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Foram encontradas 40.423 questões.

3929200 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as Nações, que conquistaram novos domínios, introduzir logo nos povos conquistados o seu próprio idioma, por ser indisputável, que este é um dos meios mais eficazes para desterrar dos povos rústicos a barbaridade dos seus antigos costumes; e ter mostrado a experiência, que ao mesmo passo, que se introduz neles o uso da língua do príncipe, que os conquistou, se lhes radica também o afeto, a veneração, e a obediência ao mesmo príncipe. Observando pois todas as Nações polidas do mundo, este prudente, e sólido sistema, nesta conquista se praticou tanto pelo contrário, que só cuidaram os primeiros Conquistadores estabelecer nela o uso da língua, que chamaram geral; invenção verdadeiramente abominável, e diabólica, para que privados os Índios de todos aqueles meios, que os podiam civilizar, permanecessem na rústica, e bárbara sujeição, em que até agora se conservavam. Para desterrar esse perniciosíssimo abuso, será um dos principais cuidados dos diretores, estabelecer nas suas respectivas povoações o uso da língua portuguesa, não consentindo por modo algum, que os meninos, e as meninas, que pertencerem às escolas, e todos aqueles Índios, que forem capazes de instrução nesta matéria, usem da língua própria das suas Nações, ou da chamada geral; mas unicamente da portuguesa, na forma, que Sua Majestade tem recomendado em repetidas ordens, que até agora se não observaram com total ruína espiritual, e temporal do estado.
MENDONÇA FURTADO. Diretório que se deve observar nas Povoações dos Índios do Pará, e Maranhão, enquanto Sua Majestade não mandar o contrário (1755).
Disponível em: www2.senado.leg.br. Acesso em: 26 maio 2025.
Em uma aula de História, a professora abordou o processo de colonização portuguesa e as diferentes formas de dizimação dos povos indígenas. Ela destacou o etnocídio, ou seja, a destruição da cultura e da língua desses povos. Como metodologia, a turma comparou a fonte citada com informações que apontam para a atual situação das línguas indígenas. Para consolidar a atividade, os estudantes fizeram um levantamento dos povos indígenas e das línguas faladas no Brasil. Essa estratégia didática possibilitou compreender
 

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3929198 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
O Congresso da Mocidade Negra tem que se realizar, muito embora os trânsfugas pensem que a raça não esteja preparada para o certame, dentro da estabilidade essencial. Porém, a raça espoliada fará o seu congresso, entre as angústias e as glórias do seu antepassado, baseando-se nas esperanças de uma nova redenção para a família negra brasileira.
Jornal O Clarim d’Alvorada (1929) apud GOMES, F. Negros e política (1888-1937).
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

Um professor apresentou aos estudantes esse trecho de uma notícia publicada em 1929 no jornal O Clarim d’Alvorada, criado por um grupo de intelectuais negros. No texto, é possível observar a defesa da realização do 1º Congresso da Mocidade Negra no Brasil. A análise do trecho da fonte documental em sala de aula demonstra a seguinte característica da organização do movimento negro brasileiro nas primeiras décadas do século XX:
 

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3929197 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
Ao abordar a questão da Palestina, um professor do Ensino Médio explicou para a turma que a forma de descrever um conflito não é neutra ou isenta, mas faz parte das disputas inerentes ao próprio conflito. Qual alternativa indica o objetivo comum entre Israel e Palestina na forma de descrever o conflito tratado?
 

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3929195 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND

TEXTO 1

Enunciado 4880825-1

TEIXEIRA, V. In: ANTUNES. R. (Org.). Riqueza e miséria do

trabalho no Brasil IV: trabalho digital, autogestão e expropriação da vida.

São Paulo: Boitempo, 2019.



TEXTO 2

A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.

ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho.

Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).

Com base na charge e no texto, uma professora perguntou aos estudantes se o cenário descrito se aplicava à América Latina. Diante das respostas positivas, a professora solicitou que pesquisassem as causas desse processo, reconhecendo as medidas adotadas pelos governos autoritários nos anos 1970. Com uma postura crítica e investigativa, a pesquisa constatou as seguintes características que impactaram a população latino-americana durante os anos 1970:
 

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3929194 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND

TEXTO 1

Enunciado 4880824-1

TEIXEIRA, V. In: ANTUNES. R. (Org.). Riqueza e miséria do

trabalho no Brasil IV: trabalho digital, autogestão e expropriação da vida.

São Paulo: Boitempo, 2019.



TEXTO 2

A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.

ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho.

Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).

Ao abordar a charge e o texto, uma professora solicitou aos estudantes do Ensino Médio que analisassem o contexto descrito. A política e a medida econômica que caracterizam o cenário apresentado são, respectivamente,
 

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3929192 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
Durante toda a Antiguidade, o Egito continuará sendo a terra clássica a que os povos chegarão em peregrinação para haurir nas fontes dos mais antigos conhecimentos científicos, religiosos, morais, sociais que os homens adquiriram. É assim que em toda a área circundante do Mediterrâneo edificaram-se sucessivamente novas civilizações que evoluíram sobretudo para um desenvolvimento material e técnico; evolução em cuja origem deve-se situar, de um lado, o gênio egípcio e, de outro, o gênio materialista dos indo-europeus: gregos e romanos.
DIOP, C. A. Nações negras e culturas. Petrópolis: Vozes, 2025 (adaptado).


O Mediterrâneo, enquanto espaço de trocas civilizacionais na Antiguidade, não conhecia fronteiras entre Europa, Ásia e África, resultando em influências multifatoriais que refutam um olhar eurocêntrico sobre a história. Considerando o recorte abordado, pode-se afirmar que
 

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3929189 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
O desenvolvimento da situação no Oriente parece indicar claramente que a protelação do armistício na Coreia foi um meio de manter ocupados neste último país os recursos humanos e materiais dos ocidentais, a fim de impedir que eles fossem deslocados para a Indochina. Ao mesmo tempo, a trégua, embora limitada, dos últimos meses, talvez tenha sido útil à China, que assim pôde ampliar a sua ajuda aos comunistas que lutam contra os franceses.
COSTA, J. O mundo em marcha. O Estado de S. Paulo, 3 maio 1953.

Um professor elaborou um plano de aula utilizando esse editorial de jornal. Com o objetivo de analisar o uso de fontes midiáticas, os interesses “dos ocidentais” e os interesses da China, no contexto da Guerra da Coreia, é preciso identificar, respectivamente,
 

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3929188 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
Ao se deparar com uma discussão acalorada entre os alunos da 3ª série do Ensino Médio sobre a disputa eleitoral brasileira, e ao perceber argumentos variados na defesa das ideias divergentes, o professor resolveu contextualizar o conteúdo que seria trabalhado naquela aula: a ascensão do nazifascismo no período entreguerras.
Com o objetivo de articular passado e presente, o professor debateu com os estudantes os aspectos dos movimentos de extrema direita dos séculos XX e XXI. Qual alternativa identifica a relação entre os diferentes contextos históricos?
 

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3929186 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND

TEXTO 1

Enunciado 4880816-1


VIEIRA, F. A. Uma diáspora na Antiguidade africana: núbios em trânsito no Novo Império egípcio (1580-1080 a.C.).

In: Anais do Copene Sul, 2015.

TEXTO 2

No referente à divisão do trabalho, mulheres raramente eram representadas em cenas relativas às atividades agrícolas, não aparecendo realizando funções artesanais, com exceção da fabricação de pão e cerveja e a fiação e tecelagem. Nas pinturas, essa característica fica clara, já que os homens eram retratados com uma cor mais escura que as mulheres, mostrando que as ocupações no exterior da casa eram majoritariamente e, algumas vezes, exclusivamente masculinas, enquanto que as ocorridas no interior dos espaços cobertos podiam ser tanto femininas quanto masculinas. Com relação à monarquia divina, a noção de realeza feminina era complementar à desempenhada pelo rei, e não restam dúvidas de que a rainha era extremamente importante em alguns rituais, atuando como contraponto do faraó.

SOUZA, A. F. A mulher-faraó: representações da rainha Hatshepsut como instrumento de legitimação (Egito Antigo – Século XV a.C.).

In: XXVII Simpósio Nacional de História – Anpuh. Natal, 2013 (adaptado).

Considerando os textos 1 e 2, as relações de poder na Núbia e no Egito Antigos demonstram que mulheres

 

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3929185 Ano: 2025
Disciplina: História
Banca: INEP
Orgão: PND
Enunciado 4880815-1 
NORFINI, A. Assalto dos cabanos ao trem. Aquarela. Museu de Arte de Belém (Mabe), Belém, 1940.
Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org.
Acesso em: 16 jul. 2025.

Em seu planejamento anual, uma professora de História optou por realizar uma aula sobre a Cabanagem (1835-1840) utilizando imagens. Entre elas, destacou as possibilidades de compreensão dessa aquarela, que faz parte do acervo do Museu de Arte de Belém (Mabe). A professora pode relacionar essa aquarela ao processo de formação do Estado nacional brasileiro, na medida em que a pintura enfatiza a
 

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