, humilhação, miséria, espoliação econômica e extremas privações, sobretudo nos períodos de seca.

Internet: <https://www.letrasambientais.org.br> (com adaptações).

Com relação às ideias do texto 2A2-I, julgue o item seguinte.

O autor do texto se propõe a presentar uma leitura que foge do lugar comum de interpretação do romance Vidas Secas.

 

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2095605 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cariacica-ES
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Para responder à questão, considere o Texto III abaixo.

TEXTO III

O BICHO

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa

Não examinava nem cheirava

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Por Manuel Bandeira

Considerando o Texto III, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras ou F, se falsas.

( ) No texto III, não há traços de subjetividade, apenas a descrição concreta de uma cena.

( ) O texto III, através do uso de recursos estilísticos, pode estimular a reflexão e a análise crítica de uma situação do cotidiano.

( ) O poema de Manuel Bandeira traz como tema a animalização do ser humano frente a problemas sociais como a fome.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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2092911 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Fátima Sul-MS

enunciado 1656877-1

O Batalhão das Letras, primeira obra de [...] voltada para o público infantil, foi publicada, originalmente, em 1948. Inovador, o livro apresenta o alfabeto enquanto ensina poesia, ora ressaltando as formas gráficas das letras, ora seus fonemas. Um singular abecedário poético, em que o autor brinca com as letras e as palavras de nossa língua, o livro traz vinte e oito estrofes que apresentam o alfabeto, suas formas gráficas e seus fonemas, sempre em associação aos objetos e ao ambiente do universo infantil.

Quem é o autor desta obra?

 

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2091467 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Máxima
Orgão: Pref. Lambari-MG

Perfeitos. Somos?

Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;

Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a

nossa verdadeira essência.

Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.

(Afinal, o que é ser belo?)

Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,

Entretanto, queremos nós mesmos definir e julgar o propósito do outro.

Falamos de amor, união e fraternidade,

Todavia, definimos aqueles que são “os escolhidos”;

Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemo-nos

De exercer a verdadeira gratidão.

Quanto mais religiosos nos tornamos, menos espirituais

Ficamos. Já por outro lado, quanto mais

Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,

E mais aptos ficamos para exercer o “servir ao outro”

Sem se justificar. Na busca pelo futuro promissor,

Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,

Oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.

Mas o que nos falta então?

Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,

Para o centro de nosso ser

E olhar para aquele que está à nossa frente

E perceber que não somos só,

Nem somos sós

Somos nós e os nossos entornos. Somos.

Volto a perguntar: “O que nos falta?”

Talvez um espelho

Um espelho que nos mostre que somos tão importantes

Quanto o outro, e não mais importantes do que o outro.

Outros de nós mesmos.

(MENDONÇA, Tulius – Entreatos – Páginas Editora)

Nos últimos versos, o poeta conclui:

 

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2090206 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsSA

“D. Carolina é o prazer em ebulição; se é inquieta e buliçosa, está em sê-lo a sua maior graça; aquele rosto moreno, vivo e delicado, aquele corpinho, ligeiro como a abelha, perderia metade do que vale, se não estivesse em contínua agitação. O beija-flor nunca se mostra tão belo como quando se pendura na mais tênue flor e voeja nos ares. D. Carolina é um beija-flor completo.”

MACEDO, J.M.de. A moreninha. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d. p.77.

A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é o primeiro romance do Romantismo brasileiro. Nessa passagem, evidenciam-se as seguintes características desse movimento:

 

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Texto V


Considere os dois fragmentos abaixo, retirados do poema “Morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
[...]


Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.

A linguagem simbólica é um importante constituinte do texto literário e a atenção a esse recurso, uma das premissas para a compreensão dos sentidos. Nos versos “O revólver da gaveta/ saltou para sua mão”, é importante destacar uma leitura na qual a prosopopeia, seja vista como:
 

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Em versificação, assinale a alternativa incorreta.
 

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Leia o texto e responda à questão.

SONETO

Pálida à luz da lâmpada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria

Pela maré das águas embalada!

Era um anjo entre nuvens d'alvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era a mais bela! Seio palpitando...

Negros olhos as pálpebras abrindo...

Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!

Por ti - as noites eu velei chorando,

Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

AZEVEDO, Álvares de. 1853. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/11434/soneto-palida-a-luz-da-lampada-sombria..

Quanto ao movimento literário ao qual pertenceu esse poema, assinale a alternativa correta.
 

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Leia o texto e responda à questão.

SONETO

Pálida à luz da lâmpada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria

Pela maré das águas embalada!

Era um anjo entre nuvens d'alvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era a mais bela! Seio palpitando...

Negros olhos as pálpebras abrindo...

Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!

Por ti - as noites eu velei chorando,

Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

AZEVEDO, Álvares de. 1853. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/11434/soneto-palida-a-luz-da-lampada-sombria..

O texto é um poema do tipo soneto. Quanto aos sonetos na literatura brasileira, assinale a alternativa que melhor descreve os usos desse tipo de poema.
 

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