O processo de formação econômica do Brasil foi marcado
pela atividade agroexportadora, baseada em um ou poucos
produtos primários. Esse cenário somente se modifica a
partir do século XX, quando o país avança na sua base
industrial e o mercado interno aumenta sua influência na
dinâmica econômica nacional. A partir daí, em relação às mudanças estruturais na
economia brasileira, pode-se dizer que
O montante de recursos que o setor público consolidado não
financeiro precisa captar com o setor privado, com o setor
público financeiro e com o resto do mundo para fazer face
aos seus dispêndios, em razão da insuficiência de suas
receitas fiscais, é denominado:
De acordo com o Instituto de Pesquisa de Economia
Aplicada (IPEA), em dezembro de 2023, a população
ocupada no Brasil somava aproximadamente 101,1 milhões
de pessoas, enquanto os ganhos médios tiveram um
aumento de 6,2% no segundo trimestre de 2023,
comparados com o mesmo período de 2022. Porém, ainda
são observadas inúmeras distorções no mercado de
trabalho brasileiro. Com relação às disparidades e
discriminação de rendimentos entre os grupos socialmente
vulneráveis,
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (2024), as
exportações brasileiras cresceram 1,7% e somaram US$
339,67 bilhões em 2023, sendo o principal destino dos
produtos a China. As exportações alcançaram US$ 105,75
bilhões – aumento de 16,5% sobre 2022. Também se
destacaram, entre os países para os quais houve
crescimento das vendas, as exportações para a Argentina,
que aumentaram 8,9% em relação a 2022, totalizando US$
16,72 bilhões. Com relação aos setores e produtos,
Entre 2014 e 2016, o Brasil atravessou profunda recessão
econômica, com queda do Produto Interno Bruto (PIB), em
termos reais, de 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016. Após leve
recuperação a partir de 2017, a pandemia causada pela Covid-19 acarretou queda severa no PIB, de 3,8% em 2020. A
proporção do PIB per capita brasileiro em relação ao dos
Estados Unidos da América foi de cerca de 25%, menor
percentual desde 2013. BRASIL. Tribunal de Contas da União. O TCU e o Desenvolvimento
Nacional: Contribuições para a Administração Pública. Disponível em: <ites.tcu.gov.br/desenvolvimento-nacional/desenvolvimento_economico.html> Acesso em: 21 fev. 2024.
O indicador de desenvolvimento utilizado como instrumento
para medir o grau de concentração de renda em
determinado grupo, apontando a diferença entre os
rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos, é o:
Em dezembro de 2023, o resultado primário do Governo
Central, a preços correntes, foi deficitário em R$ 116,1 bilhões,
frente a um superávit de R$ 4,0 bilhões em dezembro de 2022.
Em termos reais, a receita líquida apresentou um acréscimo de
R$ 6,8 bilhões (+3,8%), enquanto a despesa total registrou um
aumento de R$ 127,2 bilhões (+72,3%), quando comparadas a
dezembro de 2022. BRASIL. Resultado do Tesouro Nacional. Brasília: Secretaria do Tesouro
Nacional, v. 29, n. 12, dez. 2023.
Quando se considera esse resultado primário do Governo
Central, acrescido do pagamento de juros nominais mais a
correção monetária e cambial, tem-se um:
As razões que levaram a uma maior intervenção do Estado
na economia brasileira ao longo do século XX podem ser
explicadas pelos desafios impostos pelas crises econômicas
internacionais, bem como pela promoção da industrialização
rápida de um país atrasado. Porém, a partir dos anos de
1990, houve uma redução da participação do setor público
na atividade econômica, explicada:
As falhas de mercado ocorrem quando os mecanismos
automáticos do mercado, deixados livremente ao seu
funcionamento, promovem resultados econômicos
ineficientes ou socialmente indesejáveis, tais como a
existência de externalidades negativas e de monopólios
naturais. Essas falhas explicam a necessidade de
intervenção do setor público, em que o Governo cumpre
uma das suas funções econômicas, conhecida como: