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Sobretudo a partir do século XIX, a perspectiva que passava a predominar prognosticava o desaparecimento total dos povos indígenas. A tese da extinção, sustentada
por sucessivas correntes do pensamento social brasileiro e reforçada, mais tarde, pelas teorias que orientavam
a antropologia no país, encontrava na história uma sólida base de apoio. Assim, para von Martius, as sociedades americanas, enquanto frutos de uma decadência ou
degenerescência histórica, traziam “já visível o gérmen
do desaparecimento rápido”.
(John Manuel Monteiro. O desafio da história indígena no Brasil. Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1° e 2° graus, 1995)
De acordo com John Monteiro, a partir dos anos finais do século XX, o contexto abordado pelo fragmento
(John Manuel Monteiro. O desafio da história indígena no Brasil. Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1° e 2° graus, 1995)
De acordo com John Monteiro, a partir dos anos finais do século XX, o contexto abordado pelo fragmento
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Este pensador partilhava da preocupação de contribuir
para uma compreensão histórica mais aprofundada das
causas do vigoroso conservadorismo que tem caracterizado o exercício de poder ao longo das mudanças que
têm ocorrido na nossa sociedade.
Em obra publicada em 1958, defendia a tese de que um regime patrimonialista desenvolvido em Portugal fora trazido para o lado de cá do Atlântico e vinha se adaptando eficaz e perversamente a todas as novas situações.
(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos 50. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O trecho traz características da obra de
Em obra publicada em 1958, defendia a tese de que um regime patrimonialista desenvolvido em Portugal fora trazido para o lado de cá do Atlântico e vinha se adaptando eficaz e perversamente a todas as novas situações.
(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos 50. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O trecho traz características da obra de
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Emília Viotti da Costa propunha-se a revisionar a historiografia tradicionalista que não supera a versão oferecida
pelos testemunhos dos vencedores e dos vencidos acerca do processo de proclamação da República.
(Maria de Lourdes Mônaco Janotti, O diálogo convergente: políticos e historiadores no início da República. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Emília Viotti da Costa, o movimento de 1889
(Maria de Lourdes Mônaco Janotti, O diálogo convergente: políticos e historiadores no início da República. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Emília Viotti da Costa, o movimento de 1889
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Isso aprendi lendo Os reis taumaturgos, de Marc Bloch.
De um lado, ele tratava de desvelar a conspiração e mostrar que por trás do ritual dos reis, que pretendiam curar
a escrófula com seus toques, havia uma estratégia política; mas, de outro, Bloch também procurava entender por
que todas aquelas pessoas (mendigos, mulheres etc.)
faziam a peregrinação a fim de serem curadas pelos reis.
(Carlo Ginzburg. Em: Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000)
Inspirado em Marc Bloch, o historiador Carlo Ginzburg, no fragmento, aborda
(Carlo Ginzburg. Em: Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000)
Inspirado em Marc Bloch, o historiador Carlo Ginzburg, no fragmento, aborda
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Na obra As cidades da Idade Média, de 1927, o historiador Henri Pirenne defendeu a tese do declínio acentuado
da vida urbana na Europa Ocidental no decurso do século IX, como consequência das invasões germânicas, sarracenas e normandas. A quase extinção das transações
comerciais afetou duramente as cidades, tornando-se
meras fortalezas, muitas vezes dominadas pelo poder religioso. Com o fim das invasões e do domínio muçulmano
do Mediterrâneo, tornou-se possível a existência de rotas
comerciais ligando o último ao interior da Europa. As cidades medievais surgiram ao longo dos caminhos que
uniam Veneza e Gênova aos portos do Báltico.
(Ronald Raminelli. História urbana. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia, 1997. Adaptado)
De acordo com o autor, a argumentação de Henri Pirenne tende a relacionar
(Ronald Raminelli. História urbana. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia, 1997. Adaptado)
De acordo com o autor, a argumentação de Henri Pirenne tende a relacionar
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O império austríaco jamais conseguiu alcançar a transmutação que fizera do império alemão um Estado capitalista. Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, ainda
não havia controle parlamentar do governo imperial, nem
primeiro-ministro, nem um sistema eleitoral uniforme.
O império austríaco era a negação declarada do Estado nacional burguês: representava a antítese de um
dos símbolos essenciais da ordem política capitalista
na Europa.
(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista, 1998. Adaptado)
De acordo com Perry Anderson, a eclosão da Primeira Guerra Mundial conduziu a trajetória do absolutismo austríaco
(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista, 1998. Adaptado)
De acordo com Perry Anderson, a eclosão da Primeira Guerra Mundial conduziu a trajetória do absolutismo austríaco
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O que ocorreu na Bahia de 1798, ao contrário das outras
situações de contestação política na América portuguesa,
é que o projeto que lhe era subjacente não tocou somente na condição (a dominação política), ou no instrumento
(o exclusivo), da integração subordinada das colônias no
império luso.
(István Jancsó e João Paulo Garrido Pimenta Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade naciona brasileira). Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000)
O artigo em análise aponta que o citado movimento
(István Jancsó e João Paulo Garrido Pimenta Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade naciona brasileira). Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000)
O artigo em análise aponta que o citado movimento
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O artigo Ver para compreender: arte, livro didático e a
história da nação, da historiadora Thais Nívia de Lima
e Fonseca, presente na obra Inaugurando a História e
construindo a nação – discursos e imagens no ensino de
História, publicada em 2011, oferece uma reflexão sobre
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A “tradição escolar”, respaldada pela produção historiográfica, tem-se utilizado da divisão de períodos organizados de acordo com a lógica eurocêntrica, seguindo o
modelo francês.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008. Adaptado)
Esse modelo, segundo Circe Bittencourt,
(Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008. Adaptado)
Esse modelo, segundo Circe Bittencourt,
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Para alguns inconfidentes, a movimentação sediciosa teria por objetivo a defesa da coroa e de sua legitimidade
contra os desmandos eventuais de alguns de seus representantes. Gonzaga e Cláudio não parecem, embora partícipes e conhecedores do motim, compartilhar da tese
republicana, o que se depreende de várias de suas intervenções. Tiradentes, por seu turno, contraditoriamente
às suas concepções anticoloniais, alude a um ambíguo
e provocativo propósito “restaurador” da sedição. Dizia
ele, colérico e “cheio de paixão”: “Não diga levantar, é
restaurar”.
(João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História, 2001. Adaptado)
O excerto evidencia que entre os inconfidentes
(João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História, 2001. Adaptado)
O excerto evidencia que entre os inconfidentes
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