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Foram encontradas 7.215 questões.

3774515 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: IF-MG
Orgão: IF-MG
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Marque a alternativa correta sobre os aforismos baconianos citados abaixo:

O aforismo XVIII do Novum organum resume o pensamento de Bacon em relação à situação do saber em sua época: os descobrimentos até agora feitos de tal modo são que quase só se apoiam nas noções vulgares. Para que se penetre nos estratos mais profundos e distantes da natureza, é necessário que tanto as noções quanto os axiomas sejam abstraídos das coisas por um método mais adequado e seguro, e que o trabalho do intelecto se torne melhor e mais correto. 


(Bacon, 1997, p. 36)



O aforismo XIX do Novum organum descreve o perfil desse raciocínio: Só há e só pode haver duas vias para a investigação e para a descoberta da verdade. Uma, que consiste no saltar-se das sensações e das coisas particulares aos axiomas mais gerais e, a seguir, descobrirem-se os axiomas intermediários a partir desses princípios e de sua inamovível verdade. Esta é a que ora se segue. A outra, que recolhe os axiomas dos dados dos sentidos e particulares, ascendendo contínua e gradualmente até alcançar, em último lugar, os princípios de máxima generalidade. Este é o verdadeiro caminho, porém ainda não instaurado. 


(Bacon, 1997, p. 36).


Pode-se afirmar que os aforismos escritos pelo filósofo Francis Bacon estão se referindo

 

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3774514 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: IF-MG
Orgão: IF-MG
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Marque a alternativa correta de acordo com a leitura dos excertos abaixo:

O equívoco de Hegel, bem como de grande parte dos teóricos da sociedade burguesa, é o de estender o plano jurídico para o social, imaginando que a esfera do direito seja a expressão da realidade inteira e que a igualdade entre as partes do contrato de trabalho corresponda à igualdade econômica entre empregados e empregadores. Para Marx, ao contrário dessa correspondência, a dialética que constitui a sociedade capitalista estabelece-se entre o plano jurídico-formal e o plano econômico-social. Os conflitos nesse último plano não podem ser resolvidos de modo definitivo recorrendo-se às leis e ao direito, como idealizavam os hegelianos, pois expressam a dialética irreconciliável da sociedade burguesa. Marx, porém, não atribuiu esse equívoco de Hegel e de seus discípulos a uma simples cegueira subjetiva. Ele decorre da própria sociabilidade sob o modo de vida capitalista. Seja como for, a perda da propriedade dos meios de produção pelo trabalhador estabelece as bases de um processo generalizado de perda de controle sobre as demais condições sociais.

GRESPAN, Jorge Luis. Marx: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2021. PP, 24-25

Nas palavras de Marx e Engels:

Confronta-se com essas forças produtivas a maioria dos indivíduos, dos quais essas forças se separaram e que, por isso, privados de todo conteúdo real de vida, se tornaram indivíduos abstratos, mas que somente assim são colocados em condições de estabelecer relações uns com os outros na qualidade de indivíduos.


(KARL MARX e FRIEDRICH ENGELS, 2007, p. 72).

De acordo com os trechos supracitados, a perda da propriedade faz com que os indivíduos

 

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3774513 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: IF-MG
Orgão: IF-MG
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Leia atentamente os excertos abaixo e marque a alternativa correta sobre o que se pede:

[...] O que Nietzsche assinala e analisa é uma luta, uma correlação de forças; um combate entre o trágico e o racional, entre uma civilização socrática e uma civilização artística, dionisíaca. A crítica à universalidade do conhecimento só pode vir do exterior do próprio conhecimento; não é uma autocrítica. É uma perspectiva inerente ao caráter afirmativo da arte trágica com relação à vida.


E como uma civilização socrática se funda em uma repressão do trágico, a crítica, o controle do instinto ilimitado de conhecimento, do instinto desenfreado de saber, se faz pela edificação de um novo tipo de vida em que os direitos da arte, que foram confiscados pela racionalidade científica, sejam restituídos, reconquistados[...]

MACHADO, Roberto. Nietzsche e a Verdade, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1984, pp.50-51.

De acordo com Machado (1984), isto não quer dizer, no entanto, que a perspectiva nietzscheana pretenda uma negação do conhecimento ou uma redução da totalidade do campo do saber à arte. Porém, significa que

 

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3773568 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: VUNESP
Orgão: HC-FMUSP
Na visão de Martin Heiddegger, temporalidade, finitude e angústia, entre outras condições, constituem
 

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3750284 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Observações: Cisne n. 1 é branco.

Cisne n. 2 é branco.

...

Cisne n. 534 é branco.

...

Conclusão: Todos os cisnes são brancos.

FRENCH, S. Ciência: conceitos-chave em filosofia.

Porto Alegre: Artmed, 2009 (adaptado).

A sequência de proposições apresentada no texto indica uma

 

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3750283 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Atentando para os processos midiáticos na formação da percepção do real, na televisão predomina o visível sobre o inteligível, ocasionando uma visão fragmentada sobre o ponto de vista de conjunto, em que o real não é construído pelo sujeito, em que não somos autônomos, deixamos de ser protagonistas e passamos a ter “ideias” de realidade. Há uma dinâmica de manipulação ideológica imposta pela mídia, interferindo na construção de nossos alicerces, na nossa percepção, na apreensão dos saberes. Desse modo, a televisão gera alienação e instiga a desumanização, salvaguardando as exceções.

CARNEIRO, I. L. B. A Antropologia Filosófica: a educação

como elemento fundante do ser humano. Salvador:

Faculdade Baiana de Direito, 2010 (adaptado).

Ao produzir uma leitura sobre os meios de comunicação, o texto apresenta quais características da realidade criticada?

 

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3750282 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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O mito de Sísifo explora a noção de “o absurdo”, que Camus descreve alternativamente como sendo a condição humana e, ao mesmo tempo, uma difusa sensibilidade do nosso tempo. Sísifo, condenado pelos deuses a uma infindável e fútil tarefa de rolar uma pedra montanha acima (donde ela haveria de rolar montanha abaixo pelo seu próprio peso), torna-se, assim, um exemplar da condição humana, lutando desesperada e impotentemente para alcançar algo.

SOLOMON, R. C. In: AUDI, R. Dicionário de filosofia de Cambridge.

São Paulo: Paulus, 2006 (adaptado).

O absurdo da condição humana, representado pela alegoria contida no texto, fundamenta-se na

 

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3750281 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Eis o ensinamento de minha doutrina: “Viva de forma a ter de desejar reviver — é o dever —, pois, em todo caso, você reviverá! Aquele que ama antes de tudo se submeter, obedecer e seguir, que obedeça! Mas que saiba para o que dirige sua preferência, e não recue diante de nenhum meio! É a eternidade que está em jogo!”.

NIETZSCHE apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os

novos tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).

Qual conduta se mostra alinhada à proposta nietzscheana apresentada no texto?

 

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3750280 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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TEXTO I

É muito importante entender que a significatividade do mundo, constituída pelas estruturas linguístico-conceituais, não se reduz a uma significatividade apenas cognitiva. Proporcionar uma significação para o mundo pode também consistir em lidar com ele no sentido do “padecer”.

CABRERA, J. Margens das filosofias da linguagem.

Brasília: UnB, 2003 (adaptado).

TEXTO II

Mundo, mundo, vasto mundo

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo, mundo, vasto mundo

Mais vasto é meu coração.

ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro:

Record, 1996 (fragmento).

Com base nas informações presentes no Texto I, a consideração sobre o mundo no Texto II tem uma significação:

 

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3750279 Ano: 2024
Disciplina: Filosofia
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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TEXTO I

A partir da Segunda Guerra Mundial o cenário europeu se altera com o progressivo aumento de um sentimento democrático e de compreensão do poder público e das suas modalidades de ação e de relação com a sociedade, que passa a exercer de modo um pouco mais articulado algum controle social, o qual era visto até então como de exclusividade do poder público. Essa nova perspectiva também altera significativamente a percepção da arte e, por óbvio, da historicidade da mesma.

MARZADRO, F. Revista NAU Social, n. 5, maio-out. 2013 (adaptado).

TEXTO II

A liberdade artística é termômetro democrático dos mais sensíveis. Nela encontram-se o pensamento, a expressão e a criatividade. É o espaço do novo e da diversidade. Não espanta que incomode quem não deseja um mundo plural e livre. Ainda mais quando extremismos e ódio sufocam o convívio das diferenças. É preciso cultivar a liberdade artística. Cerceá-la, por imposturas que semeiam a discórdia e se valem da confusão, do medo e do preconceito, não é novidade. O nazismo se valeu disso contra a “arte degenerada” para instaurar uma sociedade fascista. Essa repressão não é inocente. Ela afronta o direito à cultura, que é de todos, e discrimina particularmente certos grupos, como no caso em que atinge pessoas LGBTQIAPN+. Abre as portas para a violência, como já vivenciam os adeptos de religiões afro-brasileiras, que são apedrejados e que têm suas casas de religião incendiadas, ou quando atendimento médico é negado a crianças por motivação ideológica.

RIOS, R. R. Arte e democracia. Disponível em:

https://gauchazh.clicrbs.com.br. Acesso em:

26 out. 2023 (adaptado).

Os textos enfatizam a importância histórica da manifestação artística como um instrumento de

 

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