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A obra “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, do português José Saramago, apresenta elementos messiânicos em sua narrativa. Levando em conta o enredo do livro, pode-se dizer que:
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O romance “Terra Sonâmbula” do moçambicano Mia Couto é uma manifestação literária que contribuiu para a formação da identidade nacional de Moçambique. Nesse sentido, leia o trecho a seguir e assinale a alternativa que articula a proposta argumentativa do texto e do romance:
“E assim seguia nossa criancice, tempos afora. Nesses anos ainda tudo tinha sentido: a razão deste mundo estava num outro mundo inexplicável. Os mais velhos faziam a ponte entre esses dois mundos. Recordo meu pai nos chamar um dia. Parecia mais uma dessas reuniões em que ele lembrava as cores e os tamanhos de seus sonhos. Mas não. Dessa vez, o velho se gravatara, fato e sapato com sola. À sua voz não variava em delírios. Anunciava um facto: a Independência do país. Nessa altura, nós nem sabíamos o verdadeiro significado daquele anúncio. Mas havia na voz do velho uma emoção tão funda, parecia estar ali a consumação de todos seus sonhos. Chamou minha mãe e, tocando sua barriga redonda como lua cheia, disse: - Esta criança há-de ser chamada de Vinticinco de Junho. Vinticinco de Junho era nome demasiado. Afinal, o menino ficou sendo só Junho. Ou de maneira mais mindinha: Junhito. Minha mãe não mais teve filhos. Junhito foi o último habitante daquele ventre”
(COUTO, Mia. Terra sonâmbula)
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Em relação à literatura lusófona de Portugal, Brasil e África, pode-se afirmar que a presença do épico é uma característica marcante. No contexto da literatura brasileira, “Os Sertões” de Euclides da Cunha é uma obra que dialoga com aspectos dessa característica. Considerando o conteúdo da obra, pode-se dizer que:
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I. A atenção do leitor ubíquo é irremediavelmente uma atenção parcial contínua.
POIS
II. Responde ao mesmo tempo a distintos focos sem se demorar reflexivamente em nenhum deles.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
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Assinale a alternativa que apresenta o autor e a obra que provocaram a reflexão da análise acima no tocante à tentativa de compreender o Brasil e sua identidade.
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Leia o poema a seguir, de Oswald de Andrade, a respeito do Movimento Modernista brasileiro e analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
( ) Através do uso da ironia, o eu lírico reverencia a colonização europeia no Brasil.
( ) O poema, por sua extensão, pode ser chamado de poema-pílula, uma construção típica do autor.
( ) O poema apresenta a figura do indígena como herói nacional, assim como os autores Românticos o fizeram.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Analise as assertivas sobre o contexto de produção do poema:
I. Na segunda estrofe apresentada, o poema cria a imagem dos navios europeus como o “negro monstro”, que sustenta os navegantes, e que é movido por asas brancas, imagem criada para se referir às velas enfunadas das embarcações.
II. A voz do eu lírico é a de um indígena, o Piaga, que anuncia de maneira catastrófica a chegada do europeu.
III. O eu lírico atribui todas as maldades que sofrerá à figura demoníaca do Anhangá, um dos tripulantes das embarcações.
Quais estão corretas?
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. Tupanatinga-PE
Julgue o item que se segue.
As primeiras escolas literárias tiveram início no Brasil durante o século XVI e são divididas em dois grandes momentos: a Era Colonial e a Era Nacional. Umas das escolas literárias, o Barroco, é um estilo de época marcado por uma arte rebuscada e uma linguagem singular e mais refinada. Sendo uma contradição ao romantismo, o Barroco busca retratar a realidade dos fatos sem enfeites e possibilidades. Os poetas deixam de lado a emoção e a própria interpretação sobre os fatos, analisando de uma maneira mais imparcial, sendo a estética muito valorizada nessa escola.
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Leia o poema de Manuel Bandeira para responder ao que se pede.
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
(Teresópolis, 1912)
[A cinza das horas, 1917]
Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2016/04/02/desencanto-manuel-bandeira/ Acesso em: 08 de novembro de 2022.
Considerando o poema, analise as afirmativas a seguir:
I- Desencanto pode ser considerado um metapoema pelo uso sofisticado da linguagem, podendo ser comprovado, por exemplo, pela construção metafórica do verso “Meu verso é sangue. Volúpia ardente...”.
II- O fazer poético em Desencanto explicita um eu lírico atravessado pela angústia e pelo sofrimento, o que pode ser confirmado, por exemplo, pelo verso “Eu faço versos como quem morre”.
III- O lirismo poético, observado em Desencanto, pode ser considerado uma das contribuições de Bandeira à estética modernista, especialmente na chamada primeira fase do movimento, que propunha uma ruptura radical com a cultura do passado.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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