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Na introdução ao Ensaio sobre o entendimento humano, John Locke declara que nessa obra ele pretende investigar “a origem, a certeza e a extensão do conhecimento humano, juntamente com as bases e graus da crença, opinião e assentimento”.
(LOCKE, John. Coleção Os Pensadores. Vol. XVIII. São Paulo: Victor Civita, 1973. p. 145.)
Com base nessa citação e na obra de que foi retirada, é correto afirmar que essa investigação:
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Ética da Virtude: Nunca a humanidade esteve tão carente de si mesma, de sua consciência ética para além dos discursos teológicos e ideológicos. Presumidamente, o avanço civilizatório cultural e tecnológico assegura uma concepção de humanidade eticamente virtuosa. No entanto, nos parece que a vida é outra coisa, que se resume às relações econômicas e de mercado, se não tivermos a certeza de que assim sempre fora. Há gritos por todo o planeta apelando pela preservação da natureza em sua totalidade, um apelo que, em última instância, tem como finalidade a preservação da vida da própria espécie humana. Nessa direção reflexiva, Stan Van Hooft nos ensina que “o substantivo ‘vida’ é uma abstração. Ele denota uma condição biológica ou categoria que, seja na frase ‘reverência pela vida’ ou ‘a santidade da vida, é ainda abstrata demais para entrar no discurso da ética da virtude. Como uma abstração, a noção de ‘vida’ encaixa-se facilmente nos discursos da teologia e da moralidade. Porquanto esses discursos descrevem os nossos deveres em termos universais, objetivos e absolutos, eles só podem usar a linguagem generalista cheia de abstrações. Embora esses termos sejam importantes, especialmente quando debatemos direito e políticas públicas, eles não captam os momentos de envolvimento íntimo com o que é precioso e vulnerável nas situações concretas nas quais a virtude é demandada. A ética da virtude é particularista: ela fala de coisas específicas. Portanto, ao invés de falar da ‘vida’, devemos falar de seres vivos em particular. Isso implicará divergentes compromissos com a ação quando nos aproximamos dos animais, da biosfera ou de outros seres humanos. E, nestes últimos, implicará respostas divergentes dependendo do ser humano diante de nós”. Hooft define o comportamento humano virtuoso apresentando proposições coerentes com o conteúdo do texto acima, sendo divergente apenas a seguinte proposição:
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Há sempre quem pergunta qual é a função do filósofo em uma sociedade. Aliás, essa deve ser uma pergunta a ser posta pelo próprio filósofo ou pelo professor de Filosofia a si mesmo. Franklin Leopoldo escreve: “Platão – Mito da Caverna. Seria ocioso, na perspectiva da origem da filosofia, lembrar a inserção histórico-social do filósofo em relação à figura de Sócrates. É talvez o exemplo mais acabado do dimensionamento da reflexão filosófica pela sua finalidade social e é, ao mesmo tempo, o exemplo mais acabado de como este dimensionamento histórico-social do filosofar não implica absolutamente a exclusiva imediatez de um pensamento que exerceria reflexão apenas na exata medida em que a interiorização ou o contato do espírito consigo é condição da exteriorização e da submissão da reflexão ao caráter puramente circunstancial das necessidades primeiras e mais aparentes da vida política e da prática política. Pois dificilmente imaginaríamos um filósofo mais comprometido com a cidade, com os problemas da vida política e com o destino histórico dos seus concidadãos do que Sócrates. [...] É interessante notar que, quando a filosofia se lança nos seus inícios à interrogação sobre as condições universais do exercício da política, mantém-se no plano da indagação, da pergunta que se elabora a partir do horizonte da universalidade, sem perder o vínculo com a concretude da contingência humana. É sob o signo da universalidade que devemos primeiramente entender a condição do filósofo em Platão. E o Mito da Caverna nos ensina duas coisas igualmente importantes. É preciso fugir do mundo sensível, das sombras e dos fantasmas e encontrar fora da Caverna o verdadeiro mundo dos objetos e o sol que os ilumina no seu verdadeiro e autêntico ser. [...] Ensina-nos também que, uma vez contemplada esta fonte da verdade, o filósofo retorna à Caverna, onde sofrerá toda sorte de incompreensões por parte daqueles que têm as sombras como única realidade”. Sob essa visão fidedigna de Franklin em relação à função social do filósofo em Platão, observa-se a seguinte contraposição:
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