“Eles teriam partido do atual Camarões, de onde se espalharam por toda a África central, oriental e do sul,
onde antes viviam povos com um tipo físico diferente, de baixa estatura e cujo idioma era caracterizado pela
emissão de estalidos. Esses povos eram nômades e viviam de caçar e coletar o que encontravam na natureza.
(...) Essa movimentação durou cerca de 2.500 anos e fez que mais da metade do continente fosse povoado
por povos falantes de línguas formadas com base em uma única origem. Eles eram agricultores, sabiam fazer
instrumentos de ferro e iam ocupando terras desabitadas, se misturando aos antigos moradores ou
expulsando-os para outros lugares.”
SOUZA, Marina de Melo e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2007. p.21
O excerto destacado faz referência a um conjunto de povos, integrantes de um mesmo grupo linguístico, que
posteriormente relacionou-se com os europeus, impactando os idiomas dos colonizadores da América,
especialmente a língua portuguesa. Este grupo é conhecido como:
“Já foi sugerido que a expansão do campo do historiador implica o repensar da explicação histórica, uma vez
que as tendências culturais e sociais não podem ser analisadas da mesma maneira que os acontecimentos
políticos. Elas requerem mais explicação estrutural. Quer gostem, quer não, os historiadores estão tendo de
se preocupar com questões que por muito tempo interessaram a sociólogos e a outros cientistas sociais.
Quem são os verdadeiros agentes na história, os indivíduos ou os grupos? Será que eles podem resistir com
sucesso às pressões das estruturas sociais, políticas ou culturais? São essas estruturas meramente restrições
à liberdade de ação, ou permitem aos agentes realizarem mais escolhas?”
BURKE, Peter. Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro. IN BURKE, Peter (org). A Escrita da História: novas
perspectivas. São Paulo, Editora da UNESP, 1992. p.31.
O texto apresentado refere-se ao desenvolvimento da Escola dos Annales e deve ser associado a uma
determinada geração desta revista, representada pelo seguinte autor:
“Ora, os erros nessa matéria são perigosos. A ideia que se tem da Grécia e de Roma muitas vezes perturbou
várias de nossas gerações. Observando mal as instituições da cidade antiga, quiseram fazê-las reviver entre
nós. Fez-se ideia errada da liberdade entre os antigos, e somente por isso a liberdade entre os modernos foi
posta em perigo. Nossos últimos oitenta anos demonstraram claramente que uma das grandes dificuldades
que se opõem à marcha da sociedade moderna é o hábito de ter sempre diante dos olhos a antiguidade
greco-romana.
(...)
Encaradas desse modo, a Grécia e Roma apresentam-se-nos com um caráter absolutamente inimitável. Nada
do que é moderno lhes é semelhante. E no futuro nada poderá ser-lhes semelhante. Tentaremos, pois,
demonstrar as regras que governaram essas sociedades, e constataremos facilmente que essas regras não
podem mais dirigir a humanidade.”
COULANGES, Numa Denis Fustel de. A cidade antiga. Trad. de Frederico Ozanam Pessoa de Barros: LeLivros, 2006.
Disponível em: https://latim.paginas.ufsc.br/files/2012/06/A-Cidade-Antiga-Fustel-de-Coulanges.pdf Acesso em: 20 set.
2025.
O trecho destacado apresenta características que nos permitem associá-lo à historiografia:
A construção da História do Cotidiano se deu ao longo do desenvolvimento teórico da historiografia europeia
do século XX. Naturalizou-se, no decorrer do tempo, que tal forma de se escrever a História fosse plural e
diversa. Todavia é possível identificarmos bases e análises teóricas que direcionavam os olhares para as
possibilidades deste cotidiano de forma, em princípio, fragmentada. No campo da análise econômica, um dos
apoios historiográficos para o desenvolvimento dessa vertente historiográfica pode ser encontrado na obra
do seguinte autor por conta do respectivo argumento:
No século XIX, a chamada Questão Religiosa
(1872–1875) evidenciou tensões entre o Império e
a Igreja Católica no Brasil. A principal causa desse
conflito foi:
A Estrada de Ferro que ligou Porto das Caixas à
raiz da serra de Nova Friburgo e se estendeu
posteriormente para outras localidades foi
construída mediante autorização a Antonio
Clemente Pinto, conhecido pelo título de:
Desde outubro de 2023, um novo ciclo de violência entre Israel e o Hamas reacendeu o debate internacional sobre ocupação, direitos humanos e solução de dois Estados: Israel e a Palestina. Enquanto Israel afirma agir em legítima defesa contra ataques terroristas, organizações como a United Nations denunciam violações do direito internacional humanitário e ao princípio da autodeterminação dos povos palestinos.
A constituição da identidade nacional brasileira, especialmente nos materiais escolares, passou por transformações ao longo do tempo. Pesquisas como as de Circe Bittencourt apontam que a presença dos povos indígenas nos livros didáticos foi marcada por contradições, oscilando entre narrativas estereotipadas, omissões e tentativas de valorização cultural. Essa ambivalência apresenta tensões entre projetos políticos, interesses ideológicos e diferentes concepções sobre o papel dos indígenas na história do Brasil.
Considerando essa análise historiográfica e o debate sobre representações indígenas no ensino de História, Bittencourt identifica que essa ambiguidade se expressa no fato de que os indígenas:
Ao iniciar o estudo sobre a expansão marítima europeia nos séculos XV e XVI, uma turma do 9º ano demonstra dúvidas sobre os fatores que motivaram as chamadas Grandes Navegações. Para compreender esse processo, a professora propõe uma roda de conversa, incentivando os estudantes a relacionarem os interesses econômicos, políticos, religiosos e científicos presentes naquele contexto histórico. A professora então destaca que a transformação das relações comerciais, o fortalecimento das monarquias nacionais e o avanço das técnicas de navegação foram decisivos para ampliar o alcance europeu sobre outros continentes.
Considerando os fatores históricos que impulsionaram esse processo, a principal motivação das Grandes Navegações europeias foi: