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Respondida
Com base no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir, em relação aos sujeitos do processo.
Responde por perdas e danos aquele que litigar de
má-fé como autor, réu ou interveniente.
Respondida
Com base no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir, em relação aos sujeitos do processo.
Verificada a incapacidade processual ou a
irregularidade da representação da parte, o juiz,
de imediato, extinguirá o processo, sem resolução
de mérito.
Respondida
Com base no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir, em relação aos sujeitos do processo.
O cônjuge necessitará do consentimento do outro
para propor ação que verse sobre o direito real
imobiliário, salvo quando casados sob o regime de
separação absoluta de bens.
Respondida
Com base no Código de Processo Civil, julgue o item a seguir, em relação aos sujeitos do processo.
O incapaz será representado ou assistido pelo
Ministério Público.
Respondida
Com base no Código de Processo Civil, julgue o item a
seguir, em relação aos sujeitos do processo.
Toda pessoa tem capacidade para estar em juízo, ainda
que não se encontre no exercício de seus direitos.
Respondida
No que se refere às normas de Processo Civil vigente, marque a alternativa CORRETA :
A
O juiz pode decidir, em qualquer grau de jurisdição, com base em fundamento a respeito do que não se tenha dado às
partes oportunidade de se manifestar, ressalvada a matéria sobre a qual deve decidir de ofício.
B
Os juízes e os tribunais atendem, obrigatoriamente, a ordem cronológica de conclusão para proferir sentença ou
acórdão.
C
O substituído, em caso de substituição processual, pode intervir como amicus curiae , expressão latina utilizada cujo
significado é “amigo da corte”.
D
A decisão contrária a uma das partes não é proferida, sem que a parte seja previamente ouvida, não sendo aplicável o
referido dispositivo nos casos de tutela provisória de urgência.
E
O processo começa por iniciativa da secretaria do juízo e se desenvolve por iniciativa da parte, por meio de seu
advogado, salvo as exceções previstas em lei.
Respondida
Foi proposta Ação Civil Pública no Município de Cotia, cujo objeto é responsabilizar o réu por danos ao meio ambiente. Busca-se
na ação a condenação pelos danos já causados ao meio ambiente e obrigação de não fazer, para que seja interrompido o
comportamento do réu a causar o dano específico ao meio ambiente. A ação foi proposta por associação, cujo objeto inclui a
proteção ao meio ambiente. Sobre o fato, podemos afirmar que:
A
A associação que promoveu a ação deve, além de ter como objeto a proteção ao meio ambiente, estar constituída há pelo
menos um ano nos termos da lei e, pela natureza do objeto do processo; o Ministério Público atuará obrigatoriamente como
fiscal da lei, se não intervier no processo enquanto parte.
B
Por expressa previsão legal, presente em lei específica, o juiz não pode determinar cominação de multa diária, para compelir
a obediência do réu a obrigação legal de não fazer, cessando o dano ao meio ambiente, por ato de ofício. Apenas pode
determinar esta medida a pedido do autor e após ouvido o Ministério Público.
C
Ação Civil Pública não pode objetivar uma obrigação de não fazer. Existe expressa previsão legal no sentido de que o objeto
deste tipo de ação é o ressarcimento por danos já provocados. Não serve o tipo processual a evitar danos que possam ocorrer
no futuro e/ou interromper atos que estejam causando danos ao meio ambiente.
D
Uma vez que a promoção da ação foi feita por associação e não pelo Ministério Público, a ação correta a ser promovida para o
objeto em questão é a Ação Popular. A Ação Civil Pública só pode ser promovida pelo Ministério Público; Defensoria Pública;
União, Estados, Distrito Federal e Municípios; Autarquias, Empresa Pública, Fundação ou Sociedade de Economia Mista.
E
Qualquer associação que tenha no seu objeto a proteção ao meio ambiente é parte legítima a levar denúncia ao Ministério
Público sobre eventual dano e/ou ameaça de dano ao meio ambiente. Entretanto, a Ação Civil Pública é de manuseio exclusivo do Ministério Público, após a apuração de denúncia recebida ou de procedimento apuratório de iniciativa própria. No
caso, a associação não tem a legitimidade para propor Ação Civil Pública, que apenas pode ser promovida diretamente pelo
Ministério Público.
Respondida
Dois juízes, vinculados a um mesmo Tribunal, entendem respectivamente que a competência para um determinado feito é
do outro e não sua. O réu, no processo original, arguiu, inclusive, em sua matéria de defesa, a incompetência relativa do
juízo, enquanto preliminar de contestação, o que foi acatado pelo primeiro julgador, que transferiu o processo ao segundo.
Entretanto, discordando o segundo da competência, decidiu que esta, no caso, seria do primeiro. Sobre o conflito negativo
de competência narrado, podemos afirmar que:
A
Será julgado pelo Tribunal a que ambos os juízes estão vinculados e pode ser suscitado pelo autor, não pelo réu, uma vez
que a incompetência relativa foi matéria de preliminar de contestação.
B
Será julgado pelo STJ, que é o foro competente para todo conflito de competência negativo e pode ser suscitado por qualquer um dos juízes envolvidos, pelo Ministério Público e por qualquer uma das partes.
C
Será julgado pelo STJ, que é o foro competente para todo conflito de competência negativo e será obrigatoriamente suscitado pelo segundo julgador, não havendo previsão legal para que qualquer das partes possa suscitar conflito de competência, seja negativo, seja positivo.
D
Será julgado pelo Tribunal a que ambos os juízes estão vinculados e deve obrigatoriamente ser suscitado pelo segundo juiz
no exato ato em que entendeu ser incompetente. Cabe, exclusivamente, nesta hipótese, ao segundo Magistrado indicar o
conflito e iniciar o procedimento para determinação correta da competência.
E
Será julgado pelo Tribunal a que ambos os juízes estão vinculados e pode ser suscitado por qualquer uma das partes ou pelo
Ministério Público. Os juízes envolvidos, uma vez que o conflito é negativo, não possuem legitimidade para suscitar o conflito;
apenas nos conflitos positivos de competência os juízes possuem esta prerrogativa legal de suscitar o conflito.
Respondida
Sobre a tutela provisória, no que tange à Fazenda Pública, considerando o entendimento dos Tribunais Superiores sobre o
tema, podemos afirmar que:
A
O Código de Processo Civil expressamente dita que não é cabível a tutela provisória contra Fazenda Pública.
B
É cabível tutela provisória contra a Fazenda Pública. Nas hipóteses que não violem o rol taxativo de proibições neste sentido,
previstas no art. 1º da Lei 9.494/1997, segundo decisão vinculativa do STF. Ressalvada a de natureza previdenciária que por
força de súmula do STF, permite a concessão de tutela provisória.
C
É cabível tutela provisória contra a Fazenda Pública. Entretanto, existe uma limitação legal prevista no Código de Processo
Civil, no sentido de que, quando por sua natureza a decisão for satisfativa, esta não pode ser concedida de forma antecipada,
sem ouvir primeiramente o Ente Público.
D
A concessão de tutela provisória contra a Fazenda Pública não está sujeita à regra geral da análise sobre a presença de fumus
boni iuris e periculum in mora . A conceção de medidas antecipadas contra a Fazenda Pública está sujeita apenas à análise da
primazia do interesse público sobre o do particular e da boa-fé do Estado em seus atos.
E
A concessão de tutela provisória contra a Fazenda Pública demanda de forma obrigatória a apresentação de caução, pelo Autor,
para garantir eventual ressarcimento do Ente Público e existência de precedente vinculativo em decisão com repercussão geral
pelos Tribunais Superiores. A falta de qualquer um destes impossibilita a concessão da medida em qualquer caso.
Respondida
Em determinado processo judicial, o juiz emitiu despacho saneador. Nesse despacho, o juiz: a) decidiu parte do mérito em
favor do autor, entendendo que se tratava de parte incontroversa do mérito; b) delimitou a parte controversa da lide, ordenando que as partes apenas produzissem provas no sentido de demonstrar fatos atinentes a esse tópico; c) indeferiu prova
pericial requerida pelo autor, por entender desnecessária ao caso concreto; entre outras medidas tomadas no referido
despacho. Tendo em vista que autor e réu, por motivos distintos, não ficaram satisfeitos, assinale a alternativa correta.
A
O despacho saneador não é uma decisão interlocutória, visto que não é cabível qualquer recurso contra o seu conteúdo; é
possível, apenas, discutir qualquer ato relativo a esse despacho em sede de preliminar de apelação.
B
Autor e réu não possuem qualquer recurso cabível contra medidas que sejam tomadas em despacho saneador. Despachos
não são decisões judiciais e apenas decisões judiciais podem ser recorridas. O que não é o caso do despacho em discussão
C
O autor pode interpor agravo de instrumento demonstrando a urgência da prova pericial requerida e a inutilidade do
julgamento da questão no recurso de apelação; o réu pode interpor apelação contra a decisão de mérito parcial, relativa à
parte que o julgador considerou incontroversa.
D
O autor pode interpor agravo de instrumento demonstrando a urgência da prova pericial requerida e a inutilidade do
julgamento da questão no recurso de apelação; réu pode interpor agravo de instrumento contra a decisão de mérito parcial,
relativa à parte que o julgador considerou incontroversa.
E
O autor não pode fazer nada contra a decisão que indeferiu a prova, uma vez que o caso não é previsto no CPC e, por
consequência, apenas pode ser desafiado em preliminar de apelação; o réu pode interpor apelação conta a decisão de mérito
parcial, relativa à parte que o julgador considerou incontroversa, e esse recurso terá, por força de norma processual, efeito
suspensivo sobre o processo, até o julgamento do seu mérito.