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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
Texto 2A2-I
O termo “refugiado ambiental” é utilizado para se referir às pessoas que fogem de onde vivem, em razão de problemas como seca, erosão dos solos, desertificação, inundações, desmatamento, mudanças climáticas, entre outros. A migração causada por eventos climáticos não é nova, mas tende a intensificar-se. O tema é bastante atual, mas, na obra Vidas Secas, o escritor Graciliano Ramos já tratava, embora com outras palavras, dos refugiados do clima do semiárido brasileiro.
Vidas Secas não é um romance de seca, no entanto. A centralidade dessa obra literária está em um “ano bom”, ou seja, um ano de chuvas na caatinga. O sétimo capítulo, localizado bem no centro da obra, composta por 13 capítulos, é intitulado “Inverno”, o que remete ao período de chuvas na região. Essa visão contraria certa leitura superficial da obra.
Graciliano Ramos acreditava em um mundo com mais justiça social e menos desigualdades no Nordeste, para o que era necessário transformar o modelo de sociedade extremamente perverso que caracterizava as relações sociais no meio rural.
Ao mostrar a vida da uma família de sertanejos durante um ano de “inverno”, com relativa segurança e estabilidade, o escritor alagoano questionou as relações sociais excludentes e tensivas, que impediam essa família de viver com mais estabilidade no Nordeste brasileiro.
Na obra, quando a família ocupou uma fazenda abandonada, no fim de uma seca, o vaqueiro parecia satisfeito.
Mas suas esperanças esmoreceram, pois as chuvas vieram e, com elas, também o proprietário da fazenda, sob o domínio do qual o vaqueiro passou a viver, sendo humilhado, enganado, animalizado.
Somente com muita insistência, Fabiano conseguiu ficar trabalhando ali como vaqueiro. Moraria com a família pouco “mais de um ano” numa “casa velha” da fazenda.
Para o escritor de Vidas Secas, a opressão à família de Fabiano era causada por questões sociais, não pela seca. Caso tivesse acesso à terra e à água, a família conseguiria obter o sustento, como resultado do seu esforço e trabalho.
A condição climática natural da caatinga era instrumentalizada pelos latifundiários para a exploração de uma população extremamente vulnerável à seca, como era o caso da família de Fabiano e sinhá Vitória.
A concentração fundiária era, e continua sendo, uma das formas mais perversas de impedir a autonomia dos pequenos produtores rurais do semiárido brasileiro. O romance denuncia a realidade social dos sertanejos pobres que viviam no Nordeste da época, cujo cotidiano era marcado pela opressão, humilhação, miséria, espoliação econômica e extremas privações, sobretudo nos períodos de seca.
Internet: <https://www.letrasambientais.org.br> (com adaptações).
Com relação às ideias do texto 2A2-I, julgue o item seguinte.
Infere-se do texto que o tipo de migração vivida pelos personagens do romance de Graciliano Ramos é observado no contexto atual e tende a tornar-se mais comum com as mudanças climáticas.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CBM-AL
Texto 2A2-I
O termo “refugiado ambiental” é utilizado para se referir às pessoas que fogem de onde vivem, em razão de problemas como seca, erosão dos solos, desertificação, inundações, desmatamento, mudanças climáticas, entre outros. A migração causada por eventos climáticos não é nova, mas tende a intensificar-se. O tema é bastante atual, mas, na obra Vidas Secas, o escritor Graciliano Ramos já tratava, embora com outras palavras, dos refugiados do clima do semiárido brasileiro.
Vidas Secas não é um romance de seca, no entanto. A centralidade dessa obra literária está em um “ano bom”, ou seja, um ano de chuvas na caatinga. O sétimo capítulo, localizado bem no centro da obra, composta por 13 capítulos, é intitulado “Inverno”, o que remete ao período de chuvas na região. Essa visão contraria certa leitura superficial da obra.
Graciliano Ramos acreditava em um mundo com mais justiça social e menos desigualdades no Nordeste, para o que era necessário transformar o modelo de sociedade extremamente perverso que caracterizava as relações sociais no meio rural.
Ao mostrar a vida da uma família de sertanejos durante um ano de “inverno”, com relativa segurança e estabilidade, o escritor alagoano questionou as relações sociais excludentes e tensivas, que impediam essa família de viver com mais estabilidade no Nordeste brasileiro.
Na obra, quando a família ocupou uma fazenda abandonada, no fim de uma seca, o vaqueiro parecia satisfeito.
Mas suas esperanças esmoreceram, pois as chuvas vieram e, com elas, também o proprietário da fazenda, sob o domínio do qual o vaqueiro passou a viver, sendo humilhado, enganado, animalizado.
Somente com muita insistência, Fabiano conseguiu ficar trabalhando ali como vaqueiro. Moraria com a família pouco “mais de um ano” numa “casa velha” da fazenda.
Para o escritor de Vidas Secas, a opressão à família de Fabiano era causada por questões sociais, não pela seca. Caso tivesse acesso à terra e à água, a família conseguiria obter o sustento, como resultado do seu esforço e trabalho.
A condição climática natural da caatinga era instrumentalizada pelos latifundiários para a exploração de uma população extremamente vulnerável à seca, como era o caso da família de Fabiano e sinhá Vitória.
A concentração fundiária era, e continua sendo, uma das formas mais perversas de impedir a autonomia dos pequenos produtores rurais do semiárido brasileiro. O romance denuncia a realidade social dos sertanejos pobres que viviam no Nordeste da época, cujo cotidiano era marcado pela opressão, humilhação, miséria, espoliação econômica e extremas privações, sobretudo nos períodos de seca.
Internet: <https://www.letrasambientais.org.br> (com adaptações).
Com relação às ideias do texto 2A2-I, julgue o item seguinte.
O autor do texto se propõe a presentar uma leitura que foge do lugar comum de interpretação do romance Vidas Secas.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cariacica-ES
Para responder à questão, considere o Texto III abaixo.
TEXTO III
O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa
Não examinava nem cheirava
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Por Manuel Bandeira
Considerando o Texto III, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras ou F, se falsas.
( ) No texto III, não há traços de subjetividade, apenas a descrição concreta de uma cena.
( ) O texto III, através do uso de recursos estilísticos, pode estimular a reflexão e a análise crítica de uma situação do cotidiano.
( ) O poema de Manuel Bandeira traz como tema a animalização do ser humano frente a problemas sociais como a fome.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Fátima Sul-MS

O Batalhão das Letras, primeira obra de [...] voltada para o público infantil, foi publicada, originalmente, em 1948. Inovador, o livro apresenta o alfabeto enquanto ensina poesia, ora ressaltando as formas gráficas das letras, ora seus fonemas. Um singular abecedário poético, em que o autor brinca com as letras e as palavras de nossa língua, o livro traz vinte e oito estrofes que apresentam o alfabeto, suas formas gráficas e seus fonemas, sempre em associação aos objetos e ao ambiente do universo infantil.
Quem é o autor desta obra?
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Máxima
Orgão: Pref. Lambari-MG
Perfeitos. Somos?
Não somos perfeitos, mas buscamos a perfeição nos outros;
Reiteramos “verdades absolutas”, mas nem mesmo sabemos interpretar a
nossa verdadeira essência.
Não somos belos o suficiente, e buscamos a beleza idealizada no outro.
(Afinal, o que é ser belo?)
Afirmamos a existência de um Deus onipotente, onipresente, onisciente,
Entretanto, queremos nós mesmos definir e julgar o propósito do outro.
Falamos de amor, união e fraternidade,
Todavia, definimos aqueles que são “os escolhidos”;
Chegamos a pronunciar “obrigado”, no entanto, esquecemo-nos
De exercer a verdadeira gratidão.
Quanto mais religiosos nos tornamos, menos espirituais
Ficamos. Já por outro lado, quanto mais
Espiritualidade buscamos, menos religiosidade queremos,
E mais aptos ficamos para exercer o “servir ao outro”
Sem se justificar. Na busca pelo futuro promissor,
Pela ciência a cada dia desvendando mistérios,
Oferecendo mais praticidade, revelando tudo o que nos falta.
Mas o que nos falta então?
Olhar para nós mesmos, bem para dentro de nós,
Para o centro de nosso ser
E olhar para aquele que está à nossa frente
E perceber que não somos só,
Nem somos sós
Somos nós e os nossos entornos. Somos.
Volto a perguntar: “O que nos falta?”
Talvez um espelho
Um espelho que nos mostre que somos tão importantes
Quanto o outro, e não mais importantes do que o outro.
Outros de nós mesmos.
(MENDONÇA, Tulius – Entreatos – Páginas Editora)
Nos últimos versos, o poeta conclui:
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“D. Carolina é o prazer em ebulição; se é inquieta e buliçosa, está em sê-lo a sua maior graça; aquele rosto moreno, vivo e delicado, aquele corpinho, ligeiro como a abelha, perderia metade do que vale, se não estivesse em contínua agitação. O beija-flor nunca se mostra tão belo como quando se pendura na mais tênue flor e voeja nos ares. D. Carolina é um beija-flor completo.”
MACEDO, J.M.de. A moreninha. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d. p.77.
A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é o primeiro romance do Romantismo brasileiro. Nessa passagem, evidenciam-se as seguintes características desse movimento:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. São Francisco Guaporé-RO
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OMNI
Orgão: Pref. Miguelópolis-SP
Leia o texto e responda à questão.
SONETO
Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era a mais bela! Seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
AZEVEDO, Álvares de. 1853. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/11434/soneto-palida-a-luz-da-lampada-sombria..
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OMNI
Orgão: Pref. Miguelópolis-SP
- Escolas LiteráriasModernismo
- Escolas LiteráriasParnasianismo
- Escolas LiteráriasQuinhentismo
- Escolas LiteráriasRealismo e Naturalismo
Leia o texto e responda à questão.
SONETO
Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era a mais bela! Seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
AZEVEDO, Álvares de. 1853. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/11434/soneto-palida-a-luz-da-lampada-sombria..
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Caderno Container