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TEXTO 1
E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.
TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).
O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.
TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).
O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
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Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são
aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem
sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro
corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que
falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de
todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para
obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
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Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são
aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem
sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro
corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que
falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de
todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para
obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
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Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de vós. Por um lado, provêm de vós; por outro, não existem, pois não são
aquilo que vós sois. Já vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas; não se poderiam corromper se fossem
sumamente boas. De que modo criastes o céu e a terra, se não procedesses como o artífice que forma um corpo de outro
corpo, impondo-lhe, segundo a concepção de sua mente, a imagem que vê com os olhos do espírito? É necessário concluir que
falastes e os seres foram criados. Vemos o homem, criado à vossa imagem e semelhança, constituído em dignidade acima de
todos os viventes irracionais. E assim como na sua alma há uma parte que impera por sua reflexão e outra que se submete para
obedecer, assim também a mulher foi criada, quanto ao corpo, para o homem.
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
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E isto porque a experiência é conhecimento dos singulares, e a ciência, dos universais; e, por outro lado, porque as operações
e as gerações todas dizem respeito ao singular. Não é o Homem, com efeito, a quem o médico cura, se não por acidente,
mas Cálias ou Sócrates, ou a qualquer um outro assim designado, ao qual aconteceu também ser homem. Portanto, quem
possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no
tratamento, porque o objeto da cura é, de preferência, o singular.
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).
Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia
ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).
Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia
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A hermenêutica interna a uma religião não pode tender a se igualar a uma fenomenologia universal do fenômeno religioso senão
a favor de uma extensão segunda, regida por um procedimento de transferência analogizante, conduzida aproximativamente,
a partir do lugar em que se está no início. Oponho esse procedimento ao da história comparada das religiões, que supõe ao
menos idealmente adoção de um lugar fora de lugar, de um lugar de onde o sujeito epistemológico não interessado consideraria
com um olho neutro e simplesmente curioso o campo disperso das crenças religiosas. Se certa descrição externa é acessível
a esse olhar de parte alguma, a compreensão do que se trata, do que está em jogo, do Woraufhin, é inacessível. Não entrarei
aqui nessa via de transferência agonizante e da compreensão aproximativa que esta última permite. Limitar-me-ei a fundar a
sua simples possibilidade sobre a atitude de suspense fenomenológico praticado a respeito de minhas próprias convicções.
Pedem-me então que eu pratique, em relação às religiões diferentes da minha, a mesma assunção imaginativa e simpática que
peço aos meus ouvintes quando procede diante deles a hermenêutica da fé hebraica e cristã.
RICOEUR, P. Leituras 3: nas fronteiras da filosofia. São Paulo: Loyola, 1996.
Conforme esse texto, ao promover um debate acerca da diversidade cultural religiosa em sala de aula, cabe ao professor de filosofia direcionar o debate para
RICOEUR, P. Leituras 3: nas fronteiras da filosofia. São Paulo: Loyola, 1996.
Conforme esse texto, ao promover um debate acerca da diversidade cultural religiosa em sala de aula, cabe ao professor de filosofia direcionar o debate para
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Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram
para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar
restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de
seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua
uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é
caracterizada mais por ausências do que presenças.
CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.
Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
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Sem o reconhecimento da diversidade religiosa, em muitas escolas públicas, currículos, ritos e ritmos escolares colaboram
para a manutenção dos rótulos e preconceitos perante algumas expressões religiosas e não religiosas. O calendário escolar
restringe-se à comemoração das datas e festas previstas na liturgia cristã, contando, frequentemente, com a presença de
seus líderes na realização de celebrações, comemorações e formaturas. A reprodução de tais relações e práticas perpetua
uma cosmovisão padronizadora de comportamentos, ritmos, aprendizagens e identidades, em que a diversidade religiosa é
caracterizada mais por ausências do que presenças.
CECCHETTI, E. Diversidade religiosa e currículo escolar: presenças, ausências e desafios.
Disponível em: www.ucs.br. Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
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Educação após Auschwitz
Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não
se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não
se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm
de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios,
a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história
mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive
à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece
progressivamente o que é anticivilizatório.
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
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O método, entendido como o caminho que conduz ao objetivo, é fundamental para o exercício filosofico e desemprenha um
papel crucial nas práticas de ensino de filosofia. Para o exercício, o método orienta por quais caminhos deve andar o pensamento;
para o ensino, o método indica quais práticas devem ser utilizadas para o bom andamento das atividades e o cumprimento dos
objetivos de aprendizagem. Destarte, a pergunta filosofica pelo método questiona justamente por onde caminha o pensamento
quando se aprende e se ensina filosofia.
O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
O processo de ensino-aprendizagem será favorecido se o professor adotar como método:
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