Alguns contribuintes adquiriram o direito de não recolher
determinado tributo, em relação jurídica de trato continuado ou
sucessivo, com fundamento em decisões transitadas em julgado
que consideraram a inconstitucionalidade incidental da Lei que
instituiu a referida contribuição. No ano seguinte, sobreveio o
julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade, na qual o
Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade da
norma.
Diante do exposto, é correto afirmar que, de acordo com a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a cobrança:
João estava procurando uma casa para comprar no Município
Beta. Depois de alguns meses, identificou um imóvel no valor de
300 mil reais que se enquadrava exatamente nas características
que estava buscando. Porém, como se tratava de imóvel que
precisava de muitas reformas, descobriu que o preço estava
abaixo do praticado no mercado, já que, na mesma região, imóvel
semelhante é avaliado em 400 mil reais. Além disso, ao consultar
a certidão de ônus reais, verificou a existência de averbação
pré-executória de débito da Fazenda Nacional.
Considerando o narrado e o entendimento dos Tribunais
Superiores, é correto afirmar que:
Com a morte de seu pai, João e Maria, maiores de idade,
herdaram um apartamento no valor de 200 mil reais e uma
aplicação financeira no valor de 180 mil reais. Estando de pleno
acordo, optaram por processar o inventário pelo rito do
arrolamento sumário. João receberá o apartamento e Maria
receberá os 180 mil reais.
Diante dessa situação, é correto afirmar que:
Na repartição das receitas tributárias previstas na Constituição da
República de 1988 (CRFB/1988), uma parcela desses recursos é
distribuída mediante o Fundo de Participação dos Estados e do
Distrito Federal (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios
(FPM), cuja finalidade é “gerir os recursos recebidos para o
posterior repasse aos destinatários, por meio de critérios sociais,
econômicos e demográficos (população e renda per capita),
tendo relevante papel de distribuição de renda para a busca do
equilíbrio socioeconômico entre os entes federativos”
(ABRAHAM, Marcus. Curso de direito tributário brasileiro. 4. ed.
Rio de Janeiro: Forense, 2023).
Acerca de tais fundos, à luz do texto da CRFB/1988, é correto
afirmar que:
O Código Tributário Nacional (CTN) veicula alguns deveres e
responsabilidades em matéria tributária de notários e
registradores. Acerca desse tema e à luz do texto do CTN, analise
as afirmativas a seguir.
I. Nos casos de descumprimento da obrigação principal pelo
contribuinte, os notários e registradores devem responder
solidariamente com este, sem benefício de ordem, nos atos
em que intervierem ou pelas omissões de que forem
responsáveis, pelos tributos devidos sobre os atos praticados
por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício.
II. Os notários e registradores em nenhuma hipótese poderão ser
pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a
obrigações tributárias resultantes de atos praticados com
infração de lei.
III. Os notários e registradores, mediante intimação escrita, são
obrigados a prestar à autoridade administrativa fiscal todas
as informações de que disponham, em razão do seu ofício,
com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros.
A tormentosa questão sobre a incidência do Imposto de
Renda (IR) em situações limítrofes fez com que, ao longo dos
anos, os Tribunais Superiores tivessem que interpretar diversas
vezes a legislação nacional sobre esse tema para definir quando
estava presente o fato gerador de tal exação.
Acerca de tal incidência, à luz do entendimento dos Tribunais
Superiores, é correto afirmar que:
A Lei estadual nº 7.724/2013, que dispõe sobre o ITCMD no
Estado de Sergipe, veicula uma série de regras para a aferição da
base de cálculo, um dos elementos do aspecto quantitativo desse
tributo.
Acerca da base de cálculo do ITCMD à luz da atual redação da Lei
estadual nº 7.724/2013, é correto afirmar que:
As imunidades tributárias constituem verdadeiras garantias dos
contribuintes, vedando a tributação por parte do Estado em
certas situações específicas.
Acerca do tema das imunidades tributárias e à luz da
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar
que:
Uma lei do Estado Alfa, publicada em setembro de 2022,
estabeleceu alíquotas progressivas para o ITCMD em razão do
valor do bem a ser transferido, bem como a incidência desse
tributo sobre doações em que o doador tiver domicílio ou
residência no exterior. Por sua vez, lei do Município Beta,
também de setembro de 2022, estabeleceu alíquotas
progressivas para o ITBI de acordo com o valor venal do imóvel a
ser transferido.
Diante desse cenário e à luz da jurisprudência e das súmulas do
Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:
O município X realizou a desapropriação de terras pertencentes ao Contribuinte Y realizando o pagamento de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e a retenção na fonte de R$ 44.000,00 (quarenta e quatro mil reais) a título de Imposto de Renda em junho de 2006. Entendendo ser indevida a incidência do tributo por se tratar de verba indenizatória, o Contribuinte ingressou com pedido de restituição administrativa junto à Receita Federal do Brasil em maio de 2008.
Ao analisar o pedido, a Receita Federal exarou decisão reconhecendo a não incidência do tributo, mas negando a restituição sob o argumento de que a fonte pagadora não teria efetuado o recolhimento do tributo retido aos cofres da União em agosto de 2016.
Em novembro de 2020, o Contribuinte ingressa com pedido administrativo perante o município X requerendo a restituição do valor retido. De acordo com o caso hipotético narrado, é correto afirmar que