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Leia o texto a seguir.
São as grandes barragens, aeroportos, vias rápidas de transportes, suportes de diversas espécies, responsáveis pela criação de situações nas quais há uma solidariedade entre técnicas de telecomunicações, teledetecção, informática e burótica, entre outras, que povoam o território através de redes materiais e imateriais.
(SANTOS. Mílton. SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. São Paulo: EDUSP, 2021)
Analisando a expansão do meio técnico-científico-informacional no território brasileiro, os autores destacam a importância
São as grandes barragens, aeroportos, vias rápidas de transportes, suportes de diversas espécies, responsáveis pela criação de situações nas quais há uma solidariedade entre técnicas de telecomunicações, teledetecção, informática e burótica, entre outras, que povoam o território através de redes materiais e imateriais.
(SANTOS. Mílton. SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. São Paulo: EDUSP, 2021)
Analisando a expansão do meio técnico-científico-informacional no território brasileiro, os autores destacam a importância
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Leia o texto a seguir.
A união entre ciência e técnica que, a partir dos anos 70, havia transformado o território brasileiro revigora-se com os novos e portentosos recursos da informação, a partir do período da globalização e sob a égide do mercado. E o mercado, graças exatamente à ciência, à técnica e à informação, torna-se mercado global. O território ganha novos conteúdos e impõe novos comportamentos, graças às enormes possibilidades da produção e, sobretudo, da circulação dos insumos, dos produtos, do dinheiro, das ideias e informações, das ordens e dos homens.
(SANTOS, M. SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2021)
Os autores descrevem a constituição, no Brasil,
A união entre ciência e técnica que, a partir dos anos 70, havia transformado o território brasileiro revigora-se com os novos e portentosos recursos da informação, a partir do período da globalização e sob a égide do mercado. E o mercado, graças exatamente à ciência, à técnica e à informação, torna-se mercado global. O território ganha novos conteúdos e impõe novos comportamentos, graças às enormes possibilidades da produção e, sobretudo, da circulação dos insumos, dos produtos, do dinheiro, das ideias e informações, das ordens e dos homens.
(SANTOS, M. SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2021)
Os autores descrevem a constituição, no Brasil,
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Costa (2010), ao analisar as tendências e perspectivas
no campo da Geografia Política, faz o seguinte destaque:
Até então, como vimos, predominavam as ênfases às estruturas políticas estatais e o modo de sua distribuição no território, ou a dinâmica das hierarquias político-territoriais comandada pelo poder central. No caso dessa perspectiva teórica atual, entretanto, tais estruturas ainda são relevadas, mas o que se considera essencial, desta feita, é o modo pelo qual as organizações e os agentes políticos, nas escalas regionais e locais, definem, com as suas práticas políticas, os mosaicos político-territoriais diversificados numa dada formação nacional.
(COSTA, Wanderley M. da. Geografia política e geopolítica. São Paulo: EDUSP, 2010)
O autor denomina essa nova linha de abordagem como Geografia Política
Até então, como vimos, predominavam as ênfases às estruturas políticas estatais e o modo de sua distribuição no território, ou a dinâmica das hierarquias político-territoriais comandada pelo poder central. No caso dessa perspectiva teórica atual, entretanto, tais estruturas ainda são relevadas, mas o que se considera essencial, desta feita, é o modo pelo qual as organizações e os agentes políticos, nas escalas regionais e locais, definem, com as suas práticas políticas, os mosaicos político-territoriais diversificados numa dada formação nacional.
(COSTA, Wanderley M. da. Geografia política e geopolítica. São Paulo: EDUSP, 2010)
O autor denomina essa nova linha de abordagem como Geografia Política
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Segundo Costa (2010), a visão de N. Spykman sobre
como deveria ser a geopolítica na perspectiva dos
Estados Unidos entende que:
(…) as relações internacionais são, antes de tudo, produto das relações bilaterais e multilaterais entre os Estados, o que torna os esquemas centrados em alianças e blocos a forma dominante na política mundial. Além do mais, assinala, como não há barreiras legais que impeçam a guerra, mesmo a de destruição, e como só os Estados possuem na sociedade o monopólio da coerção como instrumento de poder, a possibilidade ou não do confronto dependerá tão somente da ruptura ou não do equilíbrio internacional de poder.
(COSTA, Wanderley M. da. Geografia política e geopolítica. São Paulo: EDUSP, 2010)
A visão de Spykman é exemplificada pelo quadro político internacional no período
(…) as relações internacionais são, antes de tudo, produto das relações bilaterais e multilaterais entre os Estados, o que torna os esquemas centrados em alianças e blocos a forma dominante na política mundial. Além do mais, assinala, como não há barreiras legais que impeçam a guerra, mesmo a de destruição, e como só os Estados possuem na sociedade o monopólio da coerção como instrumento de poder, a possibilidade ou não do confronto dependerá tão somente da ruptura ou não do equilíbrio internacional de poder.
(COSTA, Wanderley M. da. Geografia política e geopolítica. São Paulo: EDUSP, 2010)
A visão de Spykman é exemplificada pelo quadro político internacional no período
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Costa (2010), em seu livro Geografia Política e Geopolítica, busca enfatizar a diferença entre o discurso geopolítico, que seria uma instrumentalização dos conhecimentos produzidos pela Geografia Política e apropriada por
objetivos de Estado, e a Geografia Política enquanto um
campo do saber acadêmico.
No campo do discurso geopolítico, o autor destaca a ideia
No campo do discurso geopolítico, o autor destaca a ideia
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Ao abordar o tema do discurso geopolítico, Costa
(2010) entende que os conceitos de potência mundial
e imperialismo acham-se intimamente ligados quando
nos referimos ao período histórico que se inicia em
meados do século XIX.
(COSTA, Wanderley M. da. Geografia política e geopolítica. São Paulo: EDUSP, 2010)
Isso porque ambos expressam
(COSTA, Wanderley M. da. Geografia política e geopolítica. São Paulo: EDUSP, 2010)
Isso porque ambos expressam
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Para Santos (2021), o exame do papel atual dos pobres
na produção do presente e do futuro exige, em primeiro
lugar, distinguir entre pobreza e miséria.
(SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021)
O autor define pobreza como
(SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021)
O autor define pobreza como
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Para Santos (2021), o atual processo de globalização gerou uma situação de pobreza estrutural globalizada:
A pobreza atual resulta da convergência de causas que se dão em diversos níveis, existindo como vasos comunicantes e como algo racional, um resultado necessário do presente processo, um fenômeno inevitável, considerado até mesmo um fato natural. Alcançamos, assim, uma espécie de naturalização da pobreza, que seria politicamente produzida pelos atores globais com a colaboração consciente dos governos nacionais e, contrariamente às situações precedentes, com a conivência de intelectuais contratados — ou apenas contatados — para legitimar essa naturalização.
(SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021)
Nessa condição, os pobres
A pobreza atual resulta da convergência de causas que se dão em diversos níveis, existindo como vasos comunicantes e como algo racional, um resultado necessário do presente processo, um fenômeno inevitável, considerado até mesmo um fato natural. Alcançamos, assim, uma espécie de naturalização da pobreza, que seria politicamente produzida pelos atores globais com a colaboração consciente dos governos nacionais e, contrariamente às situações precedentes, com a conivência de intelectuais contratados — ou apenas contatados — para legitimar essa naturalização.
(SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021)
Nessa condição, os pobres
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Para Santos (2021), a globalização que se apresenta no
final do século XX apresenta uma face perversa.
SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021. Adaptado)
Uma dessas faces é a tirania da informação, pois
SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021. Adaptado)
Uma dessas faces é a tirania da informação, pois
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Para Santos (2021), “a globalização é o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista. Para
entendê-la, como de resto, a qualquer fase da história, há
dois elementos fundamentais a levar em conta: o estado
das técnicas e o estado da política”.
(SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021)
No campo das técnicas, destaca-se a importância crescente
(SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021)
No campo das técnicas, destaca-se a importância crescente
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