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3625468 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Em seu ensaio, o argentino Domingo Faustino Sarmiento, no afã de entender a Argentina, construiu uma interpretação carregada de ideias, imagens e símbolos, compartilhados, na mesma época, por contemporâneos brasileiros, ocupados com idêntica tarefa de compreender o próprio país. Facundo ultrapassou os limites da Argentina para se estender pelo território latino-americano, animando controvérsias e contribuindo para a cristalização de certos estereótipos sobre o continente.

(Maria Ligia Coelho Prado. América Latina no século XIX – Tramas, telas e textos)

Em sua obra clássica Facundo, Sarmiento apresenta seu pensamento sobre

 

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3625467 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Ao longo do século XIX, as elites brasileiras e os escravistas de um modo geral tiveram de enfrentar a resistência dos cativos em cada lugar em que a escravidão floresceu. Essa resistência sugere que o projeto vencedor de um país escravocrata não foi desfrutado sem a contestação dos principais perdedores.

As rebeliões representaram a mais direta e inequívoca forma de resistência escrava coletiva.

(João José Reis. Nos achamos em campo a tratar da liberdade: a resistência negra do Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias)

Segundo o historiador, as rebeliões

 

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3625466 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia um trecho do “Manifesto da Nação Portuguesa aos soberanos e povos da Europa”, promulgado pelos rebeldes do Porto em 1820.

Os portugueses começam a perder as esperanças para com o único recurso e meio de salvação que lhes foi deixado em meio à ruína que quase consumiu sua querida terra natal. A ideia do status de colônia ao qual Portugal tem sido com efeito reduzido, aflige profundamente todos aqueles cidadãos que ainda conservam o sentimento de dignidade nacional. A justiça é administrada a partir do Brasil para os povos leais da Europa, o que implica numa distância de duzentas léguas e excessivo custo e demora.

(Apud Kenneth Maxwell. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias)

O Manifesto revela

 

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3625465 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Os povos indígenas, tal como os ocidentais, têm uma história, que inclui guerras e migrações, trazendo consigo a redefinição das unidades socioculturais, algumas vezes com a fragmentação e outras com a fusão ou incorporação em unidades maiores. Uma vez que estão situados dentro da história, tais povos passam igualmente por enormes mudanças culturais, que decorrem seja da adaptação a um meio ambiente novo ou modificado (inclusive por suas próprias ações), seja da influência ou troca cultural realizada com povos vizinhos, ou ainda por um dinamismo interno àquelas culturas.

(João Pacheco de Oliveira. Muita terra para pouco índio? Uma introdução (crítica) ao indigenismo e à atualização do preconceito. Em: Aracy L. Silva e Luís D.B. Grupioni, (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus)

No excerto, o autor critica a ideia de que

 

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3625464 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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A matriz do dissenso historiográfico está na caracterização do sistema escravista, tido por alguns como violento e cruel, por outros como brando, benevolente. Quem inicialmente obteve grande repercussão ao difundir essa última concepção foi Gilberto Freyre.

A partir da década de 1950, Florestan Fernandes, Otávio Ianni, Emília Viotti da Costa passam a produzir teses que divergem diametralmente das de Freyre.

(Suely Robles Reis de Queiróz. Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)

Para os pensadores que se opunham às ideias de Freyre, a escravidão

 

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3625463 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia parte de uma entrevista com o historiador Peter Burke.

O Renascimento é visto tradicionalmente como parte de uma Grande Narrativa do desenvolvimento da civilização ocidental, desde os gregos e romanos da Antiguidade, passando pelo cristianismo, Renascença, Reforma, revolução científica, Iluminismo, e assim por diante; em outras palavras, como parte do surgimento da modernidade. A história é frequentemente contada de tal modo que se assume a superioridade do Ocidente sobre o resto do mundo. Eu, como outros historiadores, me empenhei em liberar a história de um movimento cultural (o movimento de reviver a arte e o saber clássicos) dos pressupostos de superioridade, não só do Ocidente, como da modernidade.

(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas)

O esforço de Peter Burke em descentralizar a história do Renascimento esteve relacionado ao movimento teórico de

 

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3625462 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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A comparação das características gerais do grupo dos Annales com a concepção histórica do marxismo permite notar sem dificuldade numerosos e importantes pontos comuns.

(Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Adaptado)

Entre as características comuns entre o grupo dos Annales e a concepção histórica do marxismo, é possível identificar a

 

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3625461 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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As monarquias absolutas introduziram os exércitos regulares, uma burocracia permanente, o sistema tributário nacional, a codificação do direito e os primórdios de um mercado unificado. Todas essas características parecem ser eminentemente capitalistas. Uma vez que elas coincidem com o desaparecimento da servidão, uma instituição nuclear do primitivo modo de produção feudal na Europa, as descrições do absolutismo por Marx e Engels como um sistema de Estado correspondente a um equilíbrio entre a burguesia e a nobreza – ou mesmo a uma dominação direta do capital –, sempre pareceram plausíveis. No entanto, um estudo mais detido das estruturas do Estado absolutista no Ocidente invalida inevitavelmente tais juízos.

(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista. Adaptado)

De acordo com Anderson, a estrutura dos Estados absolutistas foi determinada

 

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3625460 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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O sentimento antilusitano já era expresso mais livremente pelas camadas populares e vai, aos poucos, tornando-se mais explícito entre a elite imperial brasileira. Alguns grupos associavam claramente o que consideravam “atraso” material e cultural do Brasil à administração portuguesa colonial e à permanência de vários traços dela no Império.

A República proclamada em 1889, sedenta de construir-se sobre a incompetência monárquica, intensificou o antilusitanismo ao acrescentar aos antigos dominadores um outro epíteto medonho: assassinos do grande herói nacional, Tiradentes.

O primeiro a levantar-se contra toda essa construção mais imaginária que histórica foi Gilberto Freyre.

(Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)

Considerando a discussão do excerto, Freyre

 

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3625459 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Com raras exceções, mapas, cartas, plantas e atlas geográficos tiveram, ao longo dos séculos XIX e XX, um papel secundário dentre os campos de reflexão do historiador, principalmente do professor de história dos ensinos fundamental e médio.

(Maria Eliza Linhares Borges. Cartografia, poder e imaginário: cartográfica portuguesa e terras além-mar. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História)

No artigo citado, Borges aponta que, em geral, no tratamento dado à cartografia histórica,

 

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