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3674948 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Sobretudo a partir do século XIX, a perspectiva que passava a predominar prognosticava o desaparecimento total dos povos indígenas. A tese da extinção, sustentada por sucessivas correntes do pensamento social brasileiro e reforçada, mais tarde, pelas teorias que orientavam a antropologia no país, encontrava na história uma sólida base de apoio. Assim, para von Martius, as sociedades americanas, enquanto frutos de uma decadência ou degenerescência histórica, traziam “já visível o gérmen do desaparecimento rápido”.

(John Manuel Monteiro. O desafio da história indígena no Brasil. Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1° e 2° graus, 1995)

De acordo com John Monteiro, a partir dos anos finais do século XX, o contexto abordado pelo fragmento
 

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3674947 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Este pensador partilhava da preocupação de contribuir para uma compreensão histórica mais aprofundada das causas do vigoroso conservadorismo que tem caracterizado o exercício de poder ao longo das mudanças que têm ocorrido na nossa sociedade.
Em obra publicada em 1958, defendia a tese de que um regime patrimonialista desenvolvido em Portugal fora trazido para o lado de cá do Atlântico e vinha se adaptando eficaz e perversamente a todas as novas situações.

(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos 50. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)

O trecho traz características da obra de
 

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3674946 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Emília Viotti da Costa propunha-se a revisionar a historiografia tradicionalista que não supera a versão oferecida pelos testemunhos dos vencedores e dos vencidos acerca do processo de proclamação da República.

(Maria de Lourdes Mônaco Janotti, O diálogo convergente: políticos e historiadores no início da República. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)

Para Emília Viotti da Costa, o movimento de 1889
 

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3674945 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Isso aprendi lendo Os reis taumaturgos, de Marc Bloch. De um lado, ele tratava de desvelar a conspiração e mostrar que por trás do ritual dos reis, que pretendiam curar a escrófula com seus toques, havia uma estratégia política; mas, de outro, Bloch também procurava entender por que todas aquelas pessoas (mendigos, mulheres etc.) faziam a peregrinação a fim de serem curadas pelos reis.

(Carlo Ginzburg. Em: Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000)

Inspirado em Marc Bloch, o historiador Carlo Ginzburg, no fragmento, aborda
 

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3674944 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Na obra As cidades da Idade Média, de 1927, o historiador Henri Pirenne defendeu a tese do declínio acentuado da vida urbana na Europa Ocidental no decurso do século IX, como consequência das invasões germânicas, sarracenas e normandas. A quase extinção das transações comerciais afetou duramente as cidades, tornando-se meras fortalezas, muitas vezes dominadas pelo poder religioso. Com o fim das invasões e do domínio muçulmano do Mediterrâneo, tornou-se possível a existência de rotas comerciais ligando o último ao interior da Europa. As cidades medievais surgiram ao longo dos caminhos que uniam Veneza e Gênova aos portos do Báltico.

(Ronald Raminelli. História urbana. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia, 1997. Adaptado)

De acordo com o autor, a argumentação de Henri Pirenne tende a relacionar
 

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3674943 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
O império austríaco jamais conseguiu alcançar a transmutação que fizera do império alemão um Estado capitalista. Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, ainda não havia controle parlamentar do governo imperial, nem primeiro-ministro, nem um sistema eleitoral uniforme. O império austríaco era a negação declarada do Estado nacional burguês: representava a antítese de um dos símbolos essenciais da ordem política capitalista na Europa.

(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista, 1998. Adaptado)

De acordo com Perry Anderson, a eclosão da Primeira Guerra Mundial conduziu a trajetória do absolutismo austríaco
 

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3674940 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
O que ocorreu na Bahia de 1798, ao contrário das outras situações de contestação política na América portuguesa, é que o projeto que lhe era subjacente não tocou somente na condição (a dominação política), ou no instrumento (o exclusivo), da integração subordinada das colônias no império luso.

(István Jancsó e João Paulo Garrido Pimenta Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade naciona brasileira). Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000)

O artigo em análise aponta que o citado movimento
 

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3674939 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
O artigo Ver para compreender: arte, livro didático e a história da nação, da historiadora Thais Nívia de Lima e Fonseca, presente na obra Inaugurando a História e construindo a naçãodiscursos e imagens no ensino de História, publicada em 2011, oferece uma reflexão sobre
 

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3674937 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
A “tradição escolar”, respaldada pela produção historiográfica, tem-se utilizado da divisão de períodos organizados de acordo com a lógica eurocêntrica, seguindo o modelo francês.

(Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008. Adaptado)

Esse modelo, segundo Circe Bittencourt,
 

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3674936 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Tremembé-SP
Para alguns inconfidentes, a movimentação sediciosa teria por objetivo a defesa da coroa e de sua legitimidade contra os desmandos eventuais de alguns de seus representantes. Gonzaga e Cláudio não parecem, embora partícipes e conhecedores do motim, compartilhar da tese republicana, o que se depreende de várias de suas intervenções. Tiradentes, por seu turno, contraditoriamente às suas concepções anticoloniais, alude a um ambíguo e provocativo propósito “restaurador” da sedição. Dizia ele, colérico e “cheio de paixão”: “Não diga levantar, é restaurar”.

(João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História, 2001. Adaptado)

O excerto evidencia que entre os inconfidentes
 

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