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Na definição de Thomas Hobbes, uma “maneira de dividir as leis é em naturais e positivas. As [leis] naturais são as que têm sido, desde a eternidade, chamadas também leis morais. Consistem nas virtudes morais, como a justiça, a equidade e todos os hábitos de espírito propícios à paz e à caridade. As positivas são as que não existem desde toda a eternidade e foram tornadas leis pela vontade daqueles que tiveram o poder soberano sobre os outros. Podem ser escritas ou então dadas a conhecer aos homens por qualquer outro argumento da vontade do legislador”.
(Alvaro de Azevedo Gonzaga. “Direito natural e jusnaturalismo”.
https://enciclopediajuridica.pucsp.br, 2017. Adaptado.)
A relação entre os tipos de leis mencionados no excerto estabelece um sistema político baseado
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Texto 1
O argumento central de Aristóteles contra quem, no seu tempo, questionava a possibilidade da filosofia, aplica-se ainda hoje a quem, aparentemente por outros motivos, tem a mesma atitude. O seu argumento é o seguinte: “Se há que filosofar, há que filosofar. Se não há que filosofar, há que filosofar. Logo, em qualquer caso, há que filosofar”.
(Desidério Murcho. “A possibilidade da filosofia”.
https://criticanarede.com, 02.08.2010. Adaptado.)
Texto 2
O método do pensamento filosófico requer um conjunto de habilidades e alguns hábitos intelectuais distintivos, que chamaremos de hábitos filosóficos da mente. Na qualidade de filósofos, temos como ocupação fazer dois tipos principais de coisas, clarificar e justificar alegações.
(Laurence Bonjour e Ann Baker. Filosofia:
textos fundamentais comentados, 2010. Adaptado.)
A natureza do pensamento filosófico e seu método são representados nos textos a partir
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Texto 1
A pós-verdade seria, pois, uma forma de deliberadamente não dar crédito à verdade dos fatos, mesmo quando estes são confirmados (posteriormente) por fontes confiáveis — pior: por pessoas envolvidas diretamente na história em jogo.
(Ana Paula Grillo El-Jaick.
“Pós-verdade, ficção, fake news”. Fragmentum, 2019. Adaptado.)
Texto 2
Imagine como seria uma sociedade que não desse valor ao dizer a verdade. Quando uma pessoa falasse com a outra, não haveria presunção de que ela estaria dizendo a verdade, pois ela poderia facilmente estar mentindo. Em uma tal sociedade, não haveria razão para prestar atenção a qualquer coisa que alguém dissesse.
(James Rachels e Stuart Rachels. Os elementos da filosofia moral, 2013.)
A discussão acerca da verdade é um problema filosófico clássico. Segundo os textos 1 e 2, a ausência de verdade implicaria a
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Texto 1
Tanto técnica quanto economicamente, a publicidade e a indústria cultural se confundem. Tanto lá como cá, a mesma coisa aparece em inúmeros lugares, e a repetição mecânica do mesmo produto cultural já é a repetição do mesmo slogan propagandístico. Lá como cá, sob o imperativo da eficácia, a técnica converte-se em psicotécnica, em procedimento de manipulação das pessoas.
(Max Horkheimer e Theodor W. Adorno. Dialética do esclarecimento, 1985.)
Texto 2
Investida de um forte apelo à personalização e ao reconhecimento socioafetivo, a atual forma publicitária produz essencialmente o desejo por consumo, em seu sentido mais amplo. É a própria sociedade que se dá a consumir através desse mundo de valores desejáveis.
(Maria de Fátima Vieira Severiano.
“Pseudo-individuação e homogeneização na cultura do consumo:
reflexões críticas sobre as subjetividades contemporâneas na publicidade”.
Estudos e pesquisas em psicologia, 2006. Adaptado.)
A discussão comum aos dois textos coloca em questionamento
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A filosofia desempenha um papel crucial na formação do sujeito e nos processos educativos. Considerando os desafios das sociedades complexas atuais, explique como a filosofia pode contribuir para a construção de uma postura pedagógica reflexiva e crítica.
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