Barrera (1996) fala da importância da tradução da Septuaginta (LXX), a qual não se limita unicamente ao campo dos estudos bíblicos. De acordo com esse autor, a respeito da Septuaginta, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo e assinale a opção correta.
( ) É o primeiro exemplo de tradução de um corpo de literatura sagrada de uma língua do mundo cultural semítico à língua grega.
( ) Embora tenha seu valor histórico, não há indícios do seu uso pelos autores neotestamentários.
( ) Foi um esforço para tradução do que conhecemos como Antigo Testamento, porém só foi efetivada a tradução dos livros da Terá e dos profetas.
( ) A versão do Pentateuco grego foi realizada em Alexandria, provavelmente em meados do século 111 ac.
“As teorias do contrato social consideram o Estado-nação sua
unidade básica. São obrigadas a fazer isso em função de razões
internas à estrutura de suas teorias. Tais teorias não podem
fornecer abordagens adequadas a problemas de justiça global, isto
é, de justiça que lide com desigualdades entre nações ricas e
pobres, e entre seres humanos de qualquer nação. Para solucionar
esses problemas, devemos avaliar a complexa interdependência de
cidadãos de diversas nações, as obrigações morais tanto de
indivíduos quanto de nações com relação a outras nações, e o
papel das entidades transnacionais (corporações, mercados,
organizações não governamentais, acordos internacionais) em
assegurar às pessoas as oportunidades mais básicas para uma vida
humana completa.” NUSSBAUM, Martha. Fronteiras da justiça: deficiência, nacionalidade,
pertencimento à espécie. Trad. Susana de Castro. São Paulo:
Martins Fontes, 2013, p.112.
Na sua crítica ao modelo contratualista de tratar a relação das
nações, Martha Nussbaum propõe uma teoria capaz de
Atente para o seguinte trecho original da música Almirante
Negro, censurada pela Ditadura Militar e gravada, com
modificações, como “O Mestre-Sala dos Mares”, por Elis Regina, no
álbum Elis, em 1974. Essa canção foi escrita em homenagem a João
Cândido, militar brasileiro também conhecido como Almirante
Negro, que, em 1910, liderou a Revolta da Chibata, erguendo-se
contra os castigos corporais, remanescentes do passado
escravocrata, dentro da Marinha brasileira:
“Rubras cascatas jorravam das costas
Dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do marinheiro gritava não!”
Bosco, João; Blanc, Aldir. Almirante Negro (Censurada). 1974.
Nesse trecho da canção, identifica-se um princípio ético, a saber,
Michel Foucault analisou dois tipos de poder surgidos com
as sociedades modernas. O primeiro é um tipo de poder que se
faz no corpo do indivíduo, no autocontrole dos movimentos, na
força focada em detalhes, na adaptação às normas e na
voluntária disposição para segui-las. O outro tipo emerge mais
propriamente com o advento do Estado moderno; trata-se de um
poder que está centrado na vida biológica de uma sociedade e
nas estimativas estatísticas sobre saúde e doença, mas com a
finalidade de controle do corpo coletivo e de regulamentação do
convívio social.
Foucault denomina esses dois tipos de poder, respectivamente,
de
Han (2022) denomina de “regime de informação” a forma
de dominação em que as informações e seus processamentos por
algoritmos e inteligência artificial determinam decisivamente
processos sociais, econômicos e políticos no mundo
contemporâneo afetado pelas tecnologias digitais. Hoje, como
sugere Han, se exploram informações e dados dos usuários das
redes sociais digitais e da Internet, de modo geral, não sendo
mais a posse dos meios de produção o que é importante para o
ganho de poder. O funcionamento desse novo regime de
dominação se embasa no acesso a dados livremente informados
e utilizados para vigilância, controle e prognóstico de
comportamentos. Para este autor, o regime de informação
estaria acoplado a um “capitalismo da vigilância” e “degrada os
seres humanos em gado, em animais de consumo de dados”.
HAN, Byung-Chul. Infocracia: digitalização e a crise da democracia.
Petrópolis: Editora Vozes, 2022.
No que diz respeito ao regime de informação, assinale a
afirmação verdadeira.
“A burguesia despojou de sua auréola todas as atividades
até então reputadas como dignas e encaradas com piedoso
respeito. Fez do médico, do jurista, do sacerdote, do poeta, do
sábio seus servidores assalariados. A burguesia não pode existir
sem revolucionar incessantemente os instrumentos de produção,
por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as
relações sociais. E isto se refere tanto à produção material como
à produção intelectual.”
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. Trad. Manifesto
Álvaro Pina e Ivana Jinkings. São Paulo: Boitempo, 2010., p. 42s
(Adaptado).
A compreensão da produção intelectual é parte considerável da
teoria marxista da reprodução social, sendo inalienável da
reflexão da Teoria Crítica. A produção artística, nesse sentido,
não passa despercebida. Diante disso, é correto afirmar que
“O panteísmo grego, representado pela Escola Eleática,
explica, em virtude da doutrina adotada por esta, uma das fases
mais progressistas, senão a mais progressista, do pensamento
helênico. Seu aspecto crítico à orientação que seguia, até então,
a filosofia pré-socrática, traduz o início da resistência objetiva ao
caráter mítico-religioso que inspirava as ideias da época, apesar
de algumas transformações já havidas.”
NOGUEIRA, Alcantara. Ideias vivas e ideias mortas. Rio de Janeiro:
Simões Editora, 1957. p. 88. (Adaptado).
A Escola Eleática, representada por Parmênides, Zenão e Melisso,
se notabiliza por uma doutrina que separa o saber da verdade
(alétheia) do saber da opinião (dóxa). O saber da verdade é
aquele que busca aquilo que é, ou seja, o Ser, que é uno,
imutável, eterno e incorruptível. A opinião se sustenta no
conhecimento sensível e na concepção de mudança e movimento
das coisas. Portanto, a crítica ganha um caráter central na
doutrina dos eleatas. Isso posto, na perspectiva de Nogueira,
“A referência à arte pode, então, ser estrategicamente
utilizada tanto como exemplo de um ato de resistência contra os
dispositivos de poder em ação, isto é, acentuando a dimensão
crítica do gesto criador, seja como observação, em
contraposição, daquilo em que se concentrou e se tornou
tangível, a episteme de uma época.”
RAVEL, Judith. Dicionário Foucault. Trad. Anderson Alexandre da Silva. Rio
de Janeiro: Forense Universitária, 2011., p. 14. (Adaptado).
A arte é um tema recorrente da primeira fase do pensamento de
Foucault, sendo inseparável de sua teoria da disciplina. Diante
disso, a arte é entendida como