Com base no contexto histórico da mudança de Império para a República no Brasil (1889-1930) e nas
reflexões historiográficas das últimas décadas sobre a formação da cidadania no Brasil republicano, é
correto afirmar:
O apartheid na África do Sul (1948-1994) estruturou-se como uma política de Estado voltada a manutenção
e consolidação da supremacia branca. Mais do que simples segregação, o apartheid configurou-se como
um projeto de engenharia social e territorial, que reorganizou espaços urbanos e rurais, relegando a
população negra a "townships" (cidades-dormitório) e "bantoustans" (reservas étnicas), limitando seu
acesso à propriedade de terras. Dessa forma, institui-se uma hierarquia social com base no fator racial na
qual a minoria branca detinha o monopólio do poder político, econômico e simbólico.
Nesse sentido, o apartheid deve ser compreendido como:
A partir da segunda metade do século XX, correntes como a História Oral e a História do Cotidiano
ampliaram as possibilidades das análises historiográficas e suas fontes ao incorporar sujeitos antes
marginalizados e dimensões subjetivas da experiência social. Tais abordagens, no entanto, trouxeram
novos desafios metodológicos e epistemológicos quanto à natureza da memória, ao papel do historiador e à
relação entre experiência individual e processos coletivos.
Considerando as discussões historiográficas contemporâneas sobre o uso da memória e das práticas
cotidianas como fontes históricas, a alternativa correta é:
A análise marxista da História enfatiza que as relações de produção são a base estrutural que condiciona
superestruturas ideológicas, culturais, políticas e simbólicas, enquanto abordagens culturais – como a
história das mentalidades – insistem que representações, crenças e práticas simbólicas possuem autonomia
relativa e exercem efeito causal no processo histórico.
Acerca do materialismo histórico e das correntes culturais da História, está correto afirmar:
Um fator em comum que pode ser observado para a legitimação simbólica dos Estados nacionais modernos
envolveu práticas de "invenção de tradições", produção de rituais oficiais e cultos cívicos que visavam
moldar o sentido de pertencimento nacional para populações culturais heterogêneas.
Nesse processo simbólico e político, é correto afirmar:
As recentes abordagens historiográficas sobre os processos que levaram à Independência do Brasil,
sobretudo no caso da guerra pela Independência na Bahia (1822 - 1823), além de questionarem a narrativa
tradicional e centralizadora da Independência do Brasil, destacam multiplicidade de percepções acerca do
processo emancipatório Brasileiro dentro de cada região do país.
Em diálogo com a história social e com estudos sobre cultura política, esse episódio passou a ser
interpretado como um:
“Estudos a respeito das experiências das mulheres escravas têm apontado para o papel de resistência
delas no interior das plantações. [...] Nas áreas rurais — nas quais a maior parte estava empregada nas
plantações —, educavam seus filhos através da linguagem e da música, conservando elementos
fundamentais de identidades construídas. A partir de tais elementos, ajudavam a reinventar tradições de
protesto, muitas das quais africanas (GOMES,1995).” Tendo em vista o trecho acima, é possível afirmar que a historiografia vem buscando reinterpretar a noção
de “resistências escrava” no contexto da escravidão colonial brasileira como:
"[...] o que não se perdoa a Hitler não é o crime em si, o crime contra o homem, não é a humilhação do
homem em si, é o crime contra o homem branco, a humilhação do homem branco e o ter aplicado à Europa
processos colonialistas a que até aqui só os árabes da Argélia, os 'coolies' da Índia e os negros de África
estavam subordinados (CÉSAIRE, 2020).”
Com base no trecho acima e na historiografia pertinente sobre o tema, pode-se afirmar que:
Em meio à Primeira Guerra Mundial, o governo da Grã-Bretanha emite a Declaração Balfour (1917) onde
ficava declarado o apoio da Grã-Bretanha ao estabelecimento de um "lar nacional para o povo judeu" na
Palestina. Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a divisão de terras do Império Otomano entre França e
Grã-Bretanha, as tensões entre a população árabe local e imigrantes judeus cresceram enquanto a GrãBretanha controlava aquela região. Até que em maio de 1949 aconteceu a Nakba.
Acerca da Nakba, está correta a seguinte afirmativa:
Em diversas sociedades africanas tradicionais, as relações sociais eram ancoradas em estruturas
complexas de parentesco e reciprocidade. Tais estruturas que regulavam o trabalho e o acesso à terra
teriam sido mantidas mesmo após a expansão militar e comercial dos povos árabes em direção ao
continente africano no século VI. Contudo, foi com a invasão europeia que esses sistemas são rompidos e
novas formas de exploração e dependência são impostas aos africanos de diversas etnias e grupos
culturais.
Sobre as relações entre sociedade, economia e natureza nas sociedades africanas tradicionais, é possível
afirmar que: