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Foram encontradas 60 questões.

3122148 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A descoberta da surdez

A lembrança é clara, mesmo que tenham se passado 25 anos. No apartamento em que morávamos, havia um corredor em formato de “S”, pelo qual eu adorava correr. Numa tarde, lembro-me de encostar a cabeça na parede e chamar a minha mãe, gritando: “Mãe, tem um apito no meu ouvido”. É a memória mais antiga da minha surdez. Convivo com o tinnitus aureum desde criancinha — naquela época, jamais imaginávamos que era um sintoma de perda auditiva.

Não lembro minha idade exata quando comecei a frequentar otorrinolaringologistas. Tive muitas otites. Passei inúmeras tardes ensolaradas da minha infância deitada em cima da cama esperando que algum remédio fizesse efeito, com os ouvidos tampados com algodão. Toda ida à piscina acabava, invariavelmente, em dor de ouvido. Lembro-me de uma tia-avó que às vezes comentava com minha mãe e minha avó que desconfiava que eu não ouvia bem. As duas sempre retrucavam: “Imagina, que bobagem!”. Quando penso nessa tia, lembro-me do seu olhar intrigado toda vez que eu repetia a palavrinha mágica daqueles que não escutam direito: “Hã?”. Para ela, eu falava “Hã?” demais, mas, como eu tinha uma voz perfeita, ouvia muita coisa e conversava normalmente, era mais fácil pensar que eu era distraída.

Paula Pfeifer. Crônicas da surdez.
2.ª ed. São Paulo: Plexus Editora, 2020 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

O sentido e a correção gramatical da oração “mesmo que tenham se passado 25 anos” (primeiro período do primeiro parágrafo) seriam mantidos se ela fosse reescrita da seguinte maneira: mesmo passado 25 anos.

 

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3122147 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A descoberta da surdez

A lembrança é clara, mesmo que tenham se passado 25 anos. No apartamento em que morávamos, havia um corredor em formato de “S”, pelo qual eu adorava correr. Numa tarde, lembro-me de encostar a cabeça na parede e chamar a minha mãe, gritando: “Mãe, tem um apito no meu ouvido”. É a memória mais antiga da minha surdez. Convivo com o tinnitus aureum desde criancinha — naquela época, jamais imaginávamos que era um sintoma de perda auditiva.

Não lembro minha idade exata quando comecei a frequentar otorrinolaringologistas. Tive muitas otites. Passei inúmeras tardes ensolaradas da minha infância deitada em cima da cama esperando que algum remédio fizesse efeito, com os ouvidos tampados com algodão. Toda ida à piscina acabava, invariavelmente, em dor de ouvido. Lembro-me de uma tia-avó que às vezes comentava com minha mãe e minha avó que desconfiava que eu não ouvia bem. As duas sempre retrucavam: “Imagina, que bobagem!”. Quando penso nessa tia, lembro-me do seu olhar intrigado toda vez que eu repetia a palavrinha mágica daqueles que não escutam direito: “Hã?”. Para ela, eu falava “Hã?” demais, mas, como eu tinha uma voz perfeita, ouvia muita coisa e conversava normalmente, era mais fácil pensar que eu era distraída.

Paula Pfeifer. Crônicas da surdez.
2.ª ed. São Paulo: Plexus Editora, 2020 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

Infere-se do texto que o “olhar intrigado” da tia-avó manifestava a sua desconfiança em relação à capacidade auditiva da sobrinha-neta, narradora do texto.

 

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3122146 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A descoberta da surdez

A lembrança é clara, mesmo que tenham se passado 25 anos. No apartamento em que morávamos, havia um corredor em formato de “S”, pelo qual eu adorava correr. Numa tarde, lembro-me de encostar a cabeça na parede e chamar a minha mãe, gritando: “Mãe, tem um apito no meu ouvido”. É a memória mais antiga da minha surdez. Convivo com o tinnitus aureum desde criancinha — naquela época, jamais imaginávamos que era um sintoma de perda auditiva.

Não lembro minha idade exata quando comecei a frequentar otorrinolaringologistas. Tive muitas otites. Passei inúmeras tardes ensolaradas da minha infância deitada em cima da cama esperando que algum remédio fizesse efeito, com os ouvidos tampados com algodão. Toda ida à piscina acabava, invariavelmente, em dor de ouvido. Lembro-me de uma tia-avó que às vezes comentava com minha mãe e minha avó que desconfiava que eu não ouvia bem. As duas sempre retrucavam: “Imagina, que bobagem!”. Quando penso nessa tia, lembro-me do seu olhar intrigado toda vez que eu repetia a palavrinha mágica daqueles que não escutam direito: “Hã?”. Para ela, eu falava “Hã?” demais, mas, como eu tinha uma voz perfeita, ouvia muita coisa e conversava normalmente, era mais fácil pensar que eu era distraída.

Paula Pfeifer. Crônicas da surdez.
2.ª ed. São Paulo: Plexus Editora, 2020 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

O relato apresentado revela que as frequentes idas da narradora-personagem ao otorrinolaringologista, na infância, ocorreram devido ao seu diagnóstico de perda auditiva.

 

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3122145 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A descoberta da surdez

A lembrança é clara, mesmo que tenham se passado 25 anos. No apartamento em que morávamos, havia um corredor em formato de “S”, pelo qual eu adorava correr. Numa tarde, lembro-me de encostar a cabeça na parede e chamar a minha mãe, gritando: “Mãe, tem um apito no meu ouvido”. É a memória mais antiga da minha surdez. Convivo com o tinnitus aureum desde criancinha — naquela época, jamais imaginávamos que era um sintoma de perda auditiva.

Não lembro minha idade exata quando comecei a frequentar otorrinolaringologistas. Tive muitas otites. Passei inúmeras tardes ensolaradas da minha infância deitada em cima da cama esperando que algum remédio fizesse efeito, com os ouvidos tampados com algodão. Toda ida à piscina acabava, invariavelmente, em dor de ouvido. Lembro-me de uma tia-avó que às vezes comentava com minha mãe e minha avó que desconfiava que eu não ouvia bem. As duas sempre retrucavam: “Imagina, que bobagem!”. Quando penso nessa tia, lembro-me do seu olhar intrigado toda vez que eu repetia a palavrinha mágica daqueles que não escutam direito: “Hã?”. Para ela, eu falava “Hã?” demais, mas, como eu tinha uma voz perfeita, ouvia muita coisa e conversava normalmente, era mais fácil pensar que eu era distraída.

Paula Pfeifer. Crônicas da surdez.
2.ª ed. São Paulo: Plexus Editora, 2020 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

De acordo com o texto, a distração da narradora-personagem foi a causa do surgimento das primeiras desconfianças na sua família acerca de uma possível surdez dela.

 

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3122144 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A descoberta da surdez

A lembrança é clara, mesmo que tenham se passado 25 anos. No apartamento em que morávamos, havia um corredor em formato de “S”, pelo qual eu adorava correr. Numa tarde, lembro-me de encostar a cabeça na parede e chamar a minha mãe, gritando: “Mãe, tem um apito no meu ouvido”. É a memória mais antiga da minha surdez. Convivo com o tinnitus aureum desde criancinha — naquela época, jamais imaginávamos que era um sintoma de perda auditiva.

Não lembro minha idade exata quando comecei a frequentar otorrinolaringologistas. Tive muitas otites. Passei inúmeras tardes ensolaradas da minha infância deitada em cima da cama esperando que algum remédio fizesse efeito, com os ouvidos tampados com algodão. Toda ida à piscina acabava, invariavelmente, em dor de ouvido. Lembro-me de uma tia-avó que às vezes comentava com minha mãe e minha avó que desconfiava que eu não ouvia bem. As duas sempre retrucavam: “Imagina, que bobagem!”. Quando penso nessa tia, lembro-me do seu olhar intrigado toda vez que eu repetia a palavrinha mágica daqueles que não escutam direito: “Hã?”. Para ela, eu falava “Hã?” demais, mas, como eu tinha uma voz perfeita, ouvia muita coisa e conversava normalmente, era mais fácil pensar que eu era distraída.

Paula Pfeifer. Crônicas da surdez.
2.ª ed. São Paulo: Plexus Editora, 2020 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

A oração “A lembrança é clara” (início do primeiro parágrafo) refere-se à memória de infância da narradora-personagem em relação à primeira vez em que ela ouviu uma espécie de zumbido no ouvido.

 

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3122143 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A descoberta da surdez

A lembrança é clara, mesmo que tenham se passado 25 anos. No apartamento em que morávamos, havia um corredor em formato de “S”, pelo qual eu adorava correr. Numa tarde, lembro-me de encostar a cabeça na parede e chamar a minha mãe, gritando: “Mãe, tem um apito no meu ouvido”. É a memória mais antiga da minha surdez. Convivo com o tinnitus aureum desde criancinha — naquela época, jamais imaginávamos que era um sintoma de perda auditiva.

Não lembro minha idade exata quando comecei a frequentar otorrinolaringologistas. Tive muitas otites. Passei inúmeras tardes ensolaradas da minha infância deitada em cima da cama esperando que algum remédio fizesse efeito, com os ouvidos tampados com algodão. Toda ida à piscina acabava, invariavelmente, em dor de ouvido. Lembro-me de uma tia-avó que às vezes comentava com minha mãe e minha avó que desconfiava que eu não ouvia bem. As duas sempre retrucavam: “Imagina, que bobagem!”. Quando penso nessa tia, lembro-me do seu olhar intrigado toda vez que eu repetia a palavrinha mágica daqueles que não escutam direito: “Hã?”. Para ela, eu falava “Hã?” demais, mas, como eu tinha uma voz perfeita, ouvia muita coisa e conversava normalmente, era mais fácil pensar que eu era distraída.

Paula Pfeifer. Crônicas da surdez.
2.ª ed. São Paulo: Plexus Editora, 2020 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

Em ‘Mãe, tem um apito no meu ouvido’ (terceiro período do primeiro parágrafo), as aspas sinalizam que tal afirmação foi feita exatamente dessa forma pela narradora-personagem na ocasião relatada.

 

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3122142 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3479785-1

Alexandre Beck. Armandinho. Internet: <www.facebook.com/tirasarmandinho>.

Com relação à tirinha apresentada, julgue o item a seguir.

O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos se a expressão “mesmo que” (último quadrinho) fosse substituída por embora.

 

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3122141 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3479783-1

Alexandre Beck. Armandinho. Internet: <www.facebook.com/tirasarmandinho>.

Com relação à tirinha apresentada, julgue o item a seguir.

O emprego de vírgula após ‘portuguesa’ (primeiro quadrinho) e após “sinais” (segundo quadrinho) se justifica pela mesma razão: em ambos os contextos, esse sinal de pontuação separa termos que exercem a função de vocativo.

 

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3122140 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3479782-1

Alexandre Beck. Armandinho. Internet: <www.facebook.com/tirasarmandinho>.

Com relação à tirinha apresentada, julgue o item a seguir.

O pronome “isso” (último quadrinho) refere-se à afirmação feita no segundo quadrinho.

 

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3122139 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3479781-1

Alexandre Beck. Armandinho. Internet: <www.facebook.com/tirasarmandinho>.

Com relação à tirinha apresentada, julgue o item a seguir.

O adjetivo “ignorante” (primeiro quadrinho) e a forma verbal “ignorem” (último quadrinho) remetem à ideia de grosseria e indelicadeza.

 

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