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PRONOMINAIS

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.

Oswald de Andrade

O poema acima faz parte da primeira geração modernista do Brasil. Assinale a alternativa que apresenta características da primeira geração modernista presentes no poema.

 

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A narrativa a seguir faz parte do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, leia com atenção para responder as questões 22 a 24.

CAPÍTULO XVI

- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa.

Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.

- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...

Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.

- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.

CAPÍTULO XVII

A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.

CAPÍTULO XVIII

- Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.

- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?

- Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?

- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.

Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.

- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?

- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...

Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?

- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...

- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.

Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.

- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.

- Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.

ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,2008.p.773-774.v.1.(Fragmento)

Das proposições abaixo, quais apresentam características do Realismo brasileiro:

I- Objetividade

II- Subjetividade

III- Idealização feminina

IV- Mal do século

V- Fim das idealizações: retratos de adultério, miséria e fracasso social

VI- Abordagem psicológica das personagens como composição da realidade que veem.

São características do Realismo brasileiro as proposições:

 

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A narrativa a seguir faz parte do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, leia com atenção para responder as questões 22 a 24.

CAPÍTULO XVI

- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa.

Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.

- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...

Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.

- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.

CAPÍTULO XVII

A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.

CAPÍTULO XVIII

- Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.

- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?

- Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?

- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.

Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.

- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?

- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...

Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?

- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...

- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.

Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.

- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.

- Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.

ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,2008.p.773-774.v.1.(Fragmento)

Considerando o texto, analise as proposições abaixo, levando em conta as características da obra do autor e o período em que foi escrito.

I- Em pleno vigor da estética Realista, Joaquim Maria Machado de Assis utilizou, dentre outros temas, e por mais de uma vez, o da loucura, valendo-se da ironia, da análise tragicômica e psicológica das personagens.

II- Machado de Assis criticou vários valores burgueses por meio de ironias e metalinguagens. Precedendo não só o próprio realismo, instaurou o realismo psicológico, claramente visto em seus romances por fazer diálogos diretos com o leitor e também por conta de pensamentos pontuais que surgem ao longo da narrativa.

III- Na obra de Machado de Assis, os personagens envolvidos na trama apresentam complexidade psicológica, são personagens esféricos e o narrador dialoga com o leitor, permitindo a este fazer reflexões sobre a obra.

IV- Na maioria dos textos machadianos, o narrador torna-se o centro do eixo narrativo e, portanto, a linearidade do enredo dissolve-se.

É ou são verdadeira(s).

 

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CAPÍTULO XVI

- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa.

Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.

- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...

Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.

- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.

CAPÍTULO XVII

A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.

CAPÍTULO XVIII

- Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.

- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?

- Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?

- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.

Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.

- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?

- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...

Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?

- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...

- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.

Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.

- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.

- Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.

ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,2008.p.773-774.v.1.(Fragmento)

Considerando o texto, analise as proposições abaixo, colocando ( V) para o que for verdadeiro e ( F ) para o que for falso:

( ) Rubião era um homem interesseiro, materialista e frio, pouco apegado a sentimentos.

( ) Rubião se mostra aflito por não encontrar Quincas Borba de imediato e teme que algo lhe tenha acontecido.

( ) A palidez de Rubião enquanto dialoga com a comadre representa um enorme medo de que o cão não estivesse mais ali,motivo pelo qual perderia o direito à herança.

( ) Rubião demonstra sentimento de culpa por ter abandonado Quincas Borba.

( ) Quincas Borba se emociona com a volta de Rubião, depois do abandono, numa reação de verdadeiro delírio . Rubião, por sua vez, também demonstra alegria por encontrar o cão vivo, mas só porque esse fato garantiria sua herança.

( ) Há uma profunda ironia nas palavras do autor ao produzir o diálogo final entre a comadre e Rubião.

A sequência correta de cima para baixo é :

 

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Leia o poema abaixo para responder a questão 18:

ROMPE O POETA COM A PRIMEIRA IMPACIÊNCIA QUERENDO DECLARAR-SE E TEMENDO PERDER POR OUSADO

Anjo no nome, Angélica na cara,

Isso é ser flor, e Anjo juntamente,

Se Angélica flor, e Anjo florente,

Em quem, senão em vós se uniformara?

Quem veria uma flor, que a não cortara

De verde pé, de rama florescente?

E quem um Anjo vira tão luzente,

Que por seu Deus, o não idolatrara?

Se como Anjo dos meus altares,

Fôreis o meu custódio, e minha guarda,

Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,

Posto que os Anjos nunca dão pesares,

Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. Seleção, introdução e notas de José Miguel Wisnik.13 ed. São Paulo: Cultrix,1997.p.200

Considerando o poema acima, analise as proposições abaixo como ( V) verdadeiras ou ( F ) falsa.

( ) A figura feminina presente no soneto é vista pelo eu lírico como “anjo” e “flor” ao mesmo tempo.

( ) A metáfora anjo remete à perspectiva imaterial da figura feminina, ao passo que flor se associa à dimensão material. Anjo e flor representam alma e corpo, espiritualidade e sensualidade, respectivamente.

( ) No verso “Sois anjo, que me tenta, e não me guarda” há um paradoxo.

( ) O soneto transcrito revela muito do estilo cultista adotado por Gregório em suas composições. Desenvolve-se por meio do jogo de palavras e imagens: “Ângela” = “Angélica” = “Anjo”, “flor” = “florente”. Gregório segue uma tradição explorada por Shakespeare e Camões ao comparar a beleza da mulher à natureza.

( ) O poeta trabalha com duas entidades – flor e anjo – que se irmanam pela beleza, mas que se distanciam pela duração. A flor significa brevidade, enquanto que o anjo é ser eterno. Essa duplicidade emerge do nome da mulher amada, cuja beleza indiscutível lança o poeta em tensão.

( ) A última estrofe começa com a conjunção adversativa ´´Mas" dando prosseguimento ao raciocínio da estrofe anterior, deixando clara a contradição que há na condição de sua amada.

( ) O soneto que se inicia com a louvação de uma beleza angelical, encerra-se como advertência contra uma tentação demoníaca..

A sequência correta de cima para baixo é:

 

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Leia uma passagem de um sermão de Padre Antônio Vieira: “O Sermão da Sexagésima”:

Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? Um estilo tão empeçado, um estilo tão dificultoso, um estilo tão afectado, um estilo tão encontrado a toda a arte e a toda a natureza? Boa razão é também esta. O estilo há-de ser muito fácil e muito natural. Por isso Cristo comparou o pregar ao semear: Exiit, qui seminat, seminare. Compara Cristo o pregar ao semear, porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte.

[...]

Já que falo contra os estilos modernos, quero alegar por mim o estilo do mais antigo pregador que houve no Mundo. E qual foi ele? – O mais antigo pregador que houve no Mundo foi o céu. [...] Suposto que o céu é pregador, deve de ter sermões e deve de ter: palavras.[...] E quais são estes sermões e estas palavras do céu? ? – As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. [...] O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja.[...] Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte há de estar branco, da outra há de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? [...]

Mas dir-me-eis: Padre, os pregadores de hoje não pregam do Evangelho, não pregam das Sagradas Escrituras? Pois como não pregam a palavra de Deus? – Esse é o mal. Pregam palavras de Deus, mas não pregam a palavra de Deus.

Considerando o texto de Antônio Vieira, analise as proposições abaixo:

I- “O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja”. Nesse trecho, Padre Antônio Vieira opõe pregação correta à pregação incorreta.

II- Na expressão “ladrilha ou azuleja” o autor faz uso de uma metáfora.

III- Na passagem do texto que se lê: “Pregam palavras de Deus, mas não pregam a palavra de Deus”, há uma aparente contradição.

IV- Padre Antônio Vieira é um representante do Arcadismo.

É ou são verdadeira(s):

 

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Leia uma passagem de um sermão de Padre Antônio Vieira: “O Sermão da Sexagésima”:

Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? Um estilo tão empeçado, um estilo tão dificultoso, um estilo tão afectado, um estilo tão encontrado a toda a arte e a toda a natureza? Boa razão é também esta. O estilo há-de ser muito fácil e muito natural. Por isso Cristo comparou o pregar ao semear: Exiit, qui seminat, seminare. Compara Cristo o pregar ao semear, porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte.

[...]

Já que falo contra os estilos modernos, quero alegar por mim o estilo do mais antigo pregador que houve no Mundo. E qual foi ele? – O mais antigo pregador que houve no Mundo foi o céu. [...] Suposto que o céu é pregador, deve de ter sermões e deve de ter: palavras.[...] E quais são estes sermões e estas palavras do céu? ? – As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. [...] O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja.[...] Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte há de estar branco, da outra há de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? [...]

Mas dir-me-eis: Padre, os pregadores de hoje não pregam do Evangelho, não pregam das Sagradas Escrituras? Pois como não pregam a palavra de Deus? – Esse é o mal. Pregam palavras de Deus, mas não pregam a palavra de Deus.

Observe o estilo utilizado pelo Padre Antônio Vieira no desenvolvimento de seu sermão e indique, das afirmações a seguir, as proposições incorretas.

I – O tema abordado nesse trecho do sermão é a arte da composição, segundo a concepção de Antônio Vieira sobre o assunto.

II – O conceptismo, no trecho lido do sermão, só é perceptível nos momentos em que Vieira compara as palavras de um sermão às estrelas do céu.

III- No final do segundo parágrafo, é possível encontrar uma série de termos que estabelecem entre si um sentido de oposição.

IV – O uso das interrogações no trecho do sermão é um recurso utilizado para desviar a atenção do leitor/ouvinte dos pontos que merecem atenção para se compor um bom sermão.

São INCORRETAS as proposições:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2135504 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Horizontina-RS
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Em conformidade com SAUSSURE, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

Enquanto a linguagem é , a língua assim delimitada é de natureza : constitui-se num sistema de onde, de essencial, só existe a união do sentido e da imagem acústica, e onde as duas partes do são igualmente psíquicas.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2135503 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Horizontina-RS
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Em conformidade com SAUSSURE, sobre as tarefas da Linguística, marcar C para as tarefas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Fazer a descrição e a história de todas as línguas que puder abranger, o que quer dizer: fazer a história das famílias de línguas e reconstituir, na medida do possível, as Iínguas-mães de cada família.

( ) Procurar as forças que estão em jogo, de modo permanente e universal, em todas as línguas, e deduzir as leis gerais às quais se possam referir todos os fenômenos peculiares da história.

( ) Delimitar-se e definir-se a si própria.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2134259 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: SEED-PR
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Poesia e Prosa

Pode-se escrever em prosa ou em verso.
Quando se escreve em prosa,
a gente enche a linha do caderno até o fim,
antes de passar para a outra linha.
E assim por diante até o fim da página.
Em poesia não: a gente muda de linha antes do fim,
deixando um espaço em branco antes de ir para a linha
seguinte.
Essas linhas incompletas se chamam de versos.
Acho que o espaço em branco é para o leitor poder ficar
pensando.
Pensando bem no que o poeta acabou de dizer.
Algumas vezes, lendo um verso, a gente tem de
voltar aos versos de trás para entender
melhor o que ele quer dizer.
Principalmente quando há uma rima, isto é,
uma palavra com o mesmo som de outra lida há pouco.
Então a gente vai procurá-la para ver se é isso mesmo.
A prosa é como trem, vai sempre em frente.
A poesia é como o pêndulo dos relógios de parede de
antigamente,
que ficava balançando de um lado para outro.
Embora balançasse sempre no mesmo lugar,
o pêndulo não marcava sempre a mesma hora.
Avançava de minuto a minuto,
registrando a passagem das horas: 1, 2, 3, até 12.
Também a poesia vai marcando,
na passagem da vida, cada minuto importante dela.
De tanto ir e vir de um verso a outro,
de uma rima a outra,
a gente acaba decorando um poema e guardando-o na
memória.
E quando vê acontecer alguma coisa parecida
com um poema que já leu, a gente logo se recorda dele.
Geralmente, a prosa entra por um ouvido e sai pelo outro.
A poesia, não: entra pelo ouvido e fica no coração.

(PAES, José Paulo. Vejam como eu sei escrever. São Paulo: Ática, 2003.)

A partir do conceito de que a linguagem é uma prática social humana de interação entre sujeitos, pode-se reconhecer que o poema de José Paulo Paes apresenta como características em relação às funções da linguagem:

I. Uso de expressões que indicam a significação de algo.

II. Mensagem voltada para a própria linguagem: verbal e não verbal.

III. Com a finalidade de persuasão, o eu lírico dirige-se diretamente ao interlocutor.

IV. Emprego de recursos linguísticos que favorecem a manutenção do contato comunicativo.

Está correto o que se afirma apenas em

 

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